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terça-feira

Por que os gatos preferem mulheres a homens


A despeito de quem acha que gato não gosta de ninguém, uma pesquisa recente descobriu que felinos têm propensão a gostar mais de mulheres que de homens. Entenda por que isto acontece e se isto é realmente verdade.

A co-autora de um estudo que aborda o comportamento dos gatos em relação aos humanos, Dorothy Gracey, explica um pouco sobre a teoria, primeiramente, se referindo à relação 'gatos-humanos': 
“O relacionamento entre um gato e um humano pode envolver atração mútua, compatibilidade de personalidade, facilidade de interação, brincadeira, afeto e apoio social. O humano e seu gato podem mutuamente desenvolver interações ritualizadas que mostram uma compreensão substancial e mútua das inclinações e preferências de cada um.”
O estudo, publicado no Jornal de Estudos Comportamentais, de São Paulo, explica - em resumo - que mulheres são mais atentas aos detalhes e naturalmente mais carinhosas. O gato, por ser um animal detalhista e arisco, prefere esta atenção aos detalhes que as mulheres costumam ter em maior parte em relação aos homens. Isto cria uma natural afinidade entre os felinos e as mulheres.

Ou seja: um simples e sutil balançar de rabo do gato, que indique que ele quer carinho, por exemplo, já é o suficiente para uma mulher entender sua vontade e fazê-la. O homem, sendo um ser mais literal, não compreende estes 'pormenores' e, na maioria das vezes, não satisfaz a vontade do felino. Segundo os pesquisadores, é um exercício que leva tempo, paciência e, principalmente, força de vontade para aprender.

Ruídos podem provocar convulsões em gatos mais velhos, diz estudo


Ruídos agudos não são grandes aliados desses felinos, segundo estudo 
(Foto: Fabio Rodrigues/G1)

Gatos mais velhos podem ter convulsões após ouvirem determinados sons agudos altos como chaves chacoalhando, papel alumínio sendo amassado, ou uma colher de metal batendo contra um prato de comida – revelaram pesquisadores na revista especializada em medicina felina “Journal of Feline Medicine and Surgery”.

Até mesmo sons simples, como tocar em um teclado de computador, martelar um prego ou o barulho de um cacarejo poderiam desencadear uma convulsão temporária, principalmente em gatos com idade acima de 10 anos, adverte um relatório publicado.

O estudo começou como uma investigação da entidade Cat Care International, que pediu a neurologistas veterinários relatos de alguns donos de gatos que descreviam ataques incomuns.

Relatos de donos de gatos começaram a se multiplicar depois que a imprensa internacional noticiou sobre o aparente distúrbio chamado “síndrome de Tom e Jerry” – assim chamada por causa do gato Tom, que muitas vezes exibia movimentos súbitos em resposta a ruídos e surpresas de seu rival, o ratinho Jerry.

Agora, o transtorno tem um nome real: crise reflexa audiogênica de felinos (FARS, na sigla em inglês).

Os seres humanos também podem sofrer de crises reflexas audiogênicas, que são desencadeadas por certos sons.

Em alguns casos, os sons podem causar uma pausa súbita em movimento, enquanto que em outros casos os ruídos levam a breves movimentos bruscos que podem durar vários minutos.

Frustração com veterinários

Já que não havia qualquer investigação científica sobre o problema publicada, os autores do estudo, Mark Lowrie e Laurent Garosi, da Davies Veterinary Specialists, e Robert Harvey, da Escola de Farmácia da University College de Londres, elaboraram um questionário que foi entregue aos tutores de gatos pela International Cat Care.

Centenas de pessoas de todo o mundo responderam. Muitos tutores descobriram que os sons eram de fato o gatilho para as crises convulsivas.

Gatos com e sem pedigree foram afetados. “A idade média de início das crises foi 15 anos, com gatos de idade variando entre 10 a 19 anos”, explicou o estudo, acrescentando que os gatos da raça Sagrado da Birmânia tendem a ser particularmente vulneráveis a tais ataques.

“Este estudo definiu uma síndrome previamente não declarada por meio de questionários cuidadosamente selecionados e registros médicos”, disse o relatório.

“A expectativa é que a publicação do documento sensibilize os veterinários sobre esta síndrome”.

Os investigadores continuam a explorar possíveis tratamentos para as convulsões, que muitos tutores de animais disseram que podem ser evitadas, pelo menos uma parte do tempo, mantendo os gatos a distância de certos sons.