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segunda-feira

Depressão Felina - Como identificar e tratar


Nos dias de hoje, a incidência de problemas de cunho psicológico em humanos é cada vez mais frequente, e se engana quem pensa que esse tipo de complicação não afeta a vida dos animais. Pesquisas específicas chegaram a ser feitas para identificar e provar a existência de tristezas profundas em cães, mas a depressão felina também é uma doença real, e quem tem um gatinho em casa também deve ficar ligado no comportamento do seu pet para evitar um quadro depressivo.

Assim como no caso das pessoas e dos cães, fatores como a perda de alguém querido e períodos de solidão muito longos fazem parte da lista de causas da depressão felina. No entanto, os motivos do desenvolvimento de uma doença desse tipo em animais podem ser muitos e, pelo fato de os gatos serem bastante independentes, os sinais podem levar mais tempo até que sejam notados pelos proprietários do bichano – piorando o quadro de tristeza do pet e, possivelmente, dificultando o tratamento dos sintomas.

Embora os sinais clínicos dos felinos deprimidos sejam, no geral, bastante parecidos com os dos cães acometidos pela doença, o comportamento agressivo e a vocalização exagerada (com miados altos e frequentes) são mais comuns entre os sintomas dos bichanos, que mudam um pouco até a sua fisionomia quando afundados em um estado depressivo.

Conforme sempre ressaltamos, é muito importante que, ao notar qualquer tipo de alteração de comportamento ou sinal atípico no seu pet, um profissional veterinário deve ser consultado, pois, assim como no caso dos cães com depressão, a hipótese de qualquer outro tipo de doença deve ser totalmente descartada para que um diagnóstico preciso seja feito – permitindo que o tratamento ideal seja elaborado e executado no animal.

As causas da depressão felina

Como citamos anteriormente, as razões que levam um gato à depressão podem ser variadas. No entanto, tanto para cães como para os felinos, as mudanças súbitas e bruscas de ambiente ou rotina estão entre os fatores que tem mais chance de incentivar a tristeza profunda nos bichanos.

Mudar de residência ou alterar móveis nos ambientes em que o gato circula já pode ser razão para a tristeza do animal, e a rotina à qual o gato está acostumado deve ser seguida. Perder alguém muito próximo ou um amiguinho felino também são itens de grande relevância para o aparecimento da depressão em gatos, que também podem apresentar sintomas de tristeza nos casos em que um novo bicho de estimação é incluso à família.

O nervosismo dos gatos ao visitar pet shops pode ser um fator de risco para o surgimento da doença e, por serem muito sensíveis, os bichanos que convivem em ambientes e com pessoas de grande nível de estresse também podem ser prejudicados; já que captam todo tipo de vibração ao seu redor.

A ausência de uma dieta balanceada não fica de fora da lista de engatilhadores da depressão felina, pois, a falta dos nutrientes necessários para a saúde dos gatos pode influenciar em alterações hormonais e orgânicas do animal – e este cenário é tido como um facilitador do surgimento de problemas psicológicos. Por considerarem a alimentação como um tipo de entretenimento, os gatos com refeições monótonas e sempre iguais também podem desenvolver um quadro de tristeza.

A falta de liberdade e de passeios tidos como habituais também se apresenta como desencadeador da depressão em gatos, e nos casos de bichanos não castrados, o risco aumenta – já que é muito mais difícil para que o espírito independente dos felinos se acostume em ficar dentro de casa por muito tempo sem a castração.

Bichanos que ficam sozinhos por períodos muito longos de tempo e sem estímulos podem ser igualmente afetados por complicações psicológicas, e os donos de pets devem se atentar a estes fatores para evitar o aumento dos riscos da depressão felina.




Como prevenir a depressão em gatos

Nem sempre é possível prevenir a aparição da depressão felina – tendo em vista que boa parte dos fatores que desencadeiam a doença não podem ser controlados pelos donos do pet. Entretanto, diversas ações podem ser feitas para que se diminuam os riscos do desenvolvimento do problema, e dar atenção constante por meio de carinhos e brincadeiras é o primeiro passo para manter seu bichano alegre.

Apostar na variedade de alimentos (de acordo com uma dieta balanceada, é claro) também pode ser uma boa opção, assim como realizar atividades divertidas junto ao animal com frequência. Manter uma rotina pré-determinada é outro fator importante para a prevenção da tristeza profunda, e evitar mudanças muito grandes de casa e ambiente (quando for possível) é igualmente indicado.

É recomendado que se passe, pelo menos, 30 minutos por dia realizando algum tipo de atividade com o gato e, na ausência de uma companhia durante o dia, pode ajudar bastante que as janelas da casa fiquem abertas (se você morar em apartamento, siga isto somente após proteger as janelas com telas) e o rádio ligado, dando uma sensação mais agradável ao pet. Em conclusão, o que há de mais importante a observar é que, com muito carinho, chamegos e atenção, fica bem mais difícil que o seu felino desenvolva algum tipo de doença psicológica e; portanto, os mimos para seu pet nunca devem cessar.

Sintomas da depressão felina

Boa parte dos sintomas que se manifestam em cães com depressão também podem dar sinais nos gatos que tem a doença, e ficar atento às mudanças de comportamento do seu bichano é fundamental para que seja feito o reconhecimento e o tratamento do problema. Os miados podem ser um bom indicador de alguma complicação relacionada à tristeza na vida dos gatos e, por isso, é preciso prestar atenção no caso de ele passar a miar com uma frequência muito maior (ou menor) que o de costume.

A falta de apetite e a recusa de alimentos também fazem parte dos principais sinais de depressão felina, assim como o uso errado da caixa de areia. Os bichanos – que são tidos como animais extremamente limpos e preocupados com a higiene – passam a urinar e defecar por toda a casa quando estão deprimidos.

Evitar brincadeiras, antigamente adoradas, permanecer isolado e apresentar comportamentos extremamente agressivos também podem ser sinais de alerta para a depressão nos gatos, que também podem passar a se esconder das pessoas e desenvolver doenças de pele em função do seu estado. Em muitos casos, gatos muito tristes passam a lamber sem parar determinadas regiões de seus corpos (como as patas, que são de acesso mais fácil), causando a perda de pêlos na região e, com o passar do tempo, podem aparecer feridas sérias e que precisam de tratamento.

Embora esse conjunto de sinais possa indicar a presença de uma tristeza profunda no bichano, é sempre necessário que uma visita seja agendada com um veterinário para confirmar o diagnóstico e iniciar qualquer tipo de tratamento.

Há casos em que os gatos se isolam, simplesmente, por ser de seu costume, e fazem suas necessidades no lugar errado por outros tipos de problema e doenças; portanto, exames clínicos e laboratoriais devem ser realizados para excluir outras anormalidades antes que uma conclusão seja apresentada, e somente um profissional pode fazer isso da maneira mais adequada.




Tratamento de gatos deprimidos

Embora a adição de um novo pet à família seja tida como um fator de risco para o desenvolvimento da depressão felina, tal ação também pode ser indicada, justamente, para tirar o animal desse estado; já que ter a companhia de outro bichano para brincar pode elevar bastante o nível de felicidade dos gatinhos.

Medicamentos homeopáticos e alopáticos – incluindo antidepressivos - também podem ser indicados para os felinos acometidos pela doença; no entanto, a prescrição de qualquer tipo de medicação deve ser feita, somente, por um veterinário, evitando causar ainda mais problemas para a saúde do pet que já está tristonho.

Cada caso de depressão felina deve ser analisado individualmente para que um tratamento possa ser definido. No entanto, com ou sem a ajuda de remédios; aumentar os carinhos, os mimos e o tempo passado com seu pet é indicado para todos os casos de tristeza em animais, sendo que, em alguns casos, o simples fato de agradar um pouco mais o seu bichano com muito amor e privilégios adicionais (como novos brinquedos e petiscos) já pode ser o suficiente para que ele se sinta bem melhor. 

Médico Veterinário (CRMV- SP 10.687), formado pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - Unesp com Pós Graduação em Oncologia Veterinária pelo Instituto Bioethicus e Pós Graduação em Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais pelo Instituto Qualittas. Responsável pelo setor de Oncologia Médica e Cirúrgica do Hospital Veterinário Cães e Gatos 24h. Dr. Toyota é integrante da equipe de Veterinários do portal CachorroGato e também responde por dúvidas na ferramenta Dr. Responde.


sábado

Tumores Mamários em Gatos!


Os tumores da glândula mamária são os tumores mais comuns nos animais de companhia. Estima-se que estes tumores ocorram aproximadamente em 0,2 % das fêmeas, sendo cerca de metade malignos, tendo maior hipótese de se espalharem para outras partes do corpo. 

A maioria dos tumores mamários aparece como nódulos nas glândulas mamárias, associado ou não a aumento da glândula mamária, sendo somente possível diagnosticar a malignidade (ou não) do processo, após exame microscópico das lesões em questão. Os tumores mamários malignos, também chamados de “cancro da mama” podem ser subclassificados em vários tipos de carcinomas, adenocarcinomas, tumores mistos malignos, ou sarcomas.


Diagnóstico

Quando um tumor mamário maligno é diagnosticado num animal, é aconselhável realizar uma série de exames para permitir saber o estado de evolução do cancro, ou seja, saber se as células tumorais metastizaram (espalharam) para outras partes do corpo e o seu grau de extensão. Estes testes podem incluir radiografias torácicas e abdominais e/ou ecografia abdominal. 

Os locais mais comuns de metástases deste tipo de tumor são os pulmões e os linfonodos. Este tipo de exame permite detectar a existência de nódulos tumorais nos diferentes orgãos do corpo, sendo, no entanto, impossível de detectar nódulos com o tamanho inferior a 0,5cm, aproximadamente.


Tratamento

A remoção cirúrgica do (s) tumor(es) é o tratamento de eleição para os tumores mamários, sejam eles benignos ou malignos, que não se tenham alastrado para além das glândulas mamárias e linfonodos adjacentes.

A maioria dos tumores benignos são curados por cirurgia e aproximadamente metade dos malignos também o são, quando são removidos antes de haver metastização das células tumorais. Os tumores maiores que 3cm e de maior grau têm maior probabilidade de recorrência (70% no espaço de um ano) que os mais pequenos e de menor grau de malignidade (recorrência de 30% num ano).

Ainda não foi definido um protocolo de quimioterapia que seja efetivo para este tipo de tumores, sendo somente reservado para aqueles casos em que os tumores não podem ser removidos por cirurgia.


Prevenção

É importante realçar que os tumores mamários podem ser prevenidos através da realização da ovariohisterectomia (esterilização) em idade jovem. 

O risco de desenvolvimento de tumores mamários é de cerca de 0,05% nas fêmeas esterilizadas antes do primeiro cio, 8% entre o primeiro e o segundo cio, e 26% naquelas que foram esterilizadas após o segundo cio, sendo muito aconselhável realizar a esterilização precoce naqueles animais que não têm fins reprodutivos. 

A administração de anticonceptivos hormonais (pílulas e injeções contra o cio) aumenta consideravelmente o risco de cancro da mama no seu animal e devem ser evitados.

quarta-feira

Meu Gato Está Gripado?


Inverno tem tudo a ver com gripes e doenças respiratórias. O ar mais seco, o vento frio e a aglomeração dos gatos que procuram se aquecer dormindo juntos, favorecem a disseminação dos vírus. Popularmente conhecida como “gripe dos gatos”o Complexo Respiratório Felino é uma doença causada pela associação de vários microorganismos. Os principais são dois vírus chamados Herpesvirus felino e Calicivirus felino.

É uma doença extremamente contagiosa e muito comum em gatis e locais com grande densidade populacional como exposições de animais ou o Pet Shop. A transmissão ocorre pelo contato direto com o gato infectado e secreções contaminadas. As gotículas formadas quando um gato espirra pode infectar outro com até dois metros de distância. Para nossa tranquilidade não acomete humanos.

Um dos grandes problemas que encontramos para controlar a transmissão é que os dois vírus podem ser eliminados por animais assintomáticos. Estes animais podem voltar a ter sintomas se apresentarem queda de imunidade como outras doenças ou mesmo estresse. Por isso alguns animais apresentam a doença de forma crônica – a doença vai e volta em diferentes fases da vida.

O gato infectado pode ter espirros, febre, conjuntivite, corrimento nasal e ocular, ulceras na boca e nos olhos. Os animais, principalmente os filhotes, podem parar de comer levando à desidratação e, em casos graves, até à morte.

As vacinas não protegem os gatos completamente, apenas reduzem os sinais clínicos, mas não a possibilidade de transmissão. O cuidado de não deixar o gato em locais com trânsito grande de felinos diferentes, não permitir o acesso e o contato com animais de rua,além da vacinação, aumenta a chance do seu animal não contrair a doença.

A gripe de gatos é muito mais comum em filhotes,sendo que os gatos de rua ou abandonados podem ter a doença de forma endêmica. È muito comum adotarmos os gatinhos já com corrimento nos olhos e espirros frequentes com secreção purulenta.

Inalação, antibióticos, colírios, alimentação adequada, e muito cuidado são indicados nos casos de gripe felina. A consulta ao veterinário é imprescindível para isso,não se esquecendo que os gatos são muito sensíveis a determinados medicamentos.


quinta-feira

Catarata em Felinos


Os olhos são também chamados de "a janela da alma", mas frequentemente para os proprietários de gatos e seus veterinários os olhos dos gatos são também a janela para o gato todo! Isto significa que invariavelmente as doenças oculares em felinos não são primárias e sim secundárias á doenças sistêmicas.

Muitos processos oculares em gatos são secundários á doenças do trato respiratório inferior, como por exemplo aqueles causados por herpes virus HPV-1, clamydia


A maioria das cataratas em felinos é secundária, e em contraste com o cão, cataratas primárias e hereditárias são raras no gato. Até hoje, todas as cataratas relatadas como sendo hereditárias eram apresentadas de forma congênita. Cataratas secundárias podem ser divididas naquelas associadas a trauma, luxação da lente, uveíte anterior ou glaucoma. 

Cataratas traumáticas são relativamente comuns no gato e frequentemente são sequelas de lesão ocular perfurante, particularmente de garras de gatos. Cataratas traumáticas tendem a ser unilaterais e primariamente na região do trauma. Elas frequentemente estão associadas com sinéquias posteriores também. Cataratas traumáticas geralmente são lentamente progressivas.


Quando a ruptura da cápsula da lente é suficientemente grande, proteínas da lente podem escapar, desse modo causando uveíte grave. 

Cataratas também frequentemente ocorrem como sequela de luxação da lente no gato e aparecem como opacidades corticais, subcapsulares difusas. A causa mais comum de catarata secundária felina é a inflamção do segmento anterior (especialmente os tipos crônicos) e elas estão associadas a sinéquia posterior, rubeosis irides, membranas inflamatórias pupilares e perirídica, e progressão lenta.

Quatro tipos de cataratas metabólicas / tóxicas tem sido relatadas no gato:
1. Aquelas que consistem de opacidade da lente anterior e posterior difusas, bem como vacuolização das suturas e, "Y" posteriores em gatinhos alimentados com sucedâneos lácteos disponíveis comercialmente. 
2. Cataratas diabéticas, que são incomuns e aparecem como vacúolos no equador da lente;
3. Aquelas relacionadas com hiperparatireoidismo nutricional secundário e hipocalcemia, que aparecem como opacidades subcapsulares posteriores axiais; 
4. Aquelas resultantes do tratamento tópico prolongado com dexametasona 0,1%, que aparecem como opacidades subcapsulares, presumivelmente posteriores.


O tratamento da catarata é efetivamente cirúrgico por técnica de facoemulsificação com implante de lente artificial.

Prolapso Retal em Felinos

 
É uma condição adquirida que ocorre secundariamente ao esforço para defecação (tenesmo) comum nas seguintes situações: moléstias retais, alterações de próstata, hiperplasias benigna ou não, prostatite, abcesso prostático, colite, corpos estranhos retais, doenças do trato urogenital, cistite, urolitíase, distocia, tenesmo pós operatório.
Não existe predisposição racial ou de idade, porém a maior prevalência ocorre em cães e gatos jovens, parasitados e debilitados. No caso de prolapso anal, observa-se uma salientação de pequena porção de mucosa ao redor do ânus. No caso de prolapso retal, observa-se a protrusão do reto com inversão da mucosa que se apresenta de forma cilíndrica e com coloração vermelha a enegrecida dependendo do comprometimento circulatório, hemorragia ou necrose. 
È importante que se identifique a causa do problema, para posterior prognóstico. Em seguida efetua-se a redução do prolapso e tratamento da causa inicial. A redução deve ser feita nos casos em que o tecido permanece viável sem alteração circulatória importante. Efetua-se uma higienização do tecido com solução isotônica aquecida e massagem do tecido prolapsado e redução do mesmo, e sutura em bolsa de tabaco ao redor da margem anocutânea. 
No pós operatório, ministrar refeições pastosas, emolientes fecais e higienização da região. Nos casos em que o tecido não é viável, efetua-se a amputação retal com ressecção da porção e sutura da parede em padrão simples interrompido. Nos casos de recidiva, pode-se efetuar uma colopexia após laparotomia com redução do prolapso por tração manual e sutura seromuscular do colon ao músculo reto do abdômen.

domingo

Doença Tromboembólica em Felinos

 
Tromboembolia sistêmica é complicação frequente de miocardiopatia, representando risco de vida para o paciente. A estase do sangue no interior de câmaras cardíacas dilatadas e o aumento da reatividade plaquetária se combinam para predispor gatos miocardiopatas para tromboembolia sistêmica. 
Característicamente, um coágulo aloja-se na trifurcação aórtica, resultando em agressão isquêmica grave aos membros posteriores e cauda. A tromboembolia sistêmica também pode acometer outros órgãos, por exemplo rins, trato gastrointestinal e cérebro. Agentes vasoativos (prostaglandinas, serotonina) liberadas por plaquetas no local do trombo provocam constrição de vasos colaterais e regionais, contribuindo ainda mais para a isquemia e reduzindo o fluxo sanguíneo para segmentos terminais da medula espinal.

A ocorrência de trombo em sela promove uma consistente constelação de anormalidades físicas, por exemplo, paresia ou paralisia dos membros anteriores, ausência de pulsação, cianose e pele fria. Tipicamente, a musculatura dos membros posteriores fica firme e dolorida. Pode ocorrer disfunção de órgãos, dependendo da localização dos trombos. Quase sempre os gatos acometidos padecem de cardiopatia subjacente significativa e, frequentemente, insuficiência cardíaca congestiva é precipitada pela tromboembolia sistêmica.

Diagnóstico Primário:

-Exame clínico- paralisia posterior é o sinal clínico mais comum, membros posteriores frequentemente frios e cianóticos.

Diagnósticos Auxiliares:

-radiografia de tórax para avaliação cardio pulmonar
-ecocardiografia
-angiografia
-pressão sanguínea dos membros suspeitos

Tratamento:

- tratar a insuficiencia cardíaca congestiva
-promover circulação colateral
-heparina
-aquecer o paciente
-bicarbonato de sódio
-analgesia
-aspirina

Prognóstico:
Em geral é reservado a grave com índice de óbito bastante alto.

sexta-feira

Intoxicação Aguda por Carbamato (chumbinho)

 
O carbamato é um inseticida também conhecido como “chumbinho” utilizado como rodenticida, por se tratar de um produto extremamente perigoso e altamente tóxico é um produto de uso proibido por lei. 
O carbamato assim como os organofosforados inibe competitivamente a acetilcolinesterase e a pseudo colinesterase , permitindo que a presença continua da acetilcolina mantenha estado constante de estimulação nervosa. A inibição da acetilcolinesterase pelo carbamato tende a ser reversível, sendo que ele é rapidamente absorvido por pele , TGI e inalação. 

Clinicamente se observam sinais muscarínicos, nicotínicos ou neurológicos, quase sempre uma combinação de sinais é observada. Observa-se principalmente hipotermia, dispnéia, lacrimejamento, salivação, miose, micção e defecação. 

Os sinais nicotínicos abrangem contração dos músculos da face, tremores, fasciculações musculares generalizadas, em seguida fraqueza e eventualmente paralisia. 
Os sinais referentes ao sistema nervoso central incluem convulsões , ataques, ataxia, e ansiedade, depressão respiratória central pode acarretar insuficiência respiratória e morte. 
Depressão ou agressão podem ser observados. O diagnóstico é feito principalmente com base nos sintomas clínicos e no histórico de exposição á toxina, assim como diminuição da colinesterase sanguínea. O tratamento é feito com base no uso de atropina e alivia os sinais muscarínicos . 

Os sinais nicotínicos podem ser aliviados com o uso de difenidramina e sedativos como o diazepan. A ácidos e é tratada com fluidoterapia e bicarbonato conforme necessário. Êmese e lavagem gástrica são indicadas caso a ingestão oral tenha ocorrido (ingerido ou lambendo a toxina do pelame)

Os gatos transmitem "Toxoplasmose"?


O Que é a Toxoplasmose?
É a doença causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, com alta prevalência no mundo inteiro entre pessoas e animais de sangue quente. 
A infecção nos humanos é assintomática em 80 a 90 % dos casos. Esta doença é importante em gestantes e indivíduos imunodeprimidos, pois, nesses pacientes, pode produzir lesões e sintomas graves? 
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Como é Transmitida?
O gato é o hospedeiro definitivo: é ele quem libera o parasito no ambiente. Gatos geralmente apresentam a doença quando filhotes e, nesta fase, podem eliminar os oocistos do protozoário nas fezes. Estima-se que apenas 1% da população felina elimine os cistos do protozoário T. gondii no ambiente.

O homem e outros animais são hospedeiros intermediários: neles, os cistos do protozoário se alojam nos músculos, no sistema nervoso e em vísceras, e não são eliminados pelas fezes.

Há três maneiras de se contrair o protozoário causador da toxoplasmose:
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1) A mais comum é a ingestão de carne – bovina, suína ou de aves –, crua ou mal cozida, contendo cistos do protozoário. O consumo de leite cru, não pasteurizado, com presença de taquizoítos (uma outra forma do parasito) também consiste em uma fonte possível de infecção. Queijos preparados com leite não pasteurizado podem transmitir a doença.

2) A forma mais grave de infecção é a transmissão transplacentária (a mãe transmite a doença para seu bebê durante a gravidez). Nesta forma de infecção, podem ocorrer malformações fetais e aborto.

3) Através da ingestão de oocistos esporulados (forma que o protozoário adquire no meio ambiente) presentes nas fezes de um gato infectado. Ou seja: é preciso ingerir acidentalmente fezes contaminadas de gatos. Isto pode ocorrer através do consumo de verduras e legumes mal lavados ou pelo hábito de levar a mão à boca sem antes lavá-la, sobretudo após a prática de jardinagem ou outras formas de manipular terra e areia
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Lembre-se:          
A infecção (contato com o parasita) não causa, necessariamente, a doença. Para isto, é necessário que o sistema imunológico esteja debilitado, como muitas vezes ocorre com pacientes idosos, portadores de HIV e transplantados.

Nem todos os gatos têm toxoplasmose. Na verdade, são poucos os que apresentam a doença. 
Nem todos os gatos podem transmitir a toxoplasmose através da eliminação de oocistos nas fezes. Quando o fazem, é por um curto período de tempo, e geralmente só nas primeiras semanas de vida.

Os oocistos de T. gondii que são eliminados nas fezes não são capazes de causar a doença imediatamente. É preciso que as fezes contaminadas permaneçam no meio ambiente por alguns dias para que os oocistos esporulem. Só então, estes se tornarem infectantes.
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Principais sintomas:
No homem:
- Febre, cansaço, mal estar, dores pelo corpo;
- Aumento dos linfonodos (íngua);
- Estes sintomas por vezes se confundem com os de uma forte gripe.
- Distúrbios da visão, que podem evoluir para a cegueira;
- Aborto.

Nos animais:
- Emagrecimento, fraqueza, apatia, febre alta, vômitos e diarreia;
- Sintomas oculares (secreção, fotofobia, pupila dilatada, entre outros);
- Distúrbios respiratórios;
- Convulsões, tremores, fraqueza muscular, paresia, paralisia e outros sintomas neurológicos.

Como Evitar a Doença:

Nos humanos:
- Lave bem as mãos antes de preparar alimentos;
- Lave bem as verduras, frutas e legumes antes de consumi-las;
- Não coma carne crua ou mal passada;
- Não beba leite que não seja pasteurizado;
- Mantenha bons hábitos de higiene;
- Não deixe seus filhos brincarem em areais ou pracinhas que não sejam telados, onde há fezes de animais;
- Lave bem as mãos após limpar a bandeja sanitária de seu gato ou mexer em terra, e procure sempre usar luvas ao praticar jardinagem.
Nos gatos:
- Leve seu gato regularmente ao médico veterinário;
- Mantenha-o sempre bem alimentado com ração comercial: isto reduz a chance de ele caçar e se infectar com a toxoplasmose;
- Nunca dê carne crua para seu gato;
- Leve-o ao veterinário se ele apresentar diarréia;
- Evite que seu gato faça passeios fora de casa;
- Mantenha sempre uma bandeja com areia sanitária para seu gato fazer as necessidades e remova os dejetos diariamente, sempre com o auxílio de luvas e uma pá;
- Higienize a bandeja sanitária no mínimo uma vez por semana.

Lembre-se:
- Você não pega toxoplasmose ao acariciar um gato.
- Não abandone seu gato por medo de contrair a doença.
- Você só pega toxoplasmose se ingerir terra ou alimentos contaminados com fezes de gatos, mas bons hábitos de higiene e limpeza no preparo dos alimentos evitam isso.
- Cães, pombos e mordidas de gatos ou outros animais NÃO transmitem a toxoplasmose.
- Não existe vacina contra a toxoplasmose.
- Você não precisa se desfazer de seu gato se estiver grávida. Basta manter bons hábitos de higiene.

domingo

Dirofilariose | Verme do Coração


A dirofilariose, causada pelo parasita Dirofilaria immitis, é uma doença grave e potencialmente fatal, que infecta cães, gatos e furões.

Pode também infectar uma série de outros animais selvagens, onde se incluem felídeos selvagens (tigres, leões, pumas, etc.) e ainda leões-marinhos e focas.

Foram documentadas infecções em humanos, mas pensa-se que sejam casos raros, que normalmente não apresentam sintomatologia.


Transmissão da dirofilariose

A dirofilariose é transmitida de animal para animal, através de mosquitos.

Quando um mosquito pica um animal infectado, as jovens larvas denominadas microfilarias entram no organismo do mosquito.

Durante um período de duas semanas, as microfilarias desenvolvem-se em larvas infectantes, no interior do mosquito.

Estas larvas infectantes podem ser transmitidas a outro animal, assim que o mosquito se alimentar novamente.

Ao contrário dos cães, os gatos infectados não têm frequentemente microfilarias circulantes no sangue, o que torna pouco provável a transmissão das microfilarias para um outro mosquito.

As larvas infectantes tornam-se vermes adultos em aproximadamente 6 meses.

Durante os primeiros 3 meses, as larvas migram pêlo corpo do animal e eventualmente atingem os vasos sanguíneos dos pulmões.

Durante estes primeiros 3 meses, as larvas imaturas continuam a desenvolver-se em adultos, com as fêmeas a atingirem comprimentos de cerca de 30 centímetros.

Os vermes vão danificar os vasos sanguíneos, e reduzem a capacidade de contração cardíaca, resultando em doença cardio-pulmonar severa.

Se estiverem presentes vermes adultos (5 a 7 meses pós infecção) de ambos os sexos, estes irão acasalar e produzir microfilarias.

As microfilarias podem provocar uma reação do sistema imunitário, que poderá causar danos em outros órgãos.

O ciclo de vida continua quando um mosquito pica um animal e fica infectado com as microfilarias.

Após o desenvolvimento das microfilarias em larvas infectantes dentro do mosquito, estas tornam-se capazes de infectar novamente um outro animal.

As larvas adultas podem sobreviver durante 5 a 7 anos em cães e vários meses em gatos.
Sinais clínicos de Dirofilariose


Se um cão foi recentemente infectado, ou se a infecção for ligeira, o animal pode não apresentar sinais de doença até que os vermes adultos se desenvolvam nos pulmões e se observem sinais.

À medida que a doença progride, os cães podem apresentar tosse, letargia, perda de apetite ou desenvolver dificuldades respiratórias.

Os donos podem aperceber-se de que os animais se cansam rapidamente mesmo depois de um exercício ligeiro.

Os sinais de dirofilariose em gatos incluem tosse, stress respiratório e vómito.

Em casos raros, os gatos podem morrer subitamente de dirofilariose.

Diagnóstico

Todos os cães, apesar da idade, sexo, ou do ambiente em que vivem, são susceptíveis de apanharem dirofilariose, assim como os gatos, quer vivam dentro ou fora de casa.

Uma vez que a dirofilariose é transmitida por mosquitos, qualquer animal exposto aos mosquitos deve ser testado, inclusive os que saem apenas ocasionalmente.

Existem vários testes disponíveis para detectar a presença de vermes adultos (> 6 meses pós infecção) no cão.

Teste para antígenos, detectam a presença de vermes adultos fêmeas, e os testes de anticorpos, detectam se o cão foi ou não exposto à dirofilariose.

O teste de antígenos é bastante sensível sendo o que se realiza mais frequentemente.

Outros testes de diagnóstico, tais como radiografias, hemograma e análises bioquímicas, e ecocardiografia, podem ser necessários para confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade da doença e determinar o melhor plano de tratamento para o animal.

O diagnóstico de dirofilariose em gatos é mais difícil do que em cães.

Em geral, tanto o teste de antígenos como de anticorpos é recomendado no caso dos gatos, uma vez que aumenta a probabilidade de detectar a presença de dirofilárias.

Tratamento

Tal como todos os problemas de saúde, é melhor prevenir a dirofilariose do que ter de tratar.

O risco do tratamento da dirofilariose é substancial. No entanto as complicações são pouco prováveis em animais saudáveis e cujas recomendações do veterinário são respeitadas.

O objectivo do tratamento da dirofilariose é eliminar os vermes adultos e as microfilárias presentes no animal, com a maior segurança possível.

Quando um animal é tratado é muito importante ter em conta que as dirofilárias vão morrer dentro dos pulmões do cão.

O tratamento requer repouso absoluto durante todo o tratamento e muitas vezes até após o tratamento.


A imagem é de um cão mas o mesmo ocorre com o gato.


Adicionalmente pode ser necessária medicação para controlar a reacção inflamatória, uma vez que as dirofilárias morrem e se desintegram dentro do animal.

Atualmente não existe nenhum tratamento totalmente eficaz e seguro para o tratamento da dirofilariose em gatos.

Se um gato for diagnosticado com dirofilariose, podem utilizar-se medicamentos para reduzir a resposta inflamatória, assim como cirurgia para remoção dos vermes.

Prevenção da Dirofilariose

A prevenção da Dirofilariose é quase 100% eficaz, em cães e em gatos.

Existem vários medicamentos para prevenção, em diferentes apresentações.

O melhor método de prevenção deve sempre ser recomendado de acordo com o modo de vida do animal.

Os medicamentos preventivos não eliminam os vermes adultos, e não tratam a dirofilariose nem previnem os sinais da doença se existirem adultos no coração do animal.

Por esta razão é sempre recomendável fazer um teste de diagnóstico antes de iniciar qualquer programa de prevenção.


Saiba mais sobre tumor mamário em pequenos animais


Quando ocorre um crescimento anormal, desordenado e persistente dos tecidos, mais rápido do que os tecidos normais, caracteriza-se a neoplasia.

Vivendo por mais tempo, alimentando-se de rações com conservantes e expostos à poluição do meio ambiente, os animais estão mais sujeitos a desenvolver neoplasias.

Tumores mamários são muito comuns em cães e gatos. Há uma gama enorme de tipos histológicos que acometem os cães, mas, na maioria dos casos são tumores benignos. Já nos gatos, a maior parte dos tumores são malignos e altamente agressivos.

O tumor de mama é o segundo mais comum em cães e o primeiro mais comum em cadelas. Acometem, no geral, animais mais velhos (com cerca de 10 anos de idade), de preferência, ocorrem em animais que possuem todo o seu aparelho reprodutivo (inteiro) e aqueles que foram castrados, após numerosos cios. Não há uma preferência por nenhuma raça, todas estão sujeitas a essa enfermidade.

Em gatos, esse tipo de neoplasia é menos frequente do que em cães, ficando em terceiro lugar. Animais velhos (cerca de 10 e 12 anos) e animais inteiros são, geralmente, os mais afetados, e os Siameses são mais vulneráveis.

O aparecimento da doença está relacionado com a produção de hormônios femininos, como o estrógeno e a progesterona Em cadelas, o risco para o desenvolvimento do tumor mamário está relacionado com o número de ciclos estrais, aumentando, consideravelmente, a cada ciclo estral. Já em gatas, esse risco aumenta em até sete vezes, em fêmeas inteiras, comparadas com fêmeas castradas, na puberdade.

A administração de alguns progestágenos pode aumentar o risco de desenvolvimento de tumores mamários benignos em cães, enquanto que em gatos o uso destes hormônios pode aumentar o desenvolvimento de tumores tanto benignos quanto malignos. Assim como nos seres humanos, os tumores de mama possuem receptores de estrógeno e/ ou progesterona, sendo que quanto maior o número destes receptores, menos maligno ele é.

Nos cães, cerca de 50% dos tumores mamários são malignos e desses, ao redor de 90% são carcinomas. Nos gatos, prevalece também o carcinoma, mas em uma taxa muito superior, acima de 80%.

Os tumores benignos não sofrem metástase, mas há a tendência de cadelas desenvolver tumores múltiplos. Entretanto, os tumores malignos podem se comportar de maneira benigna ou muito maligna, sofrendo metástase rapidamente para linfonodos locais e nos pulmões.

Estas neoplasias podem ser múltiplas ou única, sendo palpáveis como nódulos ou massas dentro das glândulas mamárias. Alguns carcinomas inflamatórios agressivos podem apresentar aumento mamário difuso, edema e ulceração. É raro em cães e comum em gatos. A metástase pulmonar causa dificuldades na respiração.

O diagnóstico pode ser feito através do exame clínico e palpação, mas deve ser feita a confirmação com o auxílio de algumas técnicas de diagnóstico, como exames de sangue, radiografias, aspiração com agulha fina (FNA) e biópsia.

Na maior parte dos casos, o tratamento para o tumor mamário é a retirada, por cirurgia. Existem, também, outras técnicas de tratamento, como a radioterapia, que mostrou ser pouco efetiva no tratamento desses tumores, assim como a quimioterapia.

O melhor método para prevenir o aparecimento de tumores mamários é a castração e, de preferência, antes do primeiro cio do animal, pois após esse período, cai a taxa percentual de prevenção, podendo chegar a ser nula.
Por: Débora C. Meldau
Fontes: Info Escola
Oncologia em Pequenos Animais 

quarta-feira

Esporotricose


Esporotricose é uma micose subcutânea causada pelo fungo Sporothrix schenckii, que acomete o homem e uma grande variedade de animais. Geralmente é encontrado no solo, crescendo em plantas, cascas de árvores, vegetais e material em decomposição, estando preferencialmente presente em ambientes quentes e florestas úmidas. A distribuição da esporotricose é mundial, ocorrendo principalmente em áreas tropicais e subtropicais, como o nosso país.

A esporotricose do gato doméstico apresenta algumas características diferentes daquela observada em outras espécies, a mais importante é a grande quantidade de células fúngicas nas lesões da pele. Essa superpopulação de fungos potencializa a capacidade infectante das lesões, quer ao homem, quer a outros animais.

A transmissão da esporotricose felina ao homem ocorre através de mordeduras e arranhaduras de gatos doentes, ou ainda pelo contato da pele ou mucosa com as secreções das lesões. Raramente a transmissão resulta da inalação dos "fungos", provenientes da terra ou vegetais em decomposição.

As formas clínicas de esporotricose são: cutânea (localizada e disseminada) ou extra-cutânea (pulmonar e disseminada). Em muitos casos, mais de uma forma clínica pode ser observada. A lesão inicial é sólida, circunscrita, avermelhada e levemente elevada, aumentando lentamente para se tornar um nódulo que, posteriormente úlcera (a lesão se abre).

Em casos graves, onde o agente se espalha, pode haver comprometimento generalizado do organismo, desenvolvendo sinais clínicos como: apatia, perda de apetite, febre e perda de peso. Os sintomas relacionados à infecção pulmonar são fadiga, espirros, tosse com ou sem catarro, emissão do sangue pelas vias respiratórias e/ou boca, hemoptise e esforço respiratório.

O diagnóstico da esporotricose baseia-se no histórico contado pelo proprietário, exame físico e dermatológico feito pelo médico veterinário, além de exames laboratoriais. Dentre os exames complementares existe: citodiagnóstico, cultivo micológico, intradermorreação e histopatologia.


O diagnóstico diferencial em felinos inclui outras doenças que causam lesões cutâneas como infecções bacterianas profundas, micobacteriose atípica, criptococose, histoplasmose, neoplasias e leishmaniose tegumentar.

Apesar da esporotricose felina possuir um curso de tratamento relativamente longo e ser uma zoonose (doença que pode ser transmitida entre os animais e os seres humanos), há
tratamento eficaz.
A medicação deve ser utilizada até a total cicatrização das feridas para evitar uma recidiva.

Medidas profiláticas como o uso de luvas na manipulação de animais com lesões suspeitas, tratamento e isolamento dos animais doentes até a completa cicatrização das lesões, desinfecção das instalações com solução de hipoclorito de sódio instituída durante o tratamento, visam proteger os humanos que mantenham contato com gatos infectados, devido à natureza contagiosa da doença. 
Uma outra medida importante é a castração dos gatos machos que, por circularem pela rua, são mais propensos a brigas que podem causar feridas e acidentalmente abrigar o fungo. Se os devidos cuidados de profilaxia forem adotados, principalmente por Médicos Veterinários e proprietários de animais infectados, os riscos de transmissão da doença para humanos, serão bastante reduzidos.


Dra. Christiane D. Bueno
med. veterinária (CRMV-MS 2813

Joyce K. M. Ramos Carvalho
med. veterinária (CRMV-MS 1910)


segunda-feira

Asma em Gatos


A asma felina é uma doença alérgica e obstrutiva dos pulmões. Quando o animal está em crise, as vias aéreas inferiores tornam-se mais estreitas tornando a respiração muito difícil. No gato, o período da respiração que envolve mais esforço é a expiração (forçar o ar a sair dos pulmões). Qualquer gato pode ter asma, mas o Siamês é muito predisposto.

Os sinais são tosse e dificuldade respiratória. O gato quando tosse assume uma posição típica, ele estica o pescoço e coloca os ombros para trás aproximando o tórax do chão. Para o diagnóstico, podemos fazer uma radiografia torácica para observar alterações nos brônquios, mas a imagem pode ser normal e o gato ser asmático.


A asma não tem cura e sim controle. O ideal seria descobrir qual alérgeno que causa as crises, mas nem sempre é possível. São muitas possibilidades de alérgenos: 

- a fumaça do cigarro
- incenso
- poeira da areia da liteira
- perfume
- pó
- detergentes
- pólen
- além de causas alimentares 
- ou até infecciosas (parasitas intestinais ou fungos da pele).

O gato com crises constantes deve ser tratado com corticoides e broncodilatadores. A mesma “bombinha” usada para as pessoas que apresentam asma, pode ser usada no gato. É necessário o uso de um prolongador (AeroKat) para facilitar a aplicação da medicação. Crises fortes de asma devem ser tratadas imediatamente, o gato pode precisar ficar internado para receber oxigênio e medicação injetável.

Fique atento! A causa mais comum de tosse em felinos é a asma, se o seu gato estiver tossindo, leve-o ao veterinário.