Mostrando postagens com marcador cegueira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cegueira. Mostrar todas as postagens

terça-feira

A história do gato que virou guia de um cão cego e que prova o poder da amizade entre os animais


Sempre mostramos histórias sensacionais de animais que fazem coisas incríveis, em uma demonstração de inteligência e sensibilidade que, por vezes, falta a alguns humanos. Dessa vez não é diferente: em um vídeo produzido pela Nat Geo Wild, vemos a amizade e cooperação entre um cão idoso e um gato que lhe serve de guia.


Tervel é um labrador velhinho, de 14 anos, que sofreu agressões quando era filhote, o que acarretou em sua vida adulta a cegueira e surdez parcial. Devido a suas crescentes dificuldades, Tervel ficava muito isolado, e passava o tempo quase todo deitado na sua cesta. Até que entrou em sua vida um felino excepcional.


Pudditat é um gato que não se dá bem com outros da sua espécie por ser muito mandão. Mas que com Tervel teve uma empatia imediata, que os transformou em grandes amigos. Com o passar do tempo, além da amizade, Puddicat assumiu outro papel: o de gato-guia. Hoje Tervel se movimenta com facilidade e confiança, seguindo os passos do gato, que o acompanha de perto e o direciona. Em um gesto de amizade inquestionável e encantador, que pode ser conferido no vídeo e nas imagens.








quarta-feira

Animais Com Necessidades Especiais – Gatos Cegos

 
Rita Gorette
Gatos cegos podem ter cegueira desde o nascimento, má nutrição, doenças, crueldade humana, etc. Mas uma coisa, que todos os gatos e outros animais com necessidades especiais possuem, é o fato que podem ser amados, são ativos, e desafiam o que nós, humanos, consideramos “deficiências”. 
A visão dos gatos é superior à dos humanos, mas os bichanos também são suscetíveis a muitas condições que afetam sua visão. Para o diagnóstico de qualquer doença dos olhos em animais, consulte o veterinário oftalmologista:
Catarata:
Os problemas de catarata são relativamente raros nos gatos e são relacionados geralmente às complicações do diabetes Algumas raças herdam uma tendência genética : birmaneses, himalaios, persas e shorthairs britânicos. Pode começar com a opacidade do olho aumentada, ou mudança no tamanho da pupila. A catarata pode ser resolvida com cirurgia;
Marina Renata e Rita Gorette

Glaucoma: 
Aumento da pressão intra ocular - é uma doença que ocorre tanto em cães quanto em gatos, É consequência do aumento da pressão interna do globo ocular. Pode ocorrer em um ou nos dois olhos. É uma das maiores causas de cegueira em gatos, e o quanto antes for diagnosticada, melhores chances de tratamento. Em casos mais avançados, cirurgia pode ser recomendada;

Tumores: 
Tumores, incluindo melanoma da iris, etc. A cirurgia de remoção do tumor é frequentemente necessária. Outra causa de glaucoma pode ser um tumor;

Atrofia Progressiva da Retina: 
A doença consiste em um processo lento e irreversível de degeneração do tecido da retina. É um processo gradual, mas que pode levar à cegueira. A doença não é dolorosa, e por causa da sua natureza, os gatos aprendem a lidar com a diminuição da capacidade de enxergar;

Lesão, Ferimento: 
Lesão é uma situação emergencial: quedas, atropelamento, ataques de outros animais etc., e o gato precisa ser levado, imediatamente, ao veterinário;

Conjuntivite: 
É a inflamação da conjuntiva, a parte rosada do olho que cobre a parte branca chamada de esclera. Algumas doenças podem ser fonte de conjuntivites, como o herpes vírus, por isso é muito importante que o animal sempre tome todas as vacinas;

Hipertensão Felina Não Tratada:
 
A hipertensão, geralmente, acontece devido a outras doenças: diabetes, insuficiência renal crônica, hipertireoidismo, etc..
Corina Lúcia (à esquerda) e Rita Gorette

Como ajudar o gato cego: 
Ver um gato tornar-se cego, gradual ou subitamente, pode ser uma experiência terrível, pois tendemos a comparar a perda da visão em gatos com a cegueira humana. Porém, seus outros sentidos são muito mais desenvolvidos – o olfato, a audição e o tato (patas, bigodes, etc.), e ele terá uma vida absolutamente normal, com alguns cuidados:
- manter a rotina do gato. Comedouro, bebedouro, cama e bandeja sanitária devem ficar nos mesmos lugares;
- evitar mudar de lugar a mobília. E, evite deixar obstáculos no “caminho”, como almofadas, cadeiras, etc.;
- alertá-lo de sua aproximação, falando com ele, ou batendo palmas, embora ele sinta a vibração dos seus passos (na maioria dos pisos);
- e o mais importante: relaxe e aproveite a vida com seu gato. Sendo cego ou não, uma coisa nunca vai mudar – o amor que ele sente por você.

As fotos que ilustram o artigo, são de minha gatinha Rita Gorette (e suas irmãs: gata Corina Lúcia e cadela Marina Renata). Ela é cega e tem pouca audição. Algum ser sem coração e sem alma, jogou essa bichinha no lixo, com menos de 1 mês de nascida (suposição feita pela veterinária). Está conosco desde o dia 1º de abril, de 2010. Agora tem, em torno de 5 meses. Estava num estado muito severo de fraqueza, fome, etc. Depois de um rigoroso tratamento, agora é uma criaturinha feliz, linda, extremamente carinhosa, vive brincando com sua bolinha de guizo, come muito bem – adora queijo, brinca de luta com seus irmãos gatos e irmãos cachorros, e está ensaiando seus primeiros pulos e suas primeiras “artes” – já alcançou a estante e fez uma bagunça com os livros! Com certeza, ela é muito amada por toda a família, e vibramos com cada progresso de nossa filhotinha.

segunda-feira

Posso ter um gato vegetariano?

Gatos são carnívoros natos e que quando alimentados com rações com pouca proteína e gordura eles podem sofrer de cegueira e até de surdez.

O gato é um carnívoro nato, o que significa que a carne de outros animais é sua principal fonte de nutrientes. Assim, além de precisarem de uma ingestão bastante elevada de proteína animal com relação às necessidades de outros mamíferos, o gato depende majoritariamente da carne para extrair nutrientes fundamentais para o seu bem estar, como a taurina, a vitamina A e a vitamina B12. 
As consequências de um consumo baixo de carne na dieta do gato podem ser severas. Por exemplo, quando eles ficam sem vitamina A, os gatos podem ficar surdos ou desenvolver problemas na pele, nos ossos, no sistema intestinal e reprodutivo. Similarmente, gatos com níveis baixos de taurina podem ficar cegos. O gato é tão dependente de proteína animal que quando ele não tem uma quantidade suficiente em sua alimentação, os próprios músculos e órgãos do animal são consumidos para que haja o suprimento tais nutrientes.
Por sempre conseguirem as vitaminas e gorduras necessárias através de suas presas, a evolução não favoreceu a proliferação de gatos que tivessem desenvolvido uma habilidade de produzir tais nutrientes. Similarmente, o sistema digestivo do gato é extremamente adaptado para digerir carnes. Aliás, o trato digestivo do gato (relativo ao seu tamanho) é muito mais curto do que o de outros animais por não precisar fermentar e processar a celulose de plantas, tal qual os herbívoros.

Ao alimentar o gato com rações ricas em carboidrato e com níveis baixos de proteína animal, o dono prejudica a nutrição dos gatos. De modo geral, a alimentação do gato deve replicar a sua dieta ancestral, contendo prioritariamente carne fresca de animais.
Por sinal, tal qual acontece com os grande felinos, os gatos selvagens geralmente pouco bebem água fresca, adquirindo grande parte dos líquidos necessários para sua hidratação na carne e sangue de suas presas. No caso dos gatos domésticos, sobretudo se você o alimenta com rações secas, é muito importante que você sempre ofereça água fresca para o seu animal. 
O que a ciência revela sobre a nutrição felina?

Para entender melhor como gatos consomem a sua comida, o Jornal de Biologia Experimental conduziu uma experiência que mostrou que gatos adultos tem um teto diário para consumo de carboidratos, mesmo quando falta proteína em suas dietas. De acordo com os autores do estudo, “O teto de carboidrato explica muito dos padrões de alimentação vistos tanto em experiências de dieta com alimentos processados secos quanto com alimentos úmidos e sugere que os gatos somente podem digerir o carboidrato ingerido até um certo ponto.”
Na prática, isso significa que o gato, mesmo não consumindo toda proteína suficiente, deixa de comer o restante de sua ração por conta dos altos níveis de carboidratos. O estudo revela ainda que, quando dada a opção, o gato prefere comidas que são biologicamente adequadas para ele, isto é, ricas em proteínas, à comidas processadas, como ração, que geralmente são ricas em carboidratos ou em proteínas de origem vegetal, como a soja.
A alimentação do gato deveria acompanhar as necessidades biológicas dele, consistindo prioritariamente de proteína e gorduras. Porém várias das rações para gatos contém uma grande proporção de carboidratos em relação ao seu teor de proteína de origem animal. Logo, não é por acaso que diversos gatos, apesar de alimentados em casa, caçam pequenos animais para suprirem suas necessidades alimentares. Afinal, quando o gato não ingere os nutrientes necessários da sua comida, ele pega esses nutrientes de seus próprios músculos e órgãos!
Com isso em mente, é importante que todo dono reveja a alimentação do seu animal de estimação para garantir que a mesma está em linha com a dieta ancestral do gato. Isso não significa que você precisa abdicar da dieta com ração para o seu gato, é apenas um alerta para que você opte por uma ração com maiores teores de proteína animal em detrimento aos carboidratos. Existem diversas rações de boa qualidade disponível no mercado e elas podem te ajudar muito a oferecer uma nutrição completa e adequada para o seu animal. Ao mesmo tempo, nada impede que, caso você tenha um suporte veterinário, a alimentação natural complemente a dieta do seu animal.
Aliás, a alimentação natural trás riscos se não for feita adequadamente. Caso você não entenda muito sobre o assunto, consulte um veterinário, pois proporcionar uma alimentação completa e balanceada para o seu gatinho não consiste em comprar um bife no açougue e pronto. A nutrição do seu gatinho é mais complexa do que isso e, por isso, recomendamos que você não tente fazer o cardápio do seu gato sozinho. Lembre-se também que cada gato é diferente do outro e que, por isso, as necessidades alimentares de um gato podem ser diferentes das de outros. Consulte sempre um médico veterinário de sua confiança.
Por