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quarta-feira

Cãozinho órfão é acolhido por família de gatinhos


Há quem diga que os cães e os gatos não podem viver juntos em paz. Mas o que aconteceu na Michigan Humane Society provou exatamente o contrário.

Um filhote de cachorro de apenas 2 dias de idade perdeu sua mãe em um acidente de carro. Então eles tiveram uma ideia, mas não tinham certeza se ela daria certo.

Eles resolveram colocar o filhote junto a uma gatinha que tinha acabado de dar a luz à seus filhotes. E esperavam que ela aceitasse esse filhote como um dos seus e pudesse dar todo o aconchego que ele precisava… E deu certo!

A mãe não só aceitou o filhote, mas também cuidou como se fosse um dos seus. E os outros filhotes também o aceitaram como irmão. O vídeo a seguir mostra um pouco mais sobre essa belíssima


sexta-feira

Petição contra consumo de carne de cães e gatos na China obtém mais de 8 milhões de assinaturas

Foto: One Green Planet

Enquanto maltratar um cão ou um gato nos Estados Unidos pode sentenciar uma pessoa à prisão, vender a carne de tais animais nos mercados da China faz parte do cotidiano. Mas, embora o consumo de carne desses animais não seja algo chocante no local, a prática vem sendo cada vez mais reprovada no país e no mundo. O clamor internacional contra o festival de carne de cachorro de Yulin (que começou em 2010) despertou grande indignação contra os comerciantes de carne de cão e de gato e, conforme as gerações de pessoas mais novas vêm assimilando estes animais como sendo de companhia, a ideia de comê-los começa a ser considerada uma tradição arcaica.

O fato é que, em todo o mundo, a preocupação com o bem-estar animal tem aumentado – assim como a determinação do público em forçar uma mudança positiva. De fato, em uma das mais fortes manifestações na China contra o comércio de carne de cão e de gato, aproximadamente 8 milhões de cidadãos chineses votaram pela internet a favor de uma proposta legislativa para que seja banida esta indústria macabra. Até então, esse foi o maior número de votos para qualquer proposta aberta ao público disponível no site oficial do governo chinês.

A Humane Society International (HSI) tem se referido à proposta como um “momento definidor na luta contra o barbárico massacre de cães e gatos” e está trabalhando com parceiros para garantir que esteja na agenda do ano que vem.

A proposta se antecipa ao festival de carne de cachorro de Yulin, que está agendado para o dia 21 de junho. O evento possui reprovação tanto dentro da China, quanto internacionalmente, devido ao massacre cruel de aproximadamente 10.000 cães e de incontáveis gatos. Segundo descrição de testemunhas, o que acontece no evento é realmente horripilante, com cães acondicionados em caminhões entrando na cidade e, logo em seguida, espancados com barras de metal antes de serem mortos durante as primeiras horas do dia em abatedouros ilegais sem licença para funcionamento. Pior ainda é o fato de que a maioria dos animais é composta de tutelados que estavam nas ruas, e enquanto são colocados em jaulas, e transportados por dias para se chegar a Yulin, ainda estão usando as suas coleiras.

A boa notícia é a de que tal clamor contra esta prática barbárica pode trazer resultados. Em 2012, graças aos protestos de centenas de milhares de ativistas pelos direitos dos animais, oficiais em Hutou, na província de Zhejiang no leste da China, decidiram banir um tradicional festival de carne de cachorro que ocorria há 600 anos, em que aproximadamente 15.000 cães estavam fadados a serem cozidos vivos, desmembrados e, em seguida, consumidos em um período de três dias nos meses de outubro.

Agora, a China tem a chance de encerrar esta prática de uma vez por todas. Você pode ajudar manifestando seu apoio à proposta ao assinar a petição global da HSI que será apresentada às autoridades chinesas no começo de junho. Juntos, podemos ajudar a compaixão a triunfar sobre a tradição.

terça-feira

ONG denuncia amplo mercado de produtos de couro de cães e gatos‏

Peças semi finalizadas de couro de cães foram encontradas 
empilhadas em fábrica. Foto: PETA

Fazer escolhas de compras com uma consciência social nunca foi tão fácil. Atualmente, há uma infinidade de opções acessíveis ao consumidor preocupado com a ecologia e com os direitos animais. No entanto, apesar dessa facilidade, o uso de artigos de couro animal continua em alta, e as espécies animais cujos corpos estão sendo usados confecção de artefatos de couro são cada vez mais variadas e improváveis.

A produção de couro é um negócio tradicionalmente grande na China e, nos últimos dois anos, vieram à tona evidências de que o couro de cães tem sido amplamente manufaturado e vendido no mundo todo, inclusive nos Estados Unidos, de acordo com a ONG PETA da Ásia.

Embora a organização não tenha divulgado os nomes das marcas que vendem produtos à base de couro de cães, pode-se deduzir que o porte desse mercado não é pequeno: a título de escala, só em uma fábrica visitada pela ONG foram encontradas 30 mil peças de couro de cão semi finalizadas.

Em dezembro, alguns membros do congresso americano se manifestaram contra a prática subversiva: os parlamentares Steve Cohen, do Tennessee, Dina Titus, de Nevada, e Alcee L. Hastings, da Flórida, enviaram uma carta ao comissiário Gil Kerlikowske, do departamento de proteção alfandegária dos Estados Unidos (Customs and Border Protection – CBP), a respeito da questão. O trio instou o CBP a ajudar a “evitar que tais produtos sejam vendidos para empresários e consumidores americanos desavisados”, e para que o mesmo considere fazer verificações em amostragens aleatórias de artigos de couro importados.

A importação e a venda de couro e peles de cães e gatos são proibidas nos Estados Unidos desde o ano 2000 mas, segundo a reportagem do Refinery29, é praticamente impossível discernir esses materiais do couro de vacas ou porcos (especialmente se o material estiver sem etiqueta ou for falsamente etiquetado).


“Esses artigos nunca vêm com a etiqueta ‘couro de cão’, de modo que é impossível dizer o quanto tais produtos já possam estar nas prateleiras de lojas ou nos armários de pessoas”, disse a porta-voz do PETA à Refinery29 via email, acrescentando que a indústria de couro da China é extremamente desregulamentada.

Recentemente, o ator Joaquin Phoenix, que é vegano de longa data, gravou um vídeo manifestando-se contra a horrível prática:

“Na cultura americana, os cães são animais amados e fazem parte das famílias. Sendo assim, não faz sentido os cidadãos não levarem seus cães para passear usando uma luva feita de couro de cão, por exemplo”, disse a carta dos senadores.

Medidas preventivas podem levar o CBP a emitir um alerta sobre a situação, segundo o PETA. “O CBP lançou comunicados no passado, alertando aos consumidores quanto aos produtos potencialmente inseguros, e agora uma notificação para que os clientes evitassem comprar inadvertidamente couro de cães e gatos seria uma medida apropriada”, disse a organização (embora a mesma devesse defender uma orientação para que os clientes abrissem mão de qualquer artigo de couro).

A reportagem comenta que, embora os nomes nesta carta representem uma parcela minúscula dos 435 membros do Congresso, esse pode ser o começo de um amplo diálogo a respeito da prática e da ética nebulosa do que se compra e do que se usa, estendendo o caso a uma reflexão sobre o uso de couro de qualquer espécie animal


"CENAS FORTES"