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sábado

Como Evitar Arranhões do Seu Gato


Gatos que arranham o tempo todo podem acabar machucando e estragando tudo que passar pela frente. Eles usam as garras para desgastá-las, para escalar, saltar, e na natureza até para se defender e marcar o território. Mas e agora, será que você sabe como evitar arranhões do seu gato?

O hábito de arranhar é saudável para qualquer gato, mas se isso se tornou um problema, chegou a hora de ajudar o seu gato a solucioná-lo. Se os seus móveis estão sendo usados como arranhadores e isso está causando um bom estrago nos seus carpetes sofás e cortinas, é possível que não haja arranhadores apropriados em quantidade suficiente na sua casa. 


Muitas vezes, um único arranhador não é capaz de entreter o seu gato por muito tempo, e em casos assim, é possível oferecer uma boa variedade de superfícies para que ele possa escolher. Procure oferecer a ele diferentes tipos de arranhadores, de diferentes materiais. Alguns gatos adoram arranhar papelão, tecidos e estofados, enquanto outros preferem os tapetes de sisal, madeira, carpetes e arranhadores de corda. Boa parte dos gatos também gostam dos postes verticais de corda.


Procure determinar quais são as superfícies que ele mais gosta, e distribua alguns arranhadores nos lugares onde ele costuma ficar. Se o arranhador escolhido for o poste vertical, certifique-se que seja firme e resistente, e que não caia quando ele estiver brincando. A altura do poste também é importante, pois os gatos adoram os postes altos o suficiente para que eles possam se espreguiçar, esticando o corpo totalmente. Veja abaixo as dicas de como ajudar o seu gato a manter suas garras aparadas, o que certamente será um fator positivo para evitar arranhões do seu gato.

Incentive o seu gato a investigar o arranhador deixando-os com cheiro de catnip. Isso pode ser feito, por exemplo, pendurando um brinquedo com catnip sobre o arranhador.


Apare as unhas do seu gato regularmente. Se você não sabe como fazê-lo, saiba como lendo o artigo Como aparar as unhas do gato.

Desencoraje o seu gato a arranhar os móveis e outros locais indesejados. Cubra os sofás com capas ou colchas, coloque as caixas de som viradas para a parede e procure colocar um arranhador em cada um desses locais, como alternativa.


Jamais force o seu gato a utilizar o arranhador. Nunca segure-o na frente do arranhador e não esfregue suas patas nele na tentativa de ensiná-lo. Isso pode assustar o seu gato, o que pode fazer com que ele passe a temer o arranhador e evitá-lo totalmente.

Não jogue fora o arranhador favorito do seu gato só porque ele está velho e desgastado. Os gatos gostam de objetos arranhados e gastos, com os quais já estão familiarizados. Mesmo quando gastos, esses objetos continuam sendo estimulantes para ele.


Quando aparar as unhas do gato?

Outra dica importante para evitar arranhões do seu gato é que muita gente não sabe que as unhas dos gatos podem ser aparadas. Em geral, as unhas dos gatos podem ser aparadas a cada 10 dias ou a cada duas semanas. Alguns proprietários optam até mesmo por aparar as unhas toda semana. Para isso, o seu gato precisa estar relaxado a ponto de se sentir tranquilo, nunca assustado ou irritado. Se o seu gato fica agitado e demonstra estar desconfortável quanto a manipulação das patas, procure acostumá-lo aos poucos. Se o problema persistir, considere solicitar a ajuda de um veterinário ou um especialista em comportamento animal.

segunda-feira

Depressão Felina - Como identificar e tratar


Nos dias de hoje, a incidência de problemas de cunho psicológico em humanos é cada vez mais frequente, e se engana quem pensa que esse tipo de complicação não afeta a vida dos animais. Pesquisas específicas chegaram a ser feitas para identificar e provar a existência de tristezas profundas em cães, mas a depressão felina também é uma doença real, e quem tem um gatinho em casa também deve ficar ligado no comportamento do seu pet para evitar um quadro depressivo.

Assim como no caso das pessoas e dos cães, fatores como a perda de alguém querido e períodos de solidão muito longos fazem parte da lista de causas da depressão felina. No entanto, os motivos do desenvolvimento de uma doença desse tipo em animais podem ser muitos e, pelo fato de os gatos serem bastante independentes, os sinais podem levar mais tempo até que sejam notados pelos proprietários do bichano – piorando o quadro de tristeza do pet e, possivelmente, dificultando o tratamento dos sintomas.

Embora os sinais clínicos dos felinos deprimidos sejam, no geral, bastante parecidos com os dos cães acometidos pela doença, o comportamento agressivo e a vocalização exagerada (com miados altos e frequentes) são mais comuns entre os sintomas dos bichanos, que mudam um pouco até a sua fisionomia quando afundados em um estado depressivo.

Conforme sempre ressaltamos, é muito importante que, ao notar qualquer tipo de alteração de comportamento ou sinal atípico no seu pet, um profissional veterinário deve ser consultado, pois, assim como no caso dos cães com depressão, a hipótese de qualquer outro tipo de doença deve ser totalmente descartada para que um diagnóstico preciso seja feito – permitindo que o tratamento ideal seja elaborado e executado no animal.

As causas da depressão felina

Como citamos anteriormente, as razões que levam um gato à depressão podem ser variadas. No entanto, tanto para cães como para os felinos, as mudanças súbitas e bruscas de ambiente ou rotina estão entre os fatores que tem mais chance de incentivar a tristeza profunda nos bichanos.

Mudar de residência ou alterar móveis nos ambientes em que o gato circula já pode ser razão para a tristeza do animal, e a rotina à qual o gato está acostumado deve ser seguida. Perder alguém muito próximo ou um amiguinho felino também são itens de grande relevância para o aparecimento da depressão em gatos, que também podem apresentar sintomas de tristeza nos casos em que um novo bicho de estimação é incluso à família.

O nervosismo dos gatos ao visitar pet shops pode ser um fator de risco para o surgimento da doença e, por serem muito sensíveis, os bichanos que convivem em ambientes e com pessoas de grande nível de estresse também podem ser prejudicados; já que captam todo tipo de vibração ao seu redor.

A ausência de uma dieta balanceada não fica de fora da lista de engatilhadores da depressão felina, pois, a falta dos nutrientes necessários para a saúde dos gatos pode influenciar em alterações hormonais e orgânicas do animal – e este cenário é tido como um facilitador do surgimento de problemas psicológicos. Por considerarem a alimentação como um tipo de entretenimento, os gatos com refeições monótonas e sempre iguais também podem desenvolver um quadro de tristeza.

A falta de liberdade e de passeios tidos como habituais também se apresenta como desencadeador da depressão em gatos, e nos casos de bichanos não castrados, o risco aumenta – já que é muito mais difícil para que o espírito independente dos felinos se acostume em ficar dentro de casa por muito tempo sem a castração.

Bichanos que ficam sozinhos por períodos muito longos de tempo e sem estímulos podem ser igualmente afetados por complicações psicológicas, e os donos de pets devem se atentar a estes fatores para evitar o aumento dos riscos da depressão felina.




Como prevenir a depressão em gatos

Nem sempre é possível prevenir a aparição da depressão felina – tendo em vista que boa parte dos fatores que desencadeiam a doença não podem ser controlados pelos donos do pet. Entretanto, diversas ações podem ser feitas para que se diminuam os riscos do desenvolvimento do problema, e dar atenção constante por meio de carinhos e brincadeiras é o primeiro passo para manter seu bichano alegre.

Apostar na variedade de alimentos (de acordo com uma dieta balanceada, é claro) também pode ser uma boa opção, assim como realizar atividades divertidas junto ao animal com frequência. Manter uma rotina pré-determinada é outro fator importante para a prevenção da tristeza profunda, e evitar mudanças muito grandes de casa e ambiente (quando for possível) é igualmente indicado.

É recomendado que se passe, pelo menos, 30 minutos por dia realizando algum tipo de atividade com o gato e, na ausência de uma companhia durante o dia, pode ajudar bastante que as janelas da casa fiquem abertas (se você morar em apartamento, siga isto somente após proteger as janelas com telas) e o rádio ligado, dando uma sensação mais agradável ao pet. Em conclusão, o que há de mais importante a observar é que, com muito carinho, chamegos e atenção, fica bem mais difícil que o seu felino desenvolva algum tipo de doença psicológica e; portanto, os mimos para seu pet nunca devem cessar.

Sintomas da depressão felina

Boa parte dos sintomas que se manifestam em cães com depressão também podem dar sinais nos gatos que tem a doença, e ficar atento às mudanças de comportamento do seu bichano é fundamental para que seja feito o reconhecimento e o tratamento do problema. Os miados podem ser um bom indicador de alguma complicação relacionada à tristeza na vida dos gatos e, por isso, é preciso prestar atenção no caso de ele passar a miar com uma frequência muito maior (ou menor) que o de costume.

A falta de apetite e a recusa de alimentos também fazem parte dos principais sinais de depressão felina, assim como o uso errado da caixa de areia. Os bichanos – que são tidos como animais extremamente limpos e preocupados com a higiene – passam a urinar e defecar por toda a casa quando estão deprimidos.

Evitar brincadeiras, antigamente adoradas, permanecer isolado e apresentar comportamentos extremamente agressivos também podem ser sinais de alerta para a depressão nos gatos, que também podem passar a se esconder das pessoas e desenvolver doenças de pele em função do seu estado. Em muitos casos, gatos muito tristes passam a lamber sem parar determinadas regiões de seus corpos (como as patas, que são de acesso mais fácil), causando a perda de pêlos na região e, com o passar do tempo, podem aparecer feridas sérias e que precisam de tratamento.

Embora esse conjunto de sinais possa indicar a presença de uma tristeza profunda no bichano, é sempre necessário que uma visita seja agendada com um veterinário para confirmar o diagnóstico e iniciar qualquer tipo de tratamento.

Há casos em que os gatos se isolam, simplesmente, por ser de seu costume, e fazem suas necessidades no lugar errado por outros tipos de problema e doenças; portanto, exames clínicos e laboratoriais devem ser realizados para excluir outras anormalidades antes que uma conclusão seja apresentada, e somente um profissional pode fazer isso da maneira mais adequada.




Tratamento de gatos deprimidos

Embora a adição de um novo pet à família seja tida como um fator de risco para o desenvolvimento da depressão felina, tal ação também pode ser indicada, justamente, para tirar o animal desse estado; já que ter a companhia de outro bichano para brincar pode elevar bastante o nível de felicidade dos gatinhos.

Medicamentos homeopáticos e alopáticos – incluindo antidepressivos - também podem ser indicados para os felinos acometidos pela doença; no entanto, a prescrição de qualquer tipo de medicação deve ser feita, somente, por um veterinário, evitando causar ainda mais problemas para a saúde do pet que já está tristonho.

Cada caso de depressão felina deve ser analisado individualmente para que um tratamento possa ser definido. No entanto, com ou sem a ajuda de remédios; aumentar os carinhos, os mimos e o tempo passado com seu pet é indicado para todos os casos de tristeza em animais, sendo que, em alguns casos, o simples fato de agradar um pouco mais o seu bichano com muito amor e privilégios adicionais (como novos brinquedos e petiscos) já pode ser o suficiente para que ele se sinta bem melhor. 

Médico Veterinário (CRMV- SP 10.687), formado pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - Unesp com Pós Graduação em Oncologia Veterinária pelo Instituto Bioethicus e Pós Graduação em Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais pelo Instituto Qualittas. Responsável pelo setor de Oncologia Médica e Cirúrgica do Hospital Veterinário Cães e Gatos 24h. Dr. Toyota é integrante da equipe de Veterinários do portal CachorroGato e também responde por dúvidas na ferramenta Dr. Responde.


sexta-feira

Como prevenir o tédio em seu gato


Enquanto o dono está longe, seja trabalhando, estudando ou fazendo outras tarefas, o gato pode passar alguns maus momentos sozinho, especialmente se ele não pode sair para perambular pelas ruas. Por isso, hoje, daremos a você algumas recomendações de como prevenir o tédio em seu gato.

Se o seu gato fica regularmente só em casa e não tem outros gatinhos com quem ele possa brincar, ele poderá ficar extremamente entediado e solitário. E, estes sentimentos, combinados com toda a energia acumulada que ele terá quando você chegar em casa, poderão levá-lo a comportamentos agressivos ou destrutivos.

Entre as medidas que você deve tomar para evitar isto, está a de fornecer brinquedos adequados que o seu gato irá amar, pois eles não só manterão a atenção de seu bichano enquanto você estiver fora, mas também lhe permitirão fazer exercício e liberar toda a energia de uma forma segura para você e para suas coisas.

Além de brinquedos, você também deve ter em mente que há outras maneiras de manter o seu gato ocupado quando você não estiver em casa.

No entanto, lembre-se que a cada gato é único, portanto conhecer as preferências de seu gato é imprescindível se você quer diminuir o estresse de seu felino, voltar para casa e encontrar um animal feliz.


Enquanto você identifica as preferências de seu gato, passaremos a você algumas recomendações:
Dê-lhe algo para observar

Os gatos são animais inquietos e gostam de observar as coisas que os rodeiam, de maneira que você poderá utilizar uma destas opções:

Colocar uma cadeira ou outro móvel perto da janela para que ele possa subir e ver os pássaros e as pessoas caminhando no exterior. Assegure-se de que tenha uma janela ou duas disponíveis onde o seu gatinho possa se sentar durante horas e horas.


Isto não só será estimulante para ele, pela atividade que ele observa do lado de fora, mas também ele estará recebendo um pouco de sol e será um lugar perfeito para uma soneca.

Deixar o televisor exibindo alguns vídeos de gatos ou da vida silvestre ou outros animais domésticos.

Se o seu gato aprecia ficar sentado assistindo televisão com você, você poderá inclusive comprar DVDs criados especificamente para gatos (não são fáceis de conseguir, mas é só procurar na internet).

sábado

Tumores Mamários em Gatos!


Os tumores da glândula mamária são os tumores mais comuns nos animais de companhia. Estima-se que estes tumores ocorram aproximadamente em 0,2 % das fêmeas, sendo cerca de metade malignos, tendo maior hipótese de se espalharem para outras partes do corpo. 

A maioria dos tumores mamários aparece como nódulos nas glândulas mamárias, associado ou não a aumento da glândula mamária, sendo somente possível diagnosticar a malignidade (ou não) do processo, após exame microscópico das lesões em questão. Os tumores mamários malignos, também chamados de “cancro da mama” podem ser subclassificados em vários tipos de carcinomas, adenocarcinomas, tumores mistos malignos, ou sarcomas.


Diagnóstico

Quando um tumor mamário maligno é diagnosticado num animal, é aconselhável realizar uma série de exames para permitir saber o estado de evolução do cancro, ou seja, saber se as células tumorais metastizaram (espalharam) para outras partes do corpo e o seu grau de extensão. Estes testes podem incluir radiografias torácicas e abdominais e/ou ecografia abdominal. 

Os locais mais comuns de metástases deste tipo de tumor são os pulmões e os linfonodos. Este tipo de exame permite detectar a existência de nódulos tumorais nos diferentes orgãos do corpo, sendo, no entanto, impossível de detectar nódulos com o tamanho inferior a 0,5cm, aproximadamente.


Tratamento

A remoção cirúrgica do (s) tumor(es) é o tratamento de eleição para os tumores mamários, sejam eles benignos ou malignos, que não se tenham alastrado para além das glândulas mamárias e linfonodos adjacentes.

A maioria dos tumores benignos são curados por cirurgia e aproximadamente metade dos malignos também o são, quando são removidos antes de haver metastização das células tumorais. Os tumores maiores que 3cm e de maior grau têm maior probabilidade de recorrência (70% no espaço de um ano) que os mais pequenos e de menor grau de malignidade (recorrência de 30% num ano).

Ainda não foi definido um protocolo de quimioterapia que seja efetivo para este tipo de tumores, sendo somente reservado para aqueles casos em que os tumores não podem ser removidos por cirurgia.


Prevenção

É importante realçar que os tumores mamários podem ser prevenidos através da realização da ovariohisterectomia (esterilização) em idade jovem. 

O risco de desenvolvimento de tumores mamários é de cerca de 0,05% nas fêmeas esterilizadas antes do primeiro cio, 8% entre o primeiro e o segundo cio, e 26% naquelas que foram esterilizadas após o segundo cio, sendo muito aconselhável realizar a esterilização precoce naqueles animais que não têm fins reprodutivos. 

A administração de anticonceptivos hormonais (pílulas e injeções contra o cio) aumenta consideravelmente o risco de cancro da mama no seu animal e devem ser evitados.

segunda-feira

Como saber se meu gato está com raiva



Apesar da raiva ser associada normalmente com os cachorros, esta doença de tipo viral pode ser contraída por qualquer mamífero, incluindo os gatos, sendo muito perigosa para nosso animal de estimação e para nós mesmos, já que pode ser transmitida do animal aos humanos. Detectar os primeiros sintomas da raiva no gato é fundamental para garantir a saúde da família e dos outros animais da casa, deste modo evitaremos contágios. 

Instruções

A raiva é um vírus que afeta diretamente o sistema nervoso do animal, por isso as mudanças de comportamento no gato são típicas desta doença. Dependendo da idade do felino e do lugar onde o animal infectado mordeu seu gato, os sintomas podem se manifestar de quatro a seis semanas depois.

Depois dos sintomas aparecerem, a raiva se divide em três etapas:

Na primeira etapa que pode durar uns dois dias o gato pode manifestar todos ou alguns destes sintomas:

Febre
Mudanças notáveis no temperamento e na conduta: ansiedade, agressividade, inquietude.
 Os gatos mais agressivos podem ficar dóceis de repente e os dóceis, completamente selvagens.
Baba excessiva.
Mudanças no som dos miados e vocalizações excessivas.
Olhar agressivo.
Perda do apetite e depressão.

A segunda etapa desta doença é conhecida como fase furiosa, durante esta fase o gato com raiva pode apresentar estes sintomas:

Caminhar e correr sem rumo e de forma compulsiva.
Comichão no corpo que leva ele a se morder.
A agressividade da etapa anterior continua.
Falta de coordenação e convulsões.

Na última etapa, o gato com raiva apresenta:

Formação de espuma no focinho.
Parálise.
Dificuldades respiratórias.
Asfixia e morte.

A raiva é uma doença mortal para o gato e para qualquer mamífero, por isso depois de contraída é difícil salvar o animal, no entanto é fundamental isolá-lo do resto de animais e pessoas que moram na casa, pois poderia transmitir esta doença a qualquer humano ou animal de estimação.

A única forma de prevenir a raiva é vacinando o gato aos seis meses de idade contra este vírus. Além disso, anualmente você deve aplicar o reforço desta vacina para garantir sua saúde.

Este artigo é meramente informativo, em umComo.com.br não temos a capacidade para receitar nenhum tratamento veterinário nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamo-lo a levar o seu animal de estimação ao veterinário no caso de ele apresentar qualquer tipo de condição o mal-estar.



RAIVA


A raiva é uma doença contagiosa causada por um vírus que pode afetar os animais (mamíferos) e o homem.

A transmissão se dá através do contato com a saliva de um animal doente, principalmente pela mordedura. É preciso compreender que nem toda mordida de cão ou gato transmite a raiva. É necessário que o animal seja portador do vírus para que haja a transmissão da doença. 

Na natureza, o morcego hematófago - que se alimenta de sangue - é um dos mais importantes transmissores da raiva para outras espécies animais e para o homem.

Os principais sinais clínicos da raiva são: mudança de hábitos e/ou comportamento (o animal passa a se esconder ou agir de maneira diferente do usual), agressividade, salivação (o animal baba muito) e paralisia. Mas nem todo animal que saliva (baba) está com raiva. No caso dessa doença, ocorre paralisia dos músculos faciais, o que impede a deglutição da saliva, daí a impressão do animal estar babando. Animais intoxicados por alguns tipos de venenos (inseticidas, etc.) também podem salivar abundantemente, mas sem qualquer relação com a raiva.

Os sinais clínicos nos humanos são bem parecido com os que ocorrem em animais.

A raiva é uma doença incurável, portanto, deve haver um controle rigoroso da vacinação dos animais domésticos e do campo. A vacina é a única maneira de controlar a doença.

Se uma pessoa é mordida ou arranhada por um cão ou gato que não esteja vacinado, ou de origem desconhecida (cão ou gato vadio), esse animal deve ser capturado e permanecer em observação por 10 dias.

Caso ele não apresente sinais clínicos da doença durante o período de observação, não será necessário nenhum procedimento ou tratamento para a vítima. Porém, se o animal morrer (mesmo sem ter apresentado sinais da doença), desaparecer ou não puder ser capturado para cumprir o período de observação, a pessoa deve se dirigir imediatamente a um posto de saúde para receber o tratamento contra a raiva.

É importante salientar que, uma vez manifestados os sintomas de raiva no humano, o tratamento é ineficaz, e levará a pessoa à morte. Por isso, o atendimento médico deve ser feito prontamente para avaliação dos riscos.

O tratamento preventivo não está disponível para animais. No caso de um animal doméstico não vacinado ser mordido por um outro animal portador do vírus da raiva, ele certamente adoecerá e morrerá num prazo de 10 dias.

As campanhas de vacinação são importantíssimas no controle da raiva. Mas se o animal já recebe a vacina anti-rábica anualmente, em clínicas veterinárias, não é necessário revaciná-lo nas campanhas, desde que a vacina esteja em dia.

Além dos cães, gatos e morcegos, que apresentam alto risco de transmissão da raiva, outros animais também podem ser transmissores, como eqüinos, bovinos, caprinos e ovinos, que podem ser vacinados e apresentam um grau médio de transmissão da raiva para humanos. 

Pequenos roedores como hamsters, camundongos, ratos, coelhos e outros, podem transmitir a doença, mas eles apresentam um risco baixo de transmissão da raiva. Não existe vacina para esses animais.

De maneira geral, diante de uma caso de mordedura ou arranhadura por qualquer animal, a primeira providencia a ser tomada, e altamente eficaz, é lavar o ferimento com água e sabão/detergente. Isso dificulta a penetração do vírus nos tecidos mais profundos, impedindo que ele atinja as terminações nervosas por onde se propaga.

Após isso, capturar o animal, se possível, e procurar um posto de saúde. O médico, com a ajuda do veterinário, irá avaliar o risco que o animal agressor apresenta e se é necessário fazer o tratamento anti-rábico no paciente.

Se uma pessoa é mordida ou arranhada por um cão ou gato que não esteja vacinado, ou de origem desconhecida (cão ou gato vadio), esse animal deve ser capturado e permanecer em observação por 10 dias.

Caso ele não apresente sinais clínicos da doença durante o período de observação, não será necessário nenhum procedimento ou tratamento para a vítima. Porém, se o animal morrer (mesmo sem ter apresentado sinais da doença), desaparecer ou não puder ser capturado para cumprir o período de observação, a pessoa deve se dirigir imediatamente a um posto de saúde para receber o tratamento contra a raiva.

É importante salientar que, uma vez manifestados os sintomas de raiva no humano, o tratamento é ineficaz, e levará a pessoa à morte. Por isso, o atendimento médico deve ser feito prontamente para avaliação dos riscos.

O tratamento preventivo não está disponível para animais. No caso de um animal doméstico não vacinado ser mordido por um outro animal portador do vírus da raiva, ele certamente adoecerá e morrerá num prazo de 10 dias.

As campanhas de vacinação são importantíssimas no controle da raiva. Mas se o animal já recebe a vacina anti-rábica anualmente, em clínicas veterinárias, não é necessário revaciná-lo nas campanhas, desde que a vacina esteja em dia.

Além dos cães, gatos e morcegos, que apresentam alto risco de transmissão da raiva, outros animais também podem ser transmissores, como equinos, bovinos, caprinos e ovinos, que podem ser vacinados e apresentam um grau médio de transmissão da raiva para humanos.

Pequenos roedores como hamsters, camundongos, ratos, coelhos e outros, podem transmitir a doença, mas eles apresentam um risco baixo de transmissão da raiva. Não existe vacina para esses animais.

De maneira geral, diante de uma caso de mordedura ou arranhadura por qualquer animal, a primeira providencia a ser tomada, e altamente eficaz, é lavar o ferimento com água e sabão/detergente. Isso dificulta a penetração do vírus nos tecidos mais profundos, impedindo que ele atinja as terminações nervosas por onde se propaga.

Após isso, capturar o animal, se possível, e procurar um posto de saúde. O médico, com a ajuda do veterinário, irá avaliar o risco que o animal agressor apresenta e se é necessário fazer o tratamento anti-rábico no paciente.

NUNCA DEIXE DE VACINAR SEU CÃO ou GATO CONTRA A RAIVA!

*Em caso de animal com suspeita de raiva, procure o Centro de Controle de Zoonoses de sua cidade.

médica veterinária - (CRMV SP 5532)

Muito cuidado!


Os gatos adoram se esconder nas rodas dos carros que estão estacionados nas ruas, garagens etc. Seja porque não serão vistos nem importunados pelos humanos ou por outro gatos, seja porque eles acham o lugar quentinho e gostoso para um bom cochilo, o fato é que eles o fazem, sem a menor preocupação com o risco que estão correndo. Se você possui carro e o estacionou na praça, na porta da sua casa etc, antes de sair dê uma espiadinha ou peça para alguém, a fim de se certificar se estes peraltinhas não estão escondidos sobre os pneus. Seja cuidadoso (a)! Os animais merecem o nosso respeito!!

*soninha*

beijinhos de alegria!!

Como evitar acidentes domésticos

Gatos são animais muito curiosos e inquietos. Sempre estão indo investigar tudo e adoram ver como tudo “funciona”. Por isso é fundamental que você tome alguns cuidados em casa para que seu gato não sofra nenhum acidente
Cuidados em casa para evitar acidentes com seu gato
- Evite deixar líquidos e alimentos quentes ao alcance do gato. 
- Quando estiver cozinhando mantenha o gato fora da cozinha. Mesmo após desligar o fogão, cuidado com a superfície que ficou quente: pode queimar a patinha ou o focinho de seu felino. Gatos mais peludos podem facilmente “pegar fogo”, ao pularem sobre o fogão quando estiver aceso. 

- Não utilize produtos em spray (perfumes, desodorantes, etc.) perto do gato – podem causar alergias respiratórias no bichinho. Use inseticida à base do ácido crisântemico (olhar a embalagem). Nunca aplicar perto do lugar onde ele costuma comer, andar e deitar; 
- Cuidado com desinfetantes e ceras – podem intoxicar o bichinho. Use água sanitária diluída em água ou Herbalvet.
- Jamais medicar o gato sem consultar o veterinário (obs.: muitos remédios humanos são tóxicos para eles)
- Enforcamento – coleiras para gato são diferentes das dos cães, pois possuem uma parte elástica. Mas, mesmo assim, ao sair, retire a coleira do gato – ele pode pular, ficar preso e se enforcar; 
- Use protetores de tomadas, e evite que o gato leve choques, que podem ser fatais; 
- Deixe a máquina de lavar e outros aparelhos fechados ou tampados; 
- Gatos gostam de entrar em gavetas, armários, etc. Se ficar trancado, o animal pode sufocar-se. Cuidado também com geladeiras, freezers e armários com produtos de limpeza; 
- Portas internas devem ter apoiadores, pois podem bater, com risco de esmagar a cauda e/ou patinhas; 
- Cuidado com sacos plásticos – gatos “gostam” de mastigar e engolir pedaços do saco, o que pode ser fatal. Além do que podem se esconder dentro do saco, podendo sufocar; 
- Mantenha linhas, barbantes, fios de lã e fio dental longe do alcance dos gatos. Se engolidos podem afetar o intestino e o gato necessitar de uma cirurgia de emergência; 
- Mantenha alfinetes e agulhas longe do alcance dos gatos – eles podem engolir e ser fatal. 
- Não permita que seu gato fique no banheiro enquanto você toma banho – isso pode favorecer o aparecimento de fungos, pois ele ficará úmido com o vapor. 

- Cuidado com agulhas, facas, tesouras e pequenos objetos. Mantenha-os sempre longe do alcance do gato; 
- Mantenha os produtos de limpeza longe do alcance dos animais, assim como das crianças; 
- Não deixe que o gato pise em assoalho molhado com produtos químicos; 
- Não borrife nenhum produto em aerosol na presença do gato ou próximo ao seu comedouro e bebedouro;

sexta-feira

Os gatos transmitem "Toxoplasmose"?


O Que é a Toxoplasmose?
É a doença causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, com alta prevalência no mundo inteiro entre pessoas e animais de sangue quente. 
A infecção nos humanos é assintomática em 80 a 90 % dos casos. Esta doença é importante em gestantes e indivíduos imunodeprimidos, pois, nesses pacientes, pode produzir lesões e sintomas graves? 
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Como é Transmitida?
O gato é o hospedeiro definitivo: é ele quem libera o parasito no ambiente. Gatos geralmente apresentam a doença quando filhotes e, nesta fase, podem eliminar os oocistos do protozoário nas fezes. Estima-se que apenas 1% da população felina elimine os cistos do protozoário T. gondii no ambiente.

O homem e outros animais são hospedeiros intermediários: neles, os cistos do protozoário se alojam nos músculos, no sistema nervoso e em vísceras, e não são eliminados pelas fezes.

Há três maneiras de se contrair o protozoário causador da toxoplasmose:
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1) A mais comum é a ingestão de carne – bovina, suína ou de aves –, crua ou mal cozida, contendo cistos do protozoário. O consumo de leite cru, não pasteurizado, com presença de taquizoítos (uma outra forma do parasito) também consiste em uma fonte possível de infecção. Queijos preparados com leite não pasteurizado podem transmitir a doença.

2) A forma mais grave de infecção é a transmissão transplacentária (a mãe transmite a doença para seu bebê durante a gravidez). Nesta forma de infecção, podem ocorrer malformações fetais e aborto.

3) Através da ingestão de oocistos esporulados (forma que o protozoário adquire no meio ambiente) presentes nas fezes de um gato infectado. Ou seja: é preciso ingerir acidentalmente fezes contaminadas de gatos. Isto pode ocorrer através do consumo de verduras e legumes mal lavados ou pelo hábito de levar a mão à boca sem antes lavá-la, sobretudo após a prática de jardinagem ou outras formas de manipular terra e areia
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Lembre-se:          
A infecção (contato com o parasita) não causa, necessariamente, a doença. Para isto, é necessário que o sistema imunológico esteja debilitado, como muitas vezes ocorre com pacientes idosos, portadores de HIV e transplantados.

Nem todos os gatos têm toxoplasmose. Na verdade, são poucos os que apresentam a doença. 
Nem todos os gatos podem transmitir a toxoplasmose através da eliminação de oocistos nas fezes. Quando o fazem, é por um curto período de tempo, e geralmente só nas primeiras semanas de vida.

Os oocistos de T. gondii que são eliminados nas fezes não são capazes de causar a doença imediatamente. É preciso que as fezes contaminadas permaneçam no meio ambiente por alguns dias para que os oocistos esporulem. Só então, estes se tornarem infectantes.
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Principais sintomas:
No homem:
- Febre, cansaço, mal estar, dores pelo corpo;
- Aumento dos linfonodos (íngua);
- Estes sintomas por vezes se confundem com os de uma forte gripe.
- Distúrbios da visão, que podem evoluir para a cegueira;
- Aborto.

Nos animais:
- Emagrecimento, fraqueza, apatia, febre alta, vômitos e diarreia;
- Sintomas oculares (secreção, fotofobia, pupila dilatada, entre outros);
- Distúrbios respiratórios;
- Convulsões, tremores, fraqueza muscular, paresia, paralisia e outros sintomas neurológicos.

Como Evitar a Doença:

Nos humanos:
- Lave bem as mãos antes de preparar alimentos;
- Lave bem as verduras, frutas e legumes antes de consumi-las;
- Não coma carne crua ou mal passada;
- Não beba leite que não seja pasteurizado;
- Mantenha bons hábitos de higiene;
- Não deixe seus filhos brincarem em areais ou pracinhas que não sejam telados, onde há fezes de animais;
- Lave bem as mãos após limpar a bandeja sanitária de seu gato ou mexer em terra, e procure sempre usar luvas ao praticar jardinagem.
Nos gatos:
- Leve seu gato regularmente ao médico veterinário;
- Mantenha-o sempre bem alimentado com ração comercial: isto reduz a chance de ele caçar e se infectar com a toxoplasmose;
- Nunca dê carne crua para seu gato;
- Leve-o ao veterinário se ele apresentar diarréia;
- Evite que seu gato faça passeios fora de casa;
- Mantenha sempre uma bandeja com areia sanitária para seu gato fazer as necessidades e remova os dejetos diariamente, sempre com o auxílio de luvas e uma pá;
- Higienize a bandeja sanitária no mínimo uma vez por semana.

Lembre-se:
- Você não pega toxoplasmose ao acariciar um gato.
- Não abandone seu gato por medo de contrair a doença.
- Você só pega toxoplasmose se ingerir terra ou alimentos contaminados com fezes de gatos, mas bons hábitos de higiene e limpeza no preparo dos alimentos evitam isso.
- Cães, pombos e mordidas de gatos ou outros animais NÃO transmitem a toxoplasmose.
- Não existe vacina contra a toxoplasmose.
- Você não precisa se desfazer de seu gato se estiver grávida. Basta manter bons hábitos de higiene.

domingo

Dirofilariose | Verme do Coração


A dirofilariose, causada pelo parasita Dirofilaria immitis, é uma doença grave e potencialmente fatal, que infecta cães, gatos e furões.

Pode também infectar uma série de outros animais selvagens, onde se incluem felídeos selvagens (tigres, leões, pumas, etc.) e ainda leões-marinhos e focas.

Foram documentadas infecções em humanos, mas pensa-se que sejam casos raros, que normalmente não apresentam sintomatologia.


Transmissão da dirofilariose

A dirofilariose é transmitida de animal para animal, através de mosquitos.

Quando um mosquito pica um animal infectado, as jovens larvas denominadas microfilarias entram no organismo do mosquito.

Durante um período de duas semanas, as microfilarias desenvolvem-se em larvas infectantes, no interior do mosquito.

Estas larvas infectantes podem ser transmitidas a outro animal, assim que o mosquito se alimentar novamente.

Ao contrário dos cães, os gatos infectados não têm frequentemente microfilarias circulantes no sangue, o que torna pouco provável a transmissão das microfilarias para um outro mosquito.

As larvas infectantes tornam-se vermes adultos em aproximadamente 6 meses.

Durante os primeiros 3 meses, as larvas migram pêlo corpo do animal e eventualmente atingem os vasos sanguíneos dos pulmões.

Durante estes primeiros 3 meses, as larvas imaturas continuam a desenvolver-se em adultos, com as fêmeas a atingirem comprimentos de cerca de 30 centímetros.

Os vermes vão danificar os vasos sanguíneos, e reduzem a capacidade de contração cardíaca, resultando em doença cardio-pulmonar severa.

Se estiverem presentes vermes adultos (5 a 7 meses pós infecção) de ambos os sexos, estes irão acasalar e produzir microfilarias.

As microfilarias podem provocar uma reação do sistema imunitário, que poderá causar danos em outros órgãos.

O ciclo de vida continua quando um mosquito pica um animal e fica infectado com as microfilarias.

Após o desenvolvimento das microfilarias em larvas infectantes dentro do mosquito, estas tornam-se capazes de infectar novamente um outro animal.

As larvas adultas podem sobreviver durante 5 a 7 anos em cães e vários meses em gatos.
Sinais clínicos de Dirofilariose


Se um cão foi recentemente infectado, ou se a infecção for ligeira, o animal pode não apresentar sinais de doença até que os vermes adultos se desenvolvam nos pulmões e se observem sinais.

À medida que a doença progride, os cães podem apresentar tosse, letargia, perda de apetite ou desenvolver dificuldades respiratórias.

Os donos podem aperceber-se de que os animais se cansam rapidamente mesmo depois de um exercício ligeiro.

Os sinais de dirofilariose em gatos incluem tosse, stress respiratório e vómito.

Em casos raros, os gatos podem morrer subitamente de dirofilariose.

Diagnóstico

Todos os cães, apesar da idade, sexo, ou do ambiente em que vivem, são susceptíveis de apanharem dirofilariose, assim como os gatos, quer vivam dentro ou fora de casa.

Uma vez que a dirofilariose é transmitida por mosquitos, qualquer animal exposto aos mosquitos deve ser testado, inclusive os que saem apenas ocasionalmente.

Existem vários testes disponíveis para detectar a presença de vermes adultos (> 6 meses pós infecção) no cão.

Teste para antígenos, detectam a presença de vermes adultos fêmeas, e os testes de anticorpos, detectam se o cão foi ou não exposto à dirofilariose.

O teste de antígenos é bastante sensível sendo o que se realiza mais frequentemente.

Outros testes de diagnóstico, tais como radiografias, hemograma e análises bioquímicas, e ecocardiografia, podem ser necessários para confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade da doença e determinar o melhor plano de tratamento para o animal.

O diagnóstico de dirofilariose em gatos é mais difícil do que em cães.

Em geral, tanto o teste de antígenos como de anticorpos é recomendado no caso dos gatos, uma vez que aumenta a probabilidade de detectar a presença de dirofilárias.

Tratamento

Tal como todos os problemas de saúde, é melhor prevenir a dirofilariose do que ter de tratar.

O risco do tratamento da dirofilariose é substancial. No entanto as complicações são pouco prováveis em animais saudáveis e cujas recomendações do veterinário são respeitadas.

O objectivo do tratamento da dirofilariose é eliminar os vermes adultos e as microfilárias presentes no animal, com a maior segurança possível.

Quando um animal é tratado é muito importante ter em conta que as dirofilárias vão morrer dentro dos pulmões do cão.

O tratamento requer repouso absoluto durante todo o tratamento e muitas vezes até após o tratamento.


A imagem é de um cão mas o mesmo ocorre com o gato.


Adicionalmente pode ser necessária medicação para controlar a reacção inflamatória, uma vez que as dirofilárias morrem e se desintegram dentro do animal.

Atualmente não existe nenhum tratamento totalmente eficaz e seguro para o tratamento da dirofilariose em gatos.

Se um gato for diagnosticado com dirofilariose, podem utilizar-se medicamentos para reduzir a resposta inflamatória, assim como cirurgia para remoção dos vermes.

Prevenção da Dirofilariose

A prevenção da Dirofilariose é quase 100% eficaz, em cães e em gatos.

Existem vários medicamentos para prevenção, em diferentes apresentações.

O melhor método de prevenção deve sempre ser recomendado de acordo com o modo de vida do animal.

Os medicamentos preventivos não eliminam os vermes adultos, e não tratam a dirofilariose nem previnem os sinais da doença se existirem adultos no coração do animal.

Por esta razão é sempre recomendável fazer um teste de diagnóstico antes de iniciar qualquer programa de prevenção.


Saiba mais sobre tumor mamário em pequenos animais


Quando ocorre um crescimento anormal, desordenado e persistente dos tecidos, mais rápido do que os tecidos normais, caracteriza-se a neoplasia.

Vivendo por mais tempo, alimentando-se de rações com conservantes e expostos à poluição do meio ambiente, os animais estão mais sujeitos a desenvolver neoplasias.

Tumores mamários são muito comuns em cães e gatos. Há uma gama enorme de tipos histológicos que acometem os cães, mas, na maioria dos casos são tumores benignos. Já nos gatos, a maior parte dos tumores são malignos e altamente agressivos.

O tumor de mama é o segundo mais comum em cães e o primeiro mais comum em cadelas. Acometem, no geral, animais mais velhos (com cerca de 10 anos de idade), de preferência, ocorrem em animais que possuem todo o seu aparelho reprodutivo (inteiro) e aqueles que foram castrados, após numerosos cios. Não há uma preferência por nenhuma raça, todas estão sujeitas a essa enfermidade.

Em gatos, esse tipo de neoplasia é menos frequente do que em cães, ficando em terceiro lugar. Animais velhos (cerca de 10 e 12 anos) e animais inteiros são, geralmente, os mais afetados, e os Siameses são mais vulneráveis.

O aparecimento da doença está relacionado com a produção de hormônios femininos, como o estrógeno e a progesterona Em cadelas, o risco para o desenvolvimento do tumor mamário está relacionado com o número de ciclos estrais, aumentando, consideravelmente, a cada ciclo estral. Já em gatas, esse risco aumenta em até sete vezes, em fêmeas inteiras, comparadas com fêmeas castradas, na puberdade.

A administração de alguns progestágenos pode aumentar o risco de desenvolvimento de tumores mamários benignos em cães, enquanto que em gatos o uso destes hormônios pode aumentar o desenvolvimento de tumores tanto benignos quanto malignos. Assim como nos seres humanos, os tumores de mama possuem receptores de estrógeno e/ ou progesterona, sendo que quanto maior o número destes receptores, menos maligno ele é.

Nos cães, cerca de 50% dos tumores mamários são malignos e desses, ao redor de 90% são carcinomas. Nos gatos, prevalece também o carcinoma, mas em uma taxa muito superior, acima de 80%.

Os tumores benignos não sofrem metástase, mas há a tendência de cadelas desenvolver tumores múltiplos. Entretanto, os tumores malignos podem se comportar de maneira benigna ou muito maligna, sofrendo metástase rapidamente para linfonodos locais e nos pulmões.

Estas neoplasias podem ser múltiplas ou única, sendo palpáveis como nódulos ou massas dentro das glândulas mamárias. Alguns carcinomas inflamatórios agressivos podem apresentar aumento mamário difuso, edema e ulceração. É raro em cães e comum em gatos. A metástase pulmonar causa dificuldades na respiração.

O diagnóstico pode ser feito através do exame clínico e palpação, mas deve ser feita a confirmação com o auxílio de algumas técnicas de diagnóstico, como exames de sangue, radiografias, aspiração com agulha fina (FNA) e biópsia.

Na maior parte dos casos, o tratamento para o tumor mamário é a retirada, por cirurgia. Existem, também, outras técnicas de tratamento, como a radioterapia, que mostrou ser pouco efetiva no tratamento desses tumores, assim como a quimioterapia.

O melhor método para prevenir o aparecimento de tumores mamários é a castração e, de preferência, antes do primeiro cio do animal, pois após esse período, cai a taxa percentual de prevenção, podendo chegar a ser nula.
Por: Débora C. Meldau
Fontes: Info Escola
Oncologia em Pequenos Animais