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sábado

Gatos são resgatados da rua e vivem aventuras com tutoras

Foto: Reprodução/
KAYLEEN VANDERREE

Quando Kayleen VanderRee foi jogar algumas coisas em uma lata de lixo em um parque, em julho, ela pensou ter ouvido algo. Era o som inconfundível de um gato miando. VanderRee viu uma pequeno gatinho sair de trás de um arbusto e caminhar em direção a ela, diz o The Dodo.

Então ela viu um segundo gatinho e chamou sua melhor amiga, Danielle Gumbley. “Eles estavam claramente abandonados. “Há muitos pumas, ursos e águias na área e decidimos levá-los conosco porque não queríamos que fossem presas desses animais”, disse VanderRee.

Como o abrigo local SPCA foi fechado, elas decidiram levar os gatinhos para a viagem no fim de semana. Foi assim que suas aventuras começaram na sua cidade natal Victoria, no Canadá, além das montanhas e nos lagos.


Foto: Reprodução/
KAYLEEN VANDERREE

O gato Keel foi adotado por VanderRee e Bolt por Gumbley. “Eles definitivamente se conectaram a nós imediatamente e não tiveram problemas em vir conosco Uma vez na trilha, eles pareciam se sentir em casa.”, contou VanderRee.


Foto: Reprodução/
KAYLEEN VANDERREE

Os gatos provavelmente são irmãos e um veterinário disse que estavam muito saudáveis quando retornaram de sua primeira viagem. Os dois gatos e as tutoras nunca ficam muito tempo longe uns dos outros.


Foto: Reprodução/
KAYLEEN VANDERREE

As tutoras levam os gatos em caminhadas e outras atividades como canoagem, caiaque e vela. Eles tem seus próprios sacos de dormir, mas preferem dormir com VanderRee e Gumbley. Eles também tem coleira, arreios e colete salva-vidas para excursões na água.


Foto: Reprodução
/KAYLEEN VANDERREE

Alguns dias, os gatos só querem ser carregados. “Para nós, é óbvio quando eles não gostam de algo, por isso, nos certificamos de que estamos fazendo isso para os gatos e não apenas forçando-os a ir junto conosco”, explica VanderRee.


terça-feira

“Big Brother” é criado em Florianópolis para incentivar adoção de gatos


As unhadas que Carolina Demazi, 30, levou quando criança, cicatrizaram como trauma. Ela detestava gatos. Mesmo assim sua mãe adotou Nina há uma década. A gatinha chegou a trazer transtornos à família. Carolina ficou um ano sem aparecer na casa da mãe. Mas quando resolveu ceder e enfrentar o medo, viu que Nina não era traiçoeira, nem alheia ao seu afeto, como imaginava. Essa conquista, anos depois, foi o gatilho para abdicar de um emprego bem remunerado e do lazer para salvar gatos.

Seus avós e sua mãe venderam seus imóveis e compraram uma casa maior no centro de Florianópolis. Carolina foi morar com eles, reservou um espaço para abrigar os bichanos e dispensou o cargo como gerente de um badalado estúdio fotográfico. Assim nasceu, há dois anos, o projeto “Adote um Ronrom”.

Em outubro do ano passado, foi criado uma espécie de “Big Brother” felino para estimular ainda mais a adoção. Câmeras exibem ao vivo o dia a dia dos gatos. Até o momento é o único projeto social do Brasil a transmitir 24h o que ocorre dentro da casa. Já foram adotados 80 gatos, 120 foram resgatados e 28 recebem auxílio –nesse último caso, são gatos que vivem nas ruas e são ajudados pelo projeto.

Antes de idealizar o próprio empreendimento social, Carolina trabalhou em diversas ONGs que resgatam animais abandonados, Por essa experiência, quis que os gatos que abrigasse desfrutassem de um local limpo, espaçoso e confortável, o que muitas vezes é inviável nos abrigos. “Não queria ser a tia louca dos gatos. Que adota sem limites e os mantém confinados, sujos e comendo qualquer coisa”, disse.

Os gatos recolhidos da rua passam por triagens, exames veterinários, vacinações, tratamentos com vermífugos e castrações.

O projeto abriga 30 felinos. Em média, cada gatinho, se estiver saudável, custa R$ 120 por mês. No entanto, Carolina prioriza casos mais graves. Animais atropelados, doentes ou torturados, como Fênix, que foi queimado vivo.

Todas as despesas são pagas com doações, vendas de objetos da lojinha (canecas, chinelos e chaveiros) e através de assinaturas do Clube do Ronrom, que dá acesso ao portal de transmissão. Até o momento, há cem assinantes e 30 mil curtidas na página do projeto no Facebook.

Quase 40 voluntários trabalham no resgate, no tratamento e nas campanhas de adoções, mas apenas Carolina passou a receber um salário neste ano, por decisão do grupo.

Não é pouco o que ela faz pelos animais, além dos 30 gatos do projeto, cuida dos 19 gatos da família e de um cachorro. Todo o dia, limpa a sujeira de 50 animais.

Também há o desgaste emocional. A fanpage do projeto é bombardeada por pedidos de socorro, mas para garantir a qualidade de vida dos abrigados, ela precisa dizer não a outros gatos.

Tem quem não entenda. Não são poucas as ofensas que Carolina recebe.

“Ano passado fiquei deprimida. Abri mão da minha vida para cuidar deles. Fiquei sem dinheiro para nada. Não tinha nem para comida. Também me sentia cansada, por que não damos conta de suprir a necessidade de todos os animais. Por mais que a gente resgate sempre haverá animais na rua. Isso entristece. Mas cada gato que salvamos, tratamos e doamos recompensa todo o sofrimento”, disse.

Pós-adoção

Mais do que encontrar tutores, o “Adote um Ronrom” quer assegurar a qualidade de vida dos gatos, acompanhando também o período pós-adoção.

Há voluntários que trabalham apenas com essa missão. O resultado é bom, apenas três gatos foram devolvidos. Já Carolina realiza eventos com os adotantes, para saber se eles têm alguma necessidade.

Também há um movimentado grupo no WhatsApp, onde os tutores trocam fotos, vídeos e informações sobre os gatos. Muitos se encontram para que os amimais revejam os amigos.


Silvia Letiz é assídua no WhatsApp do grupo. Ela adotou o Carvão e o Joe, gatos pretos, que costumam ser rejeitados por crendices populares. Carvão foi atropelado, sofreu fraturas na pata, os voluntários o resgataram em um dia de chuva. Ele passou por um longo tratamento antes de conhecer Silvia. Fazia até sessões de acupuntura para sanar as dores.

“Sempre quis um animal, mas moro sozinha em um apartamento. Ficava com pena de deixar um animal me esperando o dia inteiro. Mas, eles se viram bem, cuidam um do outro, e quando chego do trabalho brincamos. Foi minha melhor escolha adotá-los”, conta Silvia.

Caso queira conhecer o projeto, acesse: