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quarta-feira

Necessidade de brincar


Os gatos adoram gastar energia a brincar. Eles adoram brincar com os donos.

É comum vê-los a correr pela casa enquanto saltam por cima dos obstáculos, isto é um sinal de que estão a chamar a atenção para que brinque com eles.

Normalmente os gatos preferem brincar com pequenas coisas como rolhas ou bolas, se conseguirem transportar os brinquedos na boca de um lado para o outro ficarão bastante satisfeitos. Se é dono de um gato já deverá ter reparado que não é nada difícil manter um gato entretido a brincar com coisas bastante simples.

Tenha cuidado com pequenos objetos que possam ser engolidos e que tenham pontas afiadas pois com a excitação os gatos podem magoar-se a sério.


Mantenha o seu felino estimulado e ofereça-lhe alguns brinquedos interessantes e ele será menos agressivo com móveis e sofás em sua casa. Se o seu gato ficar aborrecido poderá mastigar as suas plantas ou entreter-se com as cortinas.

Apesar de ser impossível o gato mudar de comportamento e ficar sempre sossegado se ele estiver devidamente estimulado com os seus brinquedos deixará o resto da sua casa em paz.



Um acessório bastante importante é o poste arranhador, pois alem de ele aliviar a vontade de arranhar também servirá para que se livre das unhas velhas enquanto as novas crescem.

É possível ver se o gato está a gostar da brincadeira verificando as pupilas, se estas estiverem dilatadas é sinal que ele se se sente motivado e curioso em relação ao brinquedo ou à brincadeira.



segunda-feira

A Visita ao Veterinário


A visita ao veterinário, feita periodicamente é de elevada importância para o bem-estar do gato bem como da sua família.
O animal doméstico deve realizar periodicamente exames de rotina, para averiguação do seu estado de saúde. Por outro lado, ao contrário do que algumas pessoas pensam, o gato, tal como o cão, deve ser vacinado. Estas ações só são possíveis de ser efetuadas por profissionais. Estes também podem dar informações referentes à alimentação e cuidados básicos, bem ao treino e educação do animal.

Neste sentido, o gato não deve ser apenas levado ao veterinário quando se encontra doente ou tem necessidade de tomar uma vacina. Devem ser feitos exames de rotina, periodicamente, a fim de prevenir futuras doenças. Assim, para além de controlar o estado de saúde do animal, este não irá associar a visita ao veterinário, à dor das vacinas, o que faria com que detestasse estas deslocações.

Para o transporte do gato deve ser usada uma gaiola ou caixa de transporte, também conhecida como transportadora. Dentro desta deve ser inserido um pano quente e já conhecido do animal. Isto permite que o felino se sinta mais confortável, diminuindo os níveis de stress durante a viagem. Antes da visita ao veterinário podem ser feitas pequenas deslocações, com o animal dentro da transportadora, permitindo uma maior adaptação ao meio de transporte e, consequentemente, um gato menos assustado. No fim destas viagens, inclusive ao veterinário, deve ser dada uma recompensa ao felino, como a sua comida predileta.

Devem ser expostas todas as dúvidas ao veterinário. As perguntas essências são sobre o tipo e quantidade de alimentação (bem como outras questões sobre nutrição), cuidados básicos (como o banho, a escovagem do pelo e dos dentes), vacinação e controle de reprodução (esterilização e castração). Contudo, quando existem outras questões, devem também ser colocadas, pois os donos devem estar o mais esclarecido possível.

Enquanto o gato é pequeno, as idas ao veterinário vão ser mais repetidas, uma vez que há necessidade de serem efetuados vários exames, bem como de colocar as vacinas em dia. Será o profissional que indicará, ao dono, a frequência necessária, resultante de diversos factores como o resultado dos exames referidos.

À medida que o pequeno felino vai evoluindo, as deslocações irão diminuir e servirão apenas para análises de rotina, como pesagem e medição de temperatura, entre outros. De um modo geral, o gato adulto deverá ir ao veterinário de meio em meio ano, exceto quando existem ordens específicas, do profissional veterinário.

Posso ter um gato vegetariano?

Gatos são carnívoros natos e que quando alimentados com rações com pouca proteína e gordura eles podem sofrer de cegueira e até de surdez.

O gato é um carnívoro nato, o que significa que a carne de outros animais é sua principal fonte de nutrientes. Assim, além de precisarem de uma ingestão bastante elevada de proteína animal com relação às necessidades de outros mamíferos, o gato depende majoritariamente da carne para extrair nutrientes fundamentais para o seu bem estar, como a taurina, a vitamina A e a vitamina B12. 
As consequências de um consumo baixo de carne na dieta do gato podem ser severas. Por exemplo, quando eles ficam sem vitamina A, os gatos podem ficar surdos ou desenvolver problemas na pele, nos ossos, no sistema intestinal e reprodutivo. Similarmente, gatos com níveis baixos de taurina podem ficar cegos. O gato é tão dependente de proteína animal que quando ele não tem uma quantidade suficiente em sua alimentação, os próprios músculos e órgãos do animal são consumidos para que haja o suprimento tais nutrientes.
Por sempre conseguirem as vitaminas e gorduras necessárias através de suas presas, a evolução não favoreceu a proliferação de gatos que tivessem desenvolvido uma habilidade de produzir tais nutrientes. Similarmente, o sistema digestivo do gato é extremamente adaptado para digerir carnes. Aliás, o trato digestivo do gato (relativo ao seu tamanho) é muito mais curto do que o de outros animais por não precisar fermentar e processar a celulose de plantas, tal qual os herbívoros.

Ao alimentar o gato com rações ricas em carboidrato e com níveis baixos de proteína animal, o dono prejudica a nutrição dos gatos. De modo geral, a alimentação do gato deve replicar a sua dieta ancestral, contendo prioritariamente carne fresca de animais.
Por sinal, tal qual acontece com os grande felinos, os gatos selvagens geralmente pouco bebem água fresca, adquirindo grande parte dos líquidos necessários para sua hidratação na carne e sangue de suas presas. No caso dos gatos domésticos, sobretudo se você o alimenta com rações secas, é muito importante que você sempre ofereça água fresca para o seu animal. 
O que a ciência revela sobre a nutrição felina?

Para entender melhor como gatos consomem a sua comida, o Jornal de Biologia Experimental conduziu uma experiência que mostrou que gatos adultos tem um teto diário para consumo de carboidratos, mesmo quando falta proteína em suas dietas. De acordo com os autores do estudo, “O teto de carboidrato explica muito dos padrões de alimentação vistos tanto em experiências de dieta com alimentos processados secos quanto com alimentos úmidos e sugere que os gatos somente podem digerir o carboidrato ingerido até um certo ponto.”
Na prática, isso significa que o gato, mesmo não consumindo toda proteína suficiente, deixa de comer o restante de sua ração por conta dos altos níveis de carboidratos. O estudo revela ainda que, quando dada a opção, o gato prefere comidas que são biologicamente adequadas para ele, isto é, ricas em proteínas, à comidas processadas, como ração, que geralmente são ricas em carboidratos ou em proteínas de origem vegetal, como a soja.
A alimentação do gato deveria acompanhar as necessidades biológicas dele, consistindo prioritariamente de proteína e gorduras. Porém várias das rações para gatos contém uma grande proporção de carboidratos em relação ao seu teor de proteína de origem animal. Logo, não é por acaso que diversos gatos, apesar de alimentados em casa, caçam pequenos animais para suprirem suas necessidades alimentares. Afinal, quando o gato não ingere os nutrientes necessários da sua comida, ele pega esses nutrientes de seus próprios músculos e órgãos!
Com isso em mente, é importante que todo dono reveja a alimentação do seu animal de estimação para garantir que a mesma está em linha com a dieta ancestral do gato. Isso não significa que você precisa abdicar da dieta com ração para o seu gato, é apenas um alerta para que você opte por uma ração com maiores teores de proteína animal em detrimento aos carboidratos. Existem diversas rações de boa qualidade disponível no mercado e elas podem te ajudar muito a oferecer uma nutrição completa e adequada para o seu animal. Ao mesmo tempo, nada impede que, caso você tenha um suporte veterinário, a alimentação natural complemente a dieta do seu animal.
Aliás, a alimentação natural trás riscos se não for feita adequadamente. Caso você não entenda muito sobre o assunto, consulte um veterinário, pois proporcionar uma alimentação completa e balanceada para o seu gatinho não consiste em comprar um bife no açougue e pronto. A nutrição do seu gatinho é mais complexa do que isso e, por isso, recomendamos que você não tente fazer o cardápio do seu gato sozinho. Lembre-se também que cada gato é diferente do outro e que, por isso, as necessidades alimentares de um gato podem ser diferentes das de outros. Consulte sempre um médico veterinário de sua confiança.
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