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segunda-feira

Depressão Felina - Como identificar e tratar


Nos dias de hoje, a incidência de problemas de cunho psicológico em humanos é cada vez mais frequente, e se engana quem pensa que esse tipo de complicação não afeta a vida dos animais. Pesquisas específicas chegaram a ser feitas para identificar e provar a existência de tristezas profundas em cães, mas a depressão felina também é uma doença real, e quem tem um gatinho em casa também deve ficar ligado no comportamento do seu pet para evitar um quadro depressivo.

Assim como no caso das pessoas e dos cães, fatores como a perda de alguém querido e períodos de solidão muito longos fazem parte da lista de causas da depressão felina. No entanto, os motivos do desenvolvimento de uma doença desse tipo em animais podem ser muitos e, pelo fato de os gatos serem bastante independentes, os sinais podem levar mais tempo até que sejam notados pelos proprietários do bichano – piorando o quadro de tristeza do pet e, possivelmente, dificultando o tratamento dos sintomas.

Embora os sinais clínicos dos felinos deprimidos sejam, no geral, bastante parecidos com os dos cães acometidos pela doença, o comportamento agressivo e a vocalização exagerada (com miados altos e frequentes) são mais comuns entre os sintomas dos bichanos, que mudam um pouco até a sua fisionomia quando afundados em um estado depressivo.

Conforme sempre ressaltamos, é muito importante que, ao notar qualquer tipo de alteração de comportamento ou sinal atípico no seu pet, um profissional veterinário deve ser consultado, pois, assim como no caso dos cães com depressão, a hipótese de qualquer outro tipo de doença deve ser totalmente descartada para que um diagnóstico preciso seja feito – permitindo que o tratamento ideal seja elaborado e executado no animal.

As causas da depressão felina

Como citamos anteriormente, as razões que levam um gato à depressão podem ser variadas. No entanto, tanto para cães como para os felinos, as mudanças súbitas e bruscas de ambiente ou rotina estão entre os fatores que tem mais chance de incentivar a tristeza profunda nos bichanos.

Mudar de residência ou alterar móveis nos ambientes em que o gato circula já pode ser razão para a tristeza do animal, e a rotina à qual o gato está acostumado deve ser seguida. Perder alguém muito próximo ou um amiguinho felino também são itens de grande relevância para o aparecimento da depressão em gatos, que também podem apresentar sintomas de tristeza nos casos em que um novo bicho de estimação é incluso à família.

O nervosismo dos gatos ao visitar pet shops pode ser um fator de risco para o surgimento da doença e, por serem muito sensíveis, os bichanos que convivem em ambientes e com pessoas de grande nível de estresse também podem ser prejudicados; já que captam todo tipo de vibração ao seu redor.

A ausência de uma dieta balanceada não fica de fora da lista de engatilhadores da depressão felina, pois, a falta dos nutrientes necessários para a saúde dos gatos pode influenciar em alterações hormonais e orgânicas do animal – e este cenário é tido como um facilitador do surgimento de problemas psicológicos. Por considerarem a alimentação como um tipo de entretenimento, os gatos com refeições monótonas e sempre iguais também podem desenvolver um quadro de tristeza.

A falta de liberdade e de passeios tidos como habituais também se apresenta como desencadeador da depressão em gatos, e nos casos de bichanos não castrados, o risco aumenta – já que é muito mais difícil para que o espírito independente dos felinos se acostume em ficar dentro de casa por muito tempo sem a castração.

Bichanos que ficam sozinhos por períodos muito longos de tempo e sem estímulos podem ser igualmente afetados por complicações psicológicas, e os donos de pets devem se atentar a estes fatores para evitar o aumento dos riscos da depressão felina.




Como prevenir a depressão em gatos

Nem sempre é possível prevenir a aparição da depressão felina – tendo em vista que boa parte dos fatores que desencadeiam a doença não podem ser controlados pelos donos do pet. Entretanto, diversas ações podem ser feitas para que se diminuam os riscos do desenvolvimento do problema, e dar atenção constante por meio de carinhos e brincadeiras é o primeiro passo para manter seu bichano alegre.

Apostar na variedade de alimentos (de acordo com uma dieta balanceada, é claro) também pode ser uma boa opção, assim como realizar atividades divertidas junto ao animal com frequência. Manter uma rotina pré-determinada é outro fator importante para a prevenção da tristeza profunda, e evitar mudanças muito grandes de casa e ambiente (quando for possível) é igualmente indicado.

É recomendado que se passe, pelo menos, 30 minutos por dia realizando algum tipo de atividade com o gato e, na ausência de uma companhia durante o dia, pode ajudar bastante que as janelas da casa fiquem abertas (se você morar em apartamento, siga isto somente após proteger as janelas com telas) e o rádio ligado, dando uma sensação mais agradável ao pet. Em conclusão, o que há de mais importante a observar é que, com muito carinho, chamegos e atenção, fica bem mais difícil que o seu felino desenvolva algum tipo de doença psicológica e; portanto, os mimos para seu pet nunca devem cessar.

Sintomas da depressão felina

Boa parte dos sintomas que se manifestam em cães com depressão também podem dar sinais nos gatos que tem a doença, e ficar atento às mudanças de comportamento do seu bichano é fundamental para que seja feito o reconhecimento e o tratamento do problema. Os miados podem ser um bom indicador de alguma complicação relacionada à tristeza na vida dos gatos e, por isso, é preciso prestar atenção no caso de ele passar a miar com uma frequência muito maior (ou menor) que o de costume.

A falta de apetite e a recusa de alimentos também fazem parte dos principais sinais de depressão felina, assim como o uso errado da caixa de areia. Os bichanos – que são tidos como animais extremamente limpos e preocupados com a higiene – passam a urinar e defecar por toda a casa quando estão deprimidos.

Evitar brincadeiras, antigamente adoradas, permanecer isolado e apresentar comportamentos extremamente agressivos também podem ser sinais de alerta para a depressão nos gatos, que também podem passar a se esconder das pessoas e desenvolver doenças de pele em função do seu estado. Em muitos casos, gatos muito tristes passam a lamber sem parar determinadas regiões de seus corpos (como as patas, que são de acesso mais fácil), causando a perda de pêlos na região e, com o passar do tempo, podem aparecer feridas sérias e que precisam de tratamento.

Embora esse conjunto de sinais possa indicar a presença de uma tristeza profunda no bichano, é sempre necessário que uma visita seja agendada com um veterinário para confirmar o diagnóstico e iniciar qualquer tipo de tratamento.

Há casos em que os gatos se isolam, simplesmente, por ser de seu costume, e fazem suas necessidades no lugar errado por outros tipos de problema e doenças; portanto, exames clínicos e laboratoriais devem ser realizados para excluir outras anormalidades antes que uma conclusão seja apresentada, e somente um profissional pode fazer isso da maneira mais adequada.




Tratamento de gatos deprimidos

Embora a adição de um novo pet à família seja tida como um fator de risco para o desenvolvimento da depressão felina, tal ação também pode ser indicada, justamente, para tirar o animal desse estado; já que ter a companhia de outro bichano para brincar pode elevar bastante o nível de felicidade dos gatinhos.

Medicamentos homeopáticos e alopáticos – incluindo antidepressivos - também podem ser indicados para os felinos acometidos pela doença; no entanto, a prescrição de qualquer tipo de medicação deve ser feita, somente, por um veterinário, evitando causar ainda mais problemas para a saúde do pet que já está tristonho.

Cada caso de depressão felina deve ser analisado individualmente para que um tratamento possa ser definido. No entanto, com ou sem a ajuda de remédios; aumentar os carinhos, os mimos e o tempo passado com seu pet é indicado para todos os casos de tristeza em animais, sendo que, em alguns casos, o simples fato de agradar um pouco mais o seu bichano com muito amor e privilégios adicionais (como novos brinquedos e petiscos) já pode ser o suficiente para que ele se sinta bem melhor. 

Médico Veterinário (CRMV- SP 10.687), formado pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - Unesp com Pós Graduação em Oncologia Veterinária pelo Instituto Bioethicus e Pós Graduação em Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais pelo Instituto Qualittas. Responsável pelo setor de Oncologia Médica e Cirúrgica do Hospital Veterinário Cães e Gatos 24h. Dr. Toyota é integrante da equipe de Veterinários do portal CachorroGato e também responde por dúvidas na ferramenta Dr. Responde.


sábado

Cinco sinais de que seu gato está entediado


Aprenda a identificar se o felino está com tédio e o que fazer para acabar com esse problema.

Quando estamos entediados, normalmente comemos besteira, assistimos televisão, nos distraímos com algum joguinho no celular ou nas redes sociais. Mas você sabe o que seu gato faz quando está com tédio?

Você pode até duvidar que seu felino possa ficar entediado sendo que ele tem milhares de brinquedos, várias caminhas confortáveis e petiscos deliciosos.

De acordo com Marilyn Krieger, especialista em comportamento animal, isso realmente pode acontecer:

Normalmente, os gatos que não recebem estímulos mentais e físicos suficientes ficam entediados. Como ficar sozinho durante horas, sem ter outras pessoas ou animais para interagir.

Veja 5 sinais de que seu gato está entediado:

Fica se limpando demais ou tem outros comportamentos repetitivos – Os gatos podem ficar se lambendo sem parar, arrancando os pelos ou mordendo a própria pele, inclusive machucando a si mesmo.


Persegue ou briga com os outros animais da casa – Correr atrás do outro gato da casa, encurralar o cão ou perseguir o pouquinho-da-índia sugere que seu felino precisa de outros estímulos. Apesar de existirem muitas razões para esse comportamento, gatos entediados irritam outros pets, às vezes.

Inatividade – Gatos dormem, em média, 15 horas por dia. Então é comum encontrar seu felino descansando. Mas se ele nunca brinca ou escala algo, pode ser um sinal de tédio.

Cria sua própria diversão – Gatos entediados podem encontrar uma maneira diferente para se distrair, como brincar com rolo de papel higiênico ou escalar a cortina.

Come demais – Assim como acontece com os humanos, o tédio pode fazer com que o gato coma muito e nunca fique satisfeito.

Como curar o tédio dos gatos?

Todos os sinais citados sugerem que o gato está entediado, mas também pode indicar um problema de saúde. Por isso, antes de mais nada, leve o felino ao veterinário.

Se a saúde do gato estiver boa, é o momento de combater o tédio!


Krieger explica como fazer isso:

Os tutores precisam melhorar o ambiente do felino com brinquedos interativos que gatos gostam, muitos lugares altos para os gatos subirem e arranhadores.

Mas a especialista afirma que a chave do sucesso é termos um tempo especialmente para ficar com o gato, brincar e treina-lo.

Escrito por Karina Sakita  

segunda-feira

Como saber se meu gato está com raiva



Apesar da raiva ser associada normalmente com os cachorros, esta doença de tipo viral pode ser contraída por qualquer mamífero, incluindo os gatos, sendo muito perigosa para nosso animal de estimação e para nós mesmos, já que pode ser transmitida do animal aos humanos. Detectar os primeiros sintomas da raiva no gato é fundamental para garantir a saúde da família e dos outros animais da casa, deste modo evitaremos contágios. 

Instruções

A raiva é um vírus que afeta diretamente o sistema nervoso do animal, por isso as mudanças de comportamento no gato são típicas desta doença. Dependendo da idade do felino e do lugar onde o animal infectado mordeu seu gato, os sintomas podem se manifestar de quatro a seis semanas depois.

Depois dos sintomas aparecerem, a raiva se divide em três etapas:

Na primeira etapa que pode durar uns dois dias o gato pode manifestar todos ou alguns destes sintomas:

Febre
Mudanças notáveis no temperamento e na conduta: ansiedade, agressividade, inquietude.
 Os gatos mais agressivos podem ficar dóceis de repente e os dóceis, completamente selvagens.
Baba excessiva.
Mudanças no som dos miados e vocalizações excessivas.
Olhar agressivo.
Perda do apetite e depressão.

A segunda etapa desta doença é conhecida como fase furiosa, durante esta fase o gato com raiva pode apresentar estes sintomas:

Caminhar e correr sem rumo e de forma compulsiva.
Comichão no corpo que leva ele a se morder.
A agressividade da etapa anterior continua.
Falta de coordenação e convulsões.

Na última etapa, o gato com raiva apresenta:

Formação de espuma no focinho.
Parálise.
Dificuldades respiratórias.
Asfixia e morte.

A raiva é uma doença mortal para o gato e para qualquer mamífero, por isso depois de contraída é difícil salvar o animal, no entanto é fundamental isolá-lo do resto de animais e pessoas que moram na casa, pois poderia transmitir esta doença a qualquer humano ou animal de estimação.

A única forma de prevenir a raiva é vacinando o gato aos seis meses de idade contra este vírus. Além disso, anualmente você deve aplicar o reforço desta vacina para garantir sua saúde.

Este artigo é meramente informativo, em umComo.com.br não temos a capacidade para receitar nenhum tratamento veterinário nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamo-lo a levar o seu animal de estimação ao veterinário no caso de ele apresentar qualquer tipo de condição o mal-estar.



RAIVA


A raiva é uma doença contagiosa causada por um vírus que pode afetar os animais (mamíferos) e o homem.

A transmissão se dá através do contato com a saliva de um animal doente, principalmente pela mordedura. É preciso compreender que nem toda mordida de cão ou gato transmite a raiva. É necessário que o animal seja portador do vírus para que haja a transmissão da doença. 

Na natureza, o morcego hematófago - que se alimenta de sangue - é um dos mais importantes transmissores da raiva para outras espécies animais e para o homem.

Os principais sinais clínicos da raiva são: mudança de hábitos e/ou comportamento (o animal passa a se esconder ou agir de maneira diferente do usual), agressividade, salivação (o animal baba muito) e paralisia. Mas nem todo animal que saliva (baba) está com raiva. No caso dessa doença, ocorre paralisia dos músculos faciais, o que impede a deglutição da saliva, daí a impressão do animal estar babando. Animais intoxicados por alguns tipos de venenos (inseticidas, etc.) também podem salivar abundantemente, mas sem qualquer relação com a raiva.

Os sinais clínicos nos humanos são bem parecido com os que ocorrem em animais.

A raiva é uma doença incurável, portanto, deve haver um controle rigoroso da vacinação dos animais domésticos e do campo. A vacina é a única maneira de controlar a doença.

Se uma pessoa é mordida ou arranhada por um cão ou gato que não esteja vacinado, ou de origem desconhecida (cão ou gato vadio), esse animal deve ser capturado e permanecer em observação por 10 dias.

Caso ele não apresente sinais clínicos da doença durante o período de observação, não será necessário nenhum procedimento ou tratamento para a vítima. Porém, se o animal morrer (mesmo sem ter apresentado sinais da doença), desaparecer ou não puder ser capturado para cumprir o período de observação, a pessoa deve se dirigir imediatamente a um posto de saúde para receber o tratamento contra a raiva.

É importante salientar que, uma vez manifestados os sintomas de raiva no humano, o tratamento é ineficaz, e levará a pessoa à morte. Por isso, o atendimento médico deve ser feito prontamente para avaliação dos riscos.

O tratamento preventivo não está disponível para animais. No caso de um animal doméstico não vacinado ser mordido por um outro animal portador do vírus da raiva, ele certamente adoecerá e morrerá num prazo de 10 dias.

As campanhas de vacinação são importantíssimas no controle da raiva. Mas se o animal já recebe a vacina anti-rábica anualmente, em clínicas veterinárias, não é necessário revaciná-lo nas campanhas, desde que a vacina esteja em dia.

Além dos cães, gatos e morcegos, que apresentam alto risco de transmissão da raiva, outros animais também podem ser transmissores, como eqüinos, bovinos, caprinos e ovinos, que podem ser vacinados e apresentam um grau médio de transmissão da raiva para humanos. 

Pequenos roedores como hamsters, camundongos, ratos, coelhos e outros, podem transmitir a doença, mas eles apresentam um risco baixo de transmissão da raiva. Não existe vacina para esses animais.

De maneira geral, diante de uma caso de mordedura ou arranhadura por qualquer animal, a primeira providencia a ser tomada, e altamente eficaz, é lavar o ferimento com água e sabão/detergente. Isso dificulta a penetração do vírus nos tecidos mais profundos, impedindo que ele atinja as terminações nervosas por onde se propaga.

Após isso, capturar o animal, se possível, e procurar um posto de saúde. O médico, com a ajuda do veterinário, irá avaliar o risco que o animal agressor apresenta e se é necessário fazer o tratamento anti-rábico no paciente.

Se uma pessoa é mordida ou arranhada por um cão ou gato que não esteja vacinado, ou de origem desconhecida (cão ou gato vadio), esse animal deve ser capturado e permanecer em observação por 10 dias.

Caso ele não apresente sinais clínicos da doença durante o período de observação, não será necessário nenhum procedimento ou tratamento para a vítima. Porém, se o animal morrer (mesmo sem ter apresentado sinais da doença), desaparecer ou não puder ser capturado para cumprir o período de observação, a pessoa deve se dirigir imediatamente a um posto de saúde para receber o tratamento contra a raiva.

É importante salientar que, uma vez manifestados os sintomas de raiva no humano, o tratamento é ineficaz, e levará a pessoa à morte. Por isso, o atendimento médico deve ser feito prontamente para avaliação dos riscos.

O tratamento preventivo não está disponível para animais. No caso de um animal doméstico não vacinado ser mordido por um outro animal portador do vírus da raiva, ele certamente adoecerá e morrerá num prazo de 10 dias.

As campanhas de vacinação são importantíssimas no controle da raiva. Mas se o animal já recebe a vacina anti-rábica anualmente, em clínicas veterinárias, não é necessário revaciná-lo nas campanhas, desde que a vacina esteja em dia.

Além dos cães, gatos e morcegos, que apresentam alto risco de transmissão da raiva, outros animais também podem ser transmissores, como equinos, bovinos, caprinos e ovinos, que podem ser vacinados e apresentam um grau médio de transmissão da raiva para humanos.

Pequenos roedores como hamsters, camundongos, ratos, coelhos e outros, podem transmitir a doença, mas eles apresentam um risco baixo de transmissão da raiva. Não existe vacina para esses animais.

De maneira geral, diante de uma caso de mordedura ou arranhadura por qualquer animal, a primeira providencia a ser tomada, e altamente eficaz, é lavar o ferimento com água e sabão/detergente. Isso dificulta a penetração do vírus nos tecidos mais profundos, impedindo que ele atinja as terminações nervosas por onde se propaga.

Após isso, capturar o animal, se possível, e procurar um posto de saúde. O médico, com a ajuda do veterinário, irá avaliar o risco que o animal agressor apresenta e se é necessário fazer o tratamento anti-rábico no paciente.

NUNCA DEIXE DE VACINAR SEU CÃO ou GATO CONTRA A RAIVA!

*Em caso de animal com suspeita de raiva, procure o Centro de Controle de Zoonoses de sua cidade.

médica veterinária - (CRMV SP 5532)

terça-feira

Fique atento com a gripe felina

Nos dias frios, os gatos tendem a ficar juntos para se aquecer, o que facilita as chances de contágio.

Durante o inverno, é muito comum encontrarmos um gatinho com os olhos lacrimejando, o focinho com secreção, espirrando, triste e até com pneumonia. Estes são alguns dos sintomas da “gripe felina”, causada, na maioria das vezes, por alguns vírus, como os da Rinotraqueite Felina. Com o aparecimento da doença, infecções bacterianas no sistema respiratório podem ser desencadeadas, o que agravam o quadro.
Um dos fatores que contribuem para isso é o aglomerado de animais, o que favorece a transmissão de diversas doenças. Com o frio, os bichanos ficam mais tempo juntos para se aquecerem e a transmissão se dá de uma forma mais rápida.


Gatos de todas as idades podem apresentar sintomas, mas os mais acometidos são os filhotes não vacinados, os gatos com deficiência imunológica e aqueles animais que se encontram em situações de risco, como os que saem para a rua. Por apresentarem características muito semelhantes, essas doenças formam o chamado “complexo respiratório felino”. Elas são causadas por vírus transmitidos facilmente entre os bichanos, o que pode acontecer dentre outras maneiras, quando um gatinho espirra, durante as brincadeiras e durante o “banho coletivo”
Algumas doenças podem ser controladas através de vacinação, mas mesmo vacinados, se os animais não estiverem em bom estado de saúde eles podem se contaminar e adoecer. Logo, levar o gatinho ao médico veterinário para uma consulta de rotina é uma atitude preventiva importante, pois, em muitos casos, o gato não demonstra que está doente.
Outro fator a ser considerado é caso o animal seja apenas o hospedeiro da doença, isto é, não demonstra sintomas clínicos destas enfermidades, mas tem a capacidade de transmiti-la. Assim, se algum felino que esteja aparentemente bem, entrar em contato com um bichano portador dos vírus, ele pode contrair e desenvolver a gripe felina. Nesse sentido, o método mais eficaz de prevenção se dá através da vacinação, pois assim, nossos bichanos tornam-se aptos a combater estas doenças.


quinta-feira

Dez sinais de câncer em cães e gatos


O câncer é uma das doenças mais assustadoras, tanto quando ele ocorre em pessoas quanto quando ele ocorre nos nossos amados animais de estimação, como cachorros e gatos.

Segundo a Sociedade Veterinária de Câncer, existem 10 sinais comuns de que o animal possa estar com câncer. Lembrando que muitas doenças tem sintomas semelhantes, se seu gato tem um ou mais desses sintomas abaixo, não necessariamente significa que ele tenha câncer. Leve-o ao veterinário para um checkup e fazer exames.

1. Inchaços anormais que persistem ou continuam a crescer

2. Feridas que não cicatrizam

3. Perda de peso

4. Perda de apetite

5. Sangramento ou corrimento de qualquer orifício corporal

6. Odor forte

7. Dificuldade de comer ou engolir

8. Hesitação para exercício ou perda de estamina

9. Fraqueza e rigidez persistentes

10. Dificuldade para respirar, urinar ou defecar

Estes sinais podem também estar presentes em muitas outras doenças; não significa necessariamente que seu cão ou gato tem câncer. Qualquer cão ou gato mostrando qualquer um dos sinais acima devem ser examinados por um veterinário.

domingo

Pressionar a cabeça contra a parede pode ser um sinal de que cães e gatos não estão bem


Pressionar a cabeça contra a parede é um sinal de que algo não está bem com o cachorro ou com o gato. Vá ao veterinário imediatamente! Todos precisam saber disso, então por favor, leia o artigo e compartilhe.

Quando um tutor de cachorro ou gato vê esse comportamento, pode banalizar. Em um primeiro momento, sem conhecimento do significado desse comportamento, o tutor pode achar que o cachorro está apenas brincando. Isso normalmente não é o caso, por isso é tão crítico reconhecer esse comportamento. Ok, mas o que esse comportamento significa? A resposta não é tão simples, mas pode indicar algumas doenças como:

– Tumores no crânio ou cérebro do animal;
– Toxinas entrando no sistema
– Doença metabólica
– Traumatismo craniano
– Enfarte
– Doença do Prosencéfalo (no cérebro)

Todas as doenças acima são muito graves e podem ser fatais, por isso o animal precisa ser levado ao veterinário com a máxima urgência. A maioria desses problemas afetam o sistema neurológico do cachorro. Dito isso, ao mesmo tempo em que pressionar a cabeça pode parecer o sintoma mais óbvio, o tutor deve estar atento também à outros sintomas:

– Andar em círculos
– Andar ansiosamente e sem rumo
– Sustos do nada
– Reflexos irregulares
– Deficiência visual

Por favor, mantenha em mente todos esses sintomas e nunca tente diagnosticar seu cachorro sozinho, a não ser que você seja veterinário. Procure ajuda profissional.

Concluindo, não é o pressionar da cabeça que é perigoso, mas o que isso está indicando. O pressionar da cabeça é um sintoma de que algo está muito errado no seu cachorro.

Não banalize! Não espere acontecer pra procurar na internet. Se o seu cachorro pressionar a própria cabeça contra a parede, corra para o veterinário.

Conheça 10 sinais que podem indicar que seu gato está sob estresse


O estresse é um sinal muito comum de que as coisas não vão bem para nós humanos, mas também para os animais. Nos gato ele poderá durar alguns minutos ou longos meses, o importante é saber identificar os sinais de estresse.

A parte complicada é quando a ansiedade e o medo associado ao estresse afeta nossos gatos, a maioria dos gatos tendem a esconder e mascarar a sua agitação interna. Pior ainda, o estresse pode ser uma indicação de seu gato tem um problema de saúde. Aqui estão alguns sinais de estresse que você deverá ficar de olho caso ocorra com seu gato, especialmente se eles ocorrem de repente:

Urinar fora da caixa de areia: cheiros novos em sua caixa, assim como a caixa suja pode fazer seu gato urinar fora da caixa, porém se seu gato estiver fazendo isso sem motivos aparentes como esses citados ele poderá estar tentado te avisar de algo que não está bem com ele, nesse caso consulte um veterinário.

Diarreia, constipação ou outros problemas digestivos: esses sintomas poderão indicar diversos problemas de saúde, e deixará seu gato bastante incomodado, qualquer sinal desses vá ao veterinário.

Lamber excessivamente: os gatos são conhecidos por se limparem bastante, porém se isso ocorrer a ponto do animal ficar com falhas nos pelos ou feridas, isso não é um bom sinal. Fique de olho.


Coçar excessivo: Como o lamber compulsivo, coçar excessivo pode ser um indicativo de várias questões de saúde e comportamentais.

Isolamento: Os gatos gostam de se esconder, porém se ele ficar o tempo todo escondido, ou fugindo de você e pessoas conhecidas, isso pode não ser um bom sinal.

Miado excessivo: Esse pode ser um sinal difícil para alguns tutores de gatos, pois existem muitos gatos “faladores” que miam bastante, porém muitos tutores sabem identificar o que seu gato “quer”, se você notar um miado diferente, ou se seu gato não é tão falante e passar a ser, leve no veterinário para um check up.

Pouco ou nenhum interesse pelo alimento: os gatos não ficam de dieta como nós fazemos, eles podem comer poucas porções ao longo do dia, porém parar de comer completamente, ou perder o interesse pelo alimento pode indicar que algo não está bem com ele.


Dormindo demais: alguns gatos podem dormir até 20 horas por dia, mas não é por esse motivo que você deverá se despreocupar. Normalmente o tutor de gatos sabe os horários que seu gato dorme mais e os horários que ele fica mais ativo, se isso mudar procure auxilio, e se perceber ele mais letárgico também.

Brigas e agressões com outros animais: uma briga ou um “chega pra lá” é natural quando se tem mais de um animal em casa, o que deve ser levado em consideração é uma mudança no comportamento, aquele gato tranquilo passar a ficar agressivo e intolerante, isso pode ser sinal de algum problema comportamental ou doença.

Agressividade com pessoas: Um gato estressado ou doente também pode apresentar agressividade para com as pessoas, mesmo com seu próprio tutor. Novamente, é melhor consultar o seu veterinário se isso começar a ocorrer “do nada”.


Sempre procure um médico veterinário para diagnosticar melhor o problema.

quarta-feira

Meu Gato Está Gripado?


Inverno tem tudo a ver com gripes e doenças respiratórias. O ar mais seco, o vento frio e a aglomeração dos gatos que procuram se aquecer dormindo juntos, favorecem a disseminação dos vírus. Popularmente conhecida como “gripe dos gatos”o Complexo Respiratório Felino é uma doença causada pela associação de vários microorganismos. Os principais são dois vírus chamados Herpesvirus felino e Calicivirus felino.

É uma doença extremamente contagiosa e muito comum em gatis e locais com grande densidade populacional como exposições de animais ou o Pet Shop. A transmissão ocorre pelo contato direto com o gato infectado e secreções contaminadas. As gotículas formadas quando um gato espirra pode infectar outro com até dois metros de distância. Para nossa tranquilidade não acomete humanos.

Um dos grandes problemas que encontramos para controlar a transmissão é que os dois vírus podem ser eliminados por animais assintomáticos. Estes animais podem voltar a ter sintomas se apresentarem queda de imunidade como outras doenças ou mesmo estresse. Por isso alguns animais apresentam a doença de forma crônica – a doença vai e volta em diferentes fases da vida.

O gato infectado pode ter espirros, febre, conjuntivite, corrimento nasal e ocular, ulceras na boca e nos olhos. Os animais, principalmente os filhotes, podem parar de comer levando à desidratação e, em casos graves, até à morte.

As vacinas não protegem os gatos completamente, apenas reduzem os sinais clínicos, mas não a possibilidade de transmissão. O cuidado de não deixar o gato em locais com trânsito grande de felinos diferentes, não permitir o acesso e o contato com animais de rua,além da vacinação, aumenta a chance do seu animal não contrair a doença.

A gripe de gatos é muito mais comum em filhotes,sendo que os gatos de rua ou abandonados podem ter a doença de forma endêmica. È muito comum adotarmos os gatinhos já com corrimento nos olhos e espirros frequentes com secreção purulenta.

Inalação, antibióticos, colírios, alimentação adequada, e muito cuidado são indicados nos casos de gripe felina. A consulta ao veterinário é imprescindível para isso,não se esquecendo que os gatos são muito sensíveis a determinados medicamentos.


Dez Sinais de Que o Seu Gato Está Com Pulgas


Por muito tempo as pulgas foram um grande problema para cães e gatos, mas hoje em dia existem vários produtos no mercado muito eficazes para o seu controle. Apesar disso, muitas vezes não percebemos que os nossos gatos estão com pulgas. Mesmo aqueles que não saem à rua, não convivem com cães e tomem banho e tosa, podem ter pulgas.

Gatos que vivem sozinhos em apartamentos correm menor risco, mas se vivem em casa com quintal ou frequentam banho e tosa, podem ter pulgas. Como são mais discretos e não tomam tantos banhos, podemos não perceber a presença desses parasitas.

Para isso fizemos uma lista de 10 sinais comuns em gatos com pulgas:

- Coçar intenso e frenético mordendo o pelo: Picadas de pulgas podem causar muita coceira. Seu gato pode de repente começar a coçar o corpo com suas patas ou mastigar sua pele, numa tentativa de obter algum alívio da sensação de coceira.

- Lamber-se excessivamente e por longo tempo: As pulgas podem transformar o seu gato em um grande lambedor de pelo, principalmente em torno das patas traseiras e base da cauda. Um gato pode se lamber repetidamente para tentar eliminar a sensação de coceira.

- Perda excessiva de pelo: De tanto se lamber, é possível ver áreas sem pelo na pele do seu gato ou então um pelo muito ralo, especialmente na parte de trás das pernas, pescoço e ao redor da base da cauda.

- Deixar de frequentar áreas da casa que tem tapetes, piso de madeira ou carpetes, que antes frequentava: Como as pulgas preferem essas áreas, o seu gato tende a fugir dali, pois quando entra nesses quartos tende a se coçar mais.

- Nervosismo, agitação e inquietação: Seu gato pode de repente se comportar como um gato selvagem. Ele pode começar a rosnar muito, sacudindo a cabeça, esfregando histericamente sua cabeça e corpo no chão ou correndo de um lado do quarto para o outro. Ele está fazendo isso porque as pulgas estão literalmente “deixando ele louco”.

- Pontos vermelhos na pele: Alguns gatos são tão sensíveis à saliva da pulga, que cada picada se torna inflamada e vermelha. Essas lesões coçam demais e deixam o gato muito irritado.

- Perda de peso, gengivas pálidas e apatia: Estes sinais indicam anemia (baixa contagem de glóbulos vermelhos), que pode ocorrer quando um grande número de pulgas infesta o seu gato. Isso é mais frequente em filhotes e gatos muito idosos.

- Presença de pequenos grãos pretos parecido com sujeira (ou pimenta do reino moída) na pele do seu gato: Essas manchas castanhas escuras são as fezes da pulga. Eles são vistos com mais frequência no pescoço e região lombar próximo a cauda e ao ânus. Se você colocar algum destes grânulos em uma toalha de papel e molhá-la com água, eles vão ficar avermelhados. Isso porque as fezes são compostas de sangue digerido.


- Manchas vermelhas na cama do seu gato: Isso são fezes de pulgas que caem na cama e que depois, com suor e umidade, ficam vermelhas.

- Por ultimo, pela presença visível de pequenos insetos caminhando rapidamente sob o pelo do seu gato: Essas são as pulgas em si. Se o seu gato está muito infestado, há uma boa chance de você vê-las. As pulgas gostam muito da região do pescoço, costas, pernas traseiras e cauda.

Mesmo que você não veja nenhuma pulga no seu gato, não assuma que não há pulgas em sua casa. As pulgas passam por quatro estágios de seu ciclo de vida: ovo, larva, pupa e adulto; mesmo se não há pulgas adultas no corpo do seu gato, ainda pode haver pulgas nos três diferentes fases de desenvolvimento na sua casa, principalmente nas áreas secas como carpete ou rodapés de pisos de madeira e ficarem escondidos ali por meses.

É importante sempre estar atento para os sinais de infestação de pulgas e fazer o controle tanto no animal com preventivos mensais como no ambiente. Hoje o seu gato pode estar livre de pulgas. Amanhã, não!

terça-feira

Como saber se meu gato está no cio

Os donos de felinos já sabem: esses bichinhos contam com um caráter muito particular que dificilmente pode ser comparado a qualquer outro. E isso inclui todos os aspectos de seu comportamento, até mesmo o cio, esse momento onde estão dispostos a cruzar com alguma gata. Mas se é a primeira vez que você tem gatos, talvez tenha problemas para identificar se seu bichinho se encontra neste momento, por isso em umComo.com.br damos algumas dicas para que descubra facilmente se seu gato está no cio.
01- Ao contrário de outros animais de estimação, os gatos estão sempre dispostos a cruzar, por isso se existirem outras gatas no cio perto deles, eles estarão no cio também. A maturidade sexual do gato é atingida por volta de um ano de vida, a partir daí o animal desenvolve um comportamento muito particular e territorial quando se encontra no cio.
02- A marcação de território é a característica principal deste período. O gato urina dentro e fora da casa em espaços definidos (normalmente nos cantos) com um fluído que cheira bem mais forte do que o normal, deixando um cheiro na casa que é difícil de eliminar.
03- As escapadas do gato conquistador também são normais. Se você mora em uma casa é possível que não veja seu gato durante vários dias, e se estiver em um apartamento, na menor distração o animal pode escapar pela porta para alcançar essa gata no cio que estiver por perto. Tudo isso pode até soar simpático, mas coloca a vida do animal em risco, pois ele fica vulnerável a qualquer acidente. Ao mesmo tempo é a razão pela qual muitos gatos acabam se perdendo.
04- Além disso, o gato fica muito mais territorial e agressivo, tanto com outros felinos como com qualquer habitante da casa diante do qual se sinta ameaçado. Arranhar móveis, destruir coisas e brigar com outros gatos são atitudes comuns durante o cio.
05- As atitudes que o gato assume no cio e muitas dificuldades que provocam, além do desejo de evitar a reprodução sem controle de felinos que depois acabam abandonados, são as principais razões pelas quais muitos donos decidem castrar o animal Este é um procedimento muito recomendável que fará que a convivência com seu gato seja bem mais simples, ao mesmo tempo em que previne a procriação de filhotes não desejados.
06- Se estiver pensando em castrá-lo, recomendamos consultar alguns dos nossos artigos para descobrir como cuidar do seu felino após a castração e como alimentá-lo quando ele já estiver castrado.


quarta-feira

Vermifugação de gatos

 
Vermifugar nossos gatinhos não é apenas importante mas também é indispensável, especialmente quando o gato ainda é um filhotinho. A vermifugação deve ser feita por volta dos 30 dias de vida, para que o gatinho já comece a ficar imune aos parasitas existentes no meio ambiente. Mas não são apenas os filhotes de gatinhos que precisam ser desparasitados, os gatos adultos também devem ser vermifugados anualmente, para evitar que fiquem suscetíveis a doenças causadas por endoparasitas. A administração de vermífugos deve ser realizada de acordo com o estilo de vida e o ambiente onde o gato vive. Se você tem um gato que fica fora de casa, a vermifugação é obrigatória. A maneira mais comum de contágio por vermes é em gatos que passeiam na rua, onde estão em contato com as fezes de outros animais, alimentos e água que podem estar contaminados.
Como você deve fazer a vermifugação de seu gato?
Assim que seu filhote chegar em casa é importante levá-lo ao veterinário para passar por uma consulta. Se seu gato for adquirido de um gatil certificado, provavelmente ele já estará vermifugado antes de chegar em sua casa, no entanto, boa parte dos proprietários de gatos, acabam optando pela adoção. As vezes de um abrigo, as vezes da rua, e nestes casos é importantíssimo ter um cuidado ainda mais rigoroso, pois estes animais estão obviamente no grupo de gatos mais suscetíveis a doenças causadas por endoparasitas.
A desparasitação ou vermifugação do gato geralmente é feita sem que haja necessidade de realizar um exame de fezes para determinar que tipo de parasita pode estar presente no seu bichano. Como já havia dito, normalmente é dada a primeira dose aos 30 dias de vida, no caso de um gatinho filhote, em seguida, repete-se a dose com 45 dias de vida. Aos 60 dias de vida se administra a terceira e última dose de vermífugo. Nesta etapa, alguns veterinários podem sugerir que seja feito um exame de fezes, a fim de verificar se não há mais larvas ou vermes em seu gato. Geralmente em casos de gatos filhotes não necessita-se fazer exames, também poderá ser indicado pelo veterinário, uma complementação mensal de vermífugo, até que o gato complete 6 meses de vida, e também costuma-se aconselhar que os gatos sejam vermifugados regularmente ou de 3 em 3 meses ou de 6 em 6 meses por toda sua vida. Como você já deve ter notado, cada caso é um caso e você vai precisar de orientação de um especialista para o caso de seu peludinho.
Por que preciso vermifugar meu gato? Qual o benefício o vermífugo trará para saúde dele?

Quando um gato não é vermifugado da forma adequada ele poderá ser acometido de um série de enfermidades diferentes, podendo debilitar o seu organismo, e, em alguns casos mais graves, causar problemas de saúde muito mais sérios. No caso de filhotes de gatos que são ainda mais sensíveis, por estarem formando seu sistema imunológico, as consequências da falta de vermífugação podem ser ainda muito mais severas, colocando a vida de seu filhotinho em risco. 
Quais são os sintomas que um gato pode ter quando está com vermes? 
abatimento,
cansaço,
palidez,
diminuição ou perda do apetite,
sonolência,
emagrecimento,
diminuição da resistência,
crescimento lento,
mucosas esbranquiçadas,
alteração no volume das fezes,
vômito,
diarreia
Lembre-se que doenças causadas por vermes podem ser fatais para seu gato, principalmente se ele for ainda um filhote, por este motivo a vermifugação é tão importante para seu peludo. Se seu gatinho estiver esfregando a bundinha no chão também poderá ser um indicativo de que seu gato precisa ser vermifugado. Portanto sempre que você perceber alguma mudança no comportamento de seu gato, é aconselhável levá-lo a um veterinário o mais rápido possível a fim de diagnosticá-lo de uma forma rápida. Tenha em mente que levar nossos bichinhos ao veterinário o mais prontamente possível é sempre a melhor forma de garantir que ele tenha uma vida saudável e feliz.
Existe alguma forma de observar a presença de vermes em gatos sem sintomas de verminose?
Sim, se você observar pequenos grãozinhos que parecem com sementes de gergelim, próximos à caminha de seu gato, ou em seu corpinho, pode ser que ele esteja infectado por tênia, a famosa solitária. Estes pequenos segmentos também podem ser observados ainda vivos e neste caso parecem pequenas minhoquinhas brancas se mexendo, ou próximo a bundinha ou mesmo nos lugares em que ele fica. Existem 2 tipos de Tênias a Dipylidium caninum e a Taenia taeniaformia. A primeira infeta seu gato se ele engolir uma pulga infectada a segunda infeta gatos que ingerem algum animal infectado, como passarinhos por exemplo.
É caro dar vermífugo para meu gato?

Os custos de vermífugos para gatos podem variar um pouco, geralmente a administração de um medicamento para desparasitação tem indicação de administração por via oral, cujo o custo poderá variar entre R$12,00 a R$31,00, geralmente os vermífugos de amplo espectro são comprados em farmácias veterinárias e em lojas de produtos para pets. Existem várias marcas diferentes de medicamentos que podem ser recomendadas, dependendo do tipo de verme. Os vermífugos mais comuns, combatem os vermes cestoides e nematódeos presentes no intestino de seu gato em uma dose única. Muitos deles podem ser misturados na comida do gato e são palatáveis.
Posso comprar um vermifugo baratinho no pet shop e vermifugar meu gato a cada 3 meses?

Não, infelizmente o problema é que vermífugos são substâncias tóxicas e muitos gatos podem acabar intoxicados se você não estiver dando o remédio adequado e a dosagem certa para o caso de seu felino. Em casos de gatos adultos é muito recomendado fazer o exame de fezes previamente e só assim fazer uso do medicamento adequado e somente se houver necessidade. Mantenha a vacinação de seu gatinho em dia, cuide bem do controle ambiental a fim de mantê-lo livre de pulgas e carrapatos. Leve seu gato a cada 6 meses para uma consulta de rotina ao veterinário, cuide sempre muito bem da saúde de quem você ama. Seu gato agradece!

sexta-feira

Intoxicação Aguda por Carbamato (chumbinho)

 
O carbamato é um inseticida também conhecido como “chumbinho” utilizado como rodenticida, por se tratar de um produto extremamente perigoso e altamente tóxico é um produto de uso proibido por lei. 
O carbamato assim como os organofosforados inibe competitivamente a acetilcolinesterase e a pseudo colinesterase , permitindo que a presença continua da acetilcolina mantenha estado constante de estimulação nervosa. A inibição da acetilcolinesterase pelo carbamato tende a ser reversível, sendo que ele é rapidamente absorvido por pele , TGI e inalação. 

Clinicamente se observam sinais muscarínicos, nicotínicos ou neurológicos, quase sempre uma combinação de sinais é observada. Observa-se principalmente hipotermia, dispnéia, lacrimejamento, salivação, miose, micção e defecação. 

Os sinais nicotínicos abrangem contração dos músculos da face, tremores, fasciculações musculares generalizadas, em seguida fraqueza e eventualmente paralisia. 
Os sinais referentes ao sistema nervoso central incluem convulsões , ataques, ataxia, e ansiedade, depressão respiratória central pode acarretar insuficiência respiratória e morte. 
Depressão ou agressão podem ser observados. O diagnóstico é feito principalmente com base nos sintomas clínicos e no histórico de exposição á toxina, assim como diminuição da colinesterase sanguínea. O tratamento é feito com base no uso de atropina e alivia os sinais muscarínicos . 

Os sinais nicotínicos podem ser aliviados com o uso de difenidramina e sedativos como o diazepan. A ácidos e é tratada com fluidoterapia e bicarbonato conforme necessário. Êmese e lavagem gástrica são indicadas caso a ingestão oral tenha ocorrido (ingerido ou lambendo a toxina do pelame)

quarta-feira

Dermatofitose (Tinha, Fungo, Micose dos Gatos)


Dermatofitose, frequentemente chamada de tinha, é uma infecção fúngica que acomete as camadas superficiais da pele e áreas cornificadas da pele e unhas. Quase todos os casos felinos (cerca de 95 %) são causados por Microsporum canis. 

O gato também pode estar infectado por trichophyton mentagrophytes e Microsporum gypseum. A exposição direta ao fungo não resulta necessariamente em infecção e nem sempre a infecção causa sinais clínicos. Gatos de pelo longo tem maior probabilidade de sofrer infecções sintomáticas. 


O período de incubação típico vai de 1 a 14 semanas, mas alguns gatos permanecem portadores assintomáticos por longos períodos. As lesões tem o típico aspécto de áreas circulares de alopecia, mas esse aspécto pode ser tão diversificado que devemos suspeitar de dermatofitose em praticamente qualquer gato com doença cutânea, inclusive os acometidos por dermatite miliar. Os fatores de risco são imunossupressão, locais onde vivem muitos gatos, desnutrição, más condições de higiene e ausência de quarentena para novos gatos que chegam a uma habitação onde já vivem vários gatos.



Diagnóstico
Sinais clínicos:

As lesões clássicas podem estar leve ou moderadamente pruriginosas, acompanhadas de alopecia parcial ou maculosa e formação de escamas e crostas. Frequentemente os gatos estão acometidos na cabeça, face, e membros anteriores. Contudo, dermatofitose pode parecer-se com qualquer distúrbio felino na pele ou nas unhas.

-Exame com lâmpada de Wood
-Cultura para fungos

Terapêutica Primária

- Quarentena
-Terapia tópica- clotrimazol / miconazol
-Terapia sistêmica- griseofulvina / cetoconazol
-Controle do ambiente
-Corte dos pêlos
-Vacinação- deve ser associada ao tratamento geral.


A Dermatofitose é contagiosa para os seres humanos, tratando-se de uma zoonose. Cuidado!!


Prognóstico

Alguns gatos tem infecções autolimitantes, mas a infecção persistente, estado de portador ou zoonose justifica o tratamento intenso. Em geral o prognóstico é bom se forem tomadas medidas terapêuticas rigorosas.