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segunda-feira

Como saber se meu gato está com raiva



Apesar da raiva ser associada normalmente com os cachorros, esta doença de tipo viral pode ser contraída por qualquer mamífero, incluindo os gatos, sendo muito perigosa para nosso animal de estimação e para nós mesmos, já que pode ser transmitida do animal aos humanos. Detectar os primeiros sintomas da raiva no gato é fundamental para garantir a saúde da família e dos outros animais da casa, deste modo evitaremos contágios. 

Instruções

A raiva é um vírus que afeta diretamente o sistema nervoso do animal, por isso as mudanças de comportamento no gato são típicas desta doença. Dependendo da idade do felino e do lugar onde o animal infectado mordeu seu gato, os sintomas podem se manifestar de quatro a seis semanas depois.

Depois dos sintomas aparecerem, a raiva se divide em três etapas:

Na primeira etapa que pode durar uns dois dias o gato pode manifestar todos ou alguns destes sintomas:

Febre
Mudanças notáveis no temperamento e na conduta: ansiedade, agressividade, inquietude.
 Os gatos mais agressivos podem ficar dóceis de repente e os dóceis, completamente selvagens.
Baba excessiva.
Mudanças no som dos miados e vocalizações excessivas.
Olhar agressivo.
Perda do apetite e depressão.

A segunda etapa desta doença é conhecida como fase furiosa, durante esta fase o gato com raiva pode apresentar estes sintomas:

Caminhar e correr sem rumo e de forma compulsiva.
Comichão no corpo que leva ele a se morder.
A agressividade da etapa anterior continua.
Falta de coordenação e convulsões.

Na última etapa, o gato com raiva apresenta:

Formação de espuma no focinho.
Parálise.
Dificuldades respiratórias.
Asfixia e morte.

A raiva é uma doença mortal para o gato e para qualquer mamífero, por isso depois de contraída é difícil salvar o animal, no entanto é fundamental isolá-lo do resto de animais e pessoas que moram na casa, pois poderia transmitir esta doença a qualquer humano ou animal de estimação.

A única forma de prevenir a raiva é vacinando o gato aos seis meses de idade contra este vírus. Além disso, anualmente você deve aplicar o reforço desta vacina para garantir sua saúde.

Este artigo é meramente informativo, em umComo.com.br não temos a capacidade para receitar nenhum tratamento veterinário nem realizar nenhum tipo de diagnóstico. Convidamo-lo a levar o seu animal de estimação ao veterinário no caso de ele apresentar qualquer tipo de condição o mal-estar.



RAIVA


A raiva é uma doença contagiosa causada por um vírus que pode afetar os animais (mamíferos) e o homem.

A transmissão se dá através do contato com a saliva de um animal doente, principalmente pela mordedura. É preciso compreender que nem toda mordida de cão ou gato transmite a raiva. É necessário que o animal seja portador do vírus para que haja a transmissão da doença. 

Na natureza, o morcego hematófago - que se alimenta de sangue - é um dos mais importantes transmissores da raiva para outras espécies animais e para o homem.

Os principais sinais clínicos da raiva são: mudança de hábitos e/ou comportamento (o animal passa a se esconder ou agir de maneira diferente do usual), agressividade, salivação (o animal baba muito) e paralisia. Mas nem todo animal que saliva (baba) está com raiva. No caso dessa doença, ocorre paralisia dos músculos faciais, o que impede a deglutição da saliva, daí a impressão do animal estar babando. Animais intoxicados por alguns tipos de venenos (inseticidas, etc.) também podem salivar abundantemente, mas sem qualquer relação com a raiva.

Os sinais clínicos nos humanos são bem parecido com os que ocorrem em animais.

A raiva é uma doença incurável, portanto, deve haver um controle rigoroso da vacinação dos animais domésticos e do campo. A vacina é a única maneira de controlar a doença.

Se uma pessoa é mordida ou arranhada por um cão ou gato que não esteja vacinado, ou de origem desconhecida (cão ou gato vadio), esse animal deve ser capturado e permanecer em observação por 10 dias.

Caso ele não apresente sinais clínicos da doença durante o período de observação, não será necessário nenhum procedimento ou tratamento para a vítima. Porém, se o animal morrer (mesmo sem ter apresentado sinais da doença), desaparecer ou não puder ser capturado para cumprir o período de observação, a pessoa deve se dirigir imediatamente a um posto de saúde para receber o tratamento contra a raiva.

É importante salientar que, uma vez manifestados os sintomas de raiva no humano, o tratamento é ineficaz, e levará a pessoa à morte. Por isso, o atendimento médico deve ser feito prontamente para avaliação dos riscos.

O tratamento preventivo não está disponível para animais. No caso de um animal doméstico não vacinado ser mordido por um outro animal portador do vírus da raiva, ele certamente adoecerá e morrerá num prazo de 10 dias.

As campanhas de vacinação são importantíssimas no controle da raiva. Mas se o animal já recebe a vacina anti-rábica anualmente, em clínicas veterinárias, não é necessário revaciná-lo nas campanhas, desde que a vacina esteja em dia.

Além dos cães, gatos e morcegos, que apresentam alto risco de transmissão da raiva, outros animais também podem ser transmissores, como eqüinos, bovinos, caprinos e ovinos, que podem ser vacinados e apresentam um grau médio de transmissão da raiva para humanos. 

Pequenos roedores como hamsters, camundongos, ratos, coelhos e outros, podem transmitir a doença, mas eles apresentam um risco baixo de transmissão da raiva. Não existe vacina para esses animais.

De maneira geral, diante de uma caso de mordedura ou arranhadura por qualquer animal, a primeira providencia a ser tomada, e altamente eficaz, é lavar o ferimento com água e sabão/detergente. Isso dificulta a penetração do vírus nos tecidos mais profundos, impedindo que ele atinja as terminações nervosas por onde se propaga.

Após isso, capturar o animal, se possível, e procurar um posto de saúde. O médico, com a ajuda do veterinário, irá avaliar o risco que o animal agressor apresenta e se é necessário fazer o tratamento anti-rábico no paciente.

Se uma pessoa é mordida ou arranhada por um cão ou gato que não esteja vacinado, ou de origem desconhecida (cão ou gato vadio), esse animal deve ser capturado e permanecer em observação por 10 dias.

Caso ele não apresente sinais clínicos da doença durante o período de observação, não será necessário nenhum procedimento ou tratamento para a vítima. Porém, se o animal morrer (mesmo sem ter apresentado sinais da doença), desaparecer ou não puder ser capturado para cumprir o período de observação, a pessoa deve se dirigir imediatamente a um posto de saúde para receber o tratamento contra a raiva.

É importante salientar que, uma vez manifestados os sintomas de raiva no humano, o tratamento é ineficaz, e levará a pessoa à morte. Por isso, o atendimento médico deve ser feito prontamente para avaliação dos riscos.

O tratamento preventivo não está disponível para animais. No caso de um animal doméstico não vacinado ser mordido por um outro animal portador do vírus da raiva, ele certamente adoecerá e morrerá num prazo de 10 dias.

As campanhas de vacinação são importantíssimas no controle da raiva. Mas se o animal já recebe a vacina anti-rábica anualmente, em clínicas veterinárias, não é necessário revaciná-lo nas campanhas, desde que a vacina esteja em dia.

Além dos cães, gatos e morcegos, que apresentam alto risco de transmissão da raiva, outros animais também podem ser transmissores, como equinos, bovinos, caprinos e ovinos, que podem ser vacinados e apresentam um grau médio de transmissão da raiva para humanos.

Pequenos roedores como hamsters, camundongos, ratos, coelhos e outros, podem transmitir a doença, mas eles apresentam um risco baixo de transmissão da raiva. Não existe vacina para esses animais.

De maneira geral, diante de uma caso de mordedura ou arranhadura por qualquer animal, a primeira providencia a ser tomada, e altamente eficaz, é lavar o ferimento com água e sabão/detergente. Isso dificulta a penetração do vírus nos tecidos mais profundos, impedindo que ele atinja as terminações nervosas por onde se propaga.

Após isso, capturar o animal, se possível, e procurar um posto de saúde. O médico, com a ajuda do veterinário, irá avaliar o risco que o animal agressor apresenta e se é necessário fazer o tratamento anti-rábico no paciente.

NUNCA DEIXE DE VACINAR SEU CÃO ou GATO CONTRA A RAIVA!

*Em caso de animal com suspeita de raiva, procure o Centro de Controle de Zoonoses de sua cidade.

médica veterinária - (CRMV SP 5532)

quarta-feira

Dermatofitose (Tinha, Fungo, Micose dos Gatos)


Dermatofitose, frequentemente chamada de tinha, é uma infecção fúngica que acomete as camadas superficiais da pele e áreas cornificadas da pele e unhas. Quase todos os casos felinos (cerca de 95 %) são causados por Microsporum canis. 

O gato também pode estar infectado por trichophyton mentagrophytes e Microsporum gypseum. A exposição direta ao fungo não resulta necessariamente em infecção e nem sempre a infecção causa sinais clínicos. Gatos de pelo longo tem maior probabilidade de sofrer infecções sintomáticas. 


O período de incubação típico vai de 1 a 14 semanas, mas alguns gatos permanecem portadores assintomáticos por longos períodos. As lesões tem o típico aspécto de áreas circulares de alopecia, mas esse aspécto pode ser tão diversificado que devemos suspeitar de dermatofitose em praticamente qualquer gato com doença cutânea, inclusive os acometidos por dermatite miliar. Os fatores de risco são imunossupressão, locais onde vivem muitos gatos, desnutrição, más condições de higiene e ausência de quarentena para novos gatos que chegam a uma habitação onde já vivem vários gatos.



Diagnóstico
Sinais clínicos:

As lesões clássicas podem estar leve ou moderadamente pruriginosas, acompanhadas de alopecia parcial ou maculosa e formação de escamas e crostas. Frequentemente os gatos estão acometidos na cabeça, face, e membros anteriores. Contudo, dermatofitose pode parecer-se com qualquer distúrbio felino na pele ou nas unhas.

-Exame com lâmpada de Wood
-Cultura para fungos

Terapêutica Primária

- Quarentena
-Terapia tópica- clotrimazol / miconazol
-Terapia sistêmica- griseofulvina / cetoconazol
-Controle do ambiente
-Corte dos pêlos
-Vacinação- deve ser associada ao tratamento geral.


A Dermatofitose é contagiosa para os seres humanos, tratando-se de uma zoonose. Cuidado!!


Prognóstico

Alguns gatos tem infecções autolimitantes, mas a infecção persistente, estado de portador ou zoonose justifica o tratamento intenso. Em geral o prognóstico é bom se forem tomadas medidas terapêuticas rigorosas.



sexta-feira

Os gatos transmitem "Toxoplasmose"?


O Que é a Toxoplasmose?
É a doença causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, com alta prevalência no mundo inteiro entre pessoas e animais de sangue quente. 
A infecção nos humanos é assintomática em 80 a 90 % dos casos. Esta doença é importante em gestantes e indivíduos imunodeprimidos, pois, nesses pacientes, pode produzir lesões e sintomas graves? 
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Como é Transmitida?
O gato é o hospedeiro definitivo: é ele quem libera o parasito no ambiente. Gatos geralmente apresentam a doença quando filhotes e, nesta fase, podem eliminar os oocistos do protozoário nas fezes. Estima-se que apenas 1% da população felina elimine os cistos do protozoário T. gondii no ambiente.

O homem e outros animais são hospedeiros intermediários: neles, os cistos do protozoário se alojam nos músculos, no sistema nervoso e em vísceras, e não são eliminados pelas fezes.

Há três maneiras de se contrair o protozoário causador da toxoplasmose:
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1) A mais comum é a ingestão de carne – bovina, suína ou de aves –, crua ou mal cozida, contendo cistos do protozoário. O consumo de leite cru, não pasteurizado, com presença de taquizoítos (uma outra forma do parasito) também consiste em uma fonte possível de infecção. Queijos preparados com leite não pasteurizado podem transmitir a doença.

2) A forma mais grave de infecção é a transmissão transplacentária (a mãe transmite a doença para seu bebê durante a gravidez). Nesta forma de infecção, podem ocorrer malformações fetais e aborto.

3) Através da ingestão de oocistos esporulados (forma que o protozoário adquire no meio ambiente) presentes nas fezes de um gato infectado. Ou seja: é preciso ingerir acidentalmente fezes contaminadas de gatos. Isto pode ocorrer através do consumo de verduras e legumes mal lavados ou pelo hábito de levar a mão à boca sem antes lavá-la, sobretudo após a prática de jardinagem ou outras formas de manipular terra e areia
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Lembre-se:          
A infecção (contato com o parasita) não causa, necessariamente, a doença. Para isto, é necessário que o sistema imunológico esteja debilitado, como muitas vezes ocorre com pacientes idosos, portadores de HIV e transplantados.

Nem todos os gatos têm toxoplasmose. Na verdade, são poucos os que apresentam a doença. 
Nem todos os gatos podem transmitir a toxoplasmose através da eliminação de oocistos nas fezes. Quando o fazem, é por um curto período de tempo, e geralmente só nas primeiras semanas de vida.

Os oocistos de T. gondii que são eliminados nas fezes não são capazes de causar a doença imediatamente. É preciso que as fezes contaminadas permaneçam no meio ambiente por alguns dias para que os oocistos esporulem. Só então, estes se tornarem infectantes.
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Principais sintomas:
No homem:
- Febre, cansaço, mal estar, dores pelo corpo;
- Aumento dos linfonodos (íngua);
- Estes sintomas por vezes se confundem com os de uma forte gripe.
- Distúrbios da visão, que podem evoluir para a cegueira;
- Aborto.

Nos animais:
- Emagrecimento, fraqueza, apatia, febre alta, vômitos e diarreia;
- Sintomas oculares (secreção, fotofobia, pupila dilatada, entre outros);
- Distúrbios respiratórios;
- Convulsões, tremores, fraqueza muscular, paresia, paralisia e outros sintomas neurológicos.

Como Evitar a Doença:

Nos humanos:
- Lave bem as mãos antes de preparar alimentos;
- Lave bem as verduras, frutas e legumes antes de consumi-las;
- Não coma carne crua ou mal passada;
- Não beba leite que não seja pasteurizado;
- Mantenha bons hábitos de higiene;
- Não deixe seus filhos brincarem em areais ou pracinhas que não sejam telados, onde há fezes de animais;
- Lave bem as mãos após limpar a bandeja sanitária de seu gato ou mexer em terra, e procure sempre usar luvas ao praticar jardinagem.
Nos gatos:
- Leve seu gato regularmente ao médico veterinário;
- Mantenha-o sempre bem alimentado com ração comercial: isto reduz a chance de ele caçar e se infectar com a toxoplasmose;
- Nunca dê carne crua para seu gato;
- Leve-o ao veterinário se ele apresentar diarréia;
- Evite que seu gato faça passeios fora de casa;
- Mantenha sempre uma bandeja com areia sanitária para seu gato fazer as necessidades e remova os dejetos diariamente, sempre com o auxílio de luvas e uma pá;
- Higienize a bandeja sanitária no mínimo uma vez por semana.

Lembre-se:
- Você não pega toxoplasmose ao acariciar um gato.
- Não abandone seu gato por medo de contrair a doença.
- Você só pega toxoplasmose se ingerir terra ou alimentos contaminados com fezes de gatos, mas bons hábitos de higiene e limpeza no preparo dos alimentos evitam isso.
- Cães, pombos e mordidas de gatos ou outros animais NÃO transmitem a toxoplasmose.
- Não existe vacina contra a toxoplasmose.
- Você não precisa se desfazer de seu gato se estiver grávida. Basta manter bons hábitos de higiene.

quinta-feira

Infecções por protozoários


Protozoários são organismos unicelulares. As três infecções mais comuns em humanos e gatos são Criptosporidiose, Giardiose e Toxoplasmose. Criptosporidiose e giardiose podem causar diarreia em humanos e gatos. Estes podem se infectar da mesma fonte, como por exemplo, água contaminada. Aconselha-se fazer exames de fezes anuais dos gatos. As medidas preventivas são usar luvar ao limpar a caixa de areia, lavar as mãos após a limpeza, beber apenas água filtrada ou fervida.

Toxoplasmose é causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Pessoas com sistema imunológico deficiente e crianças que suas mães foram infectadas durante a gravidez, podem apresentar doença grave. Pessoas são comumente infectadas comendo carne mal cozida ou crua e vegetais mal lavados e mal cozidos de solos contaminados. 

Infelizmente, mulheres grávidas e indivíduos imunossuprimidos são, na maioria das vezes, advertidos e aconselhados por profissionais da saúde a retirar seus gatos de casa para reduzir a chance de infecção, mas é improvável que pessoas sejam infectadas pelo contato direto com seus gatos. Gatos podem adquirir o parasita comendo roedores infectados, aves, ou qualquer alimento contaminado com fezes de um gato infectado. Um gato infectado pode eliminar o parasita nas fezes por até 2 semanas. 

O parasita necessita de 1 a 5 dias para se tornar infectante. Ele pode persistir no ambiente por muitos meses e se manter infectante no solo, água, jardins, caixas de areia, ou qualquer local que o gato defeque. Higiene básica pode prevenir toxoplasmose. Usar luvas enquanto manipula material potencialmente contaminado (jardinagem, manipulação de carne crua) e lavar as mãos após tais tarefas. Evite comer carnes mal passadas e lave bem verduras e frutas antes de comer. 

A água deve ser fervida ou filtrada antes de ser bebida e tanques de areia de crianças devem ser cobertos enquanto não são usados para evitar que gatos de rua defequem no local. Mulheres grávidas e pessoas imunossuprimidas estão a salvo quando outros membros da família limpam a liteira

terça-feira

Aumentam casos de doença transmitida por gato no Rio de Janeiro


O Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (Ipec), unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), informou que, nos últimos 15 anos, 4 mil pessoas contraíram no estado a esporotricose, doença transmitida por gatos, que causa feridas na pele que não cicatrizam. Elas foram tratadas na instituição. O agente causador é o fungo Sporothrix schenckii, transmitido devido à falta de assistência veterinária e controle de profilaxia do animal.

A maioria dos casos é de moradores de municípios da Baixada Fluminense e, mais recentemente tem acometido pessoas da zona oeste do Rio. Classicamente, a doença, também conhecida como doença do jardineiro, é adquirida por meio de materiais contaminados e atinge principalmente jardineiros, agricultores e floristas.

De acordo com o médico Antonio Carlos Francesconi-do-Valle, pesquisador da Fiocruz, a doença já foi considerada rara no estado, mas nos últimos anos o Ipec constatou um número alto de gatos contaminados.

"A equipe do Ipec verificou que cerca de 85% dos pacientes não contraíram a doença pela forma clássica e, sim, por meio de mordidas, arranhões ou outros contatos com gatos doentes. O dado chama a atenção, porque durante muito tempo a esporotricose felina foi considerada rara. Porém, nos últimos sete anos, foram diagnosticados no Ipec mais de 1.500 gatos com esporotricose provenientes do Rio".
De acordo com o dermatologista, o paciente com sintomas da esporotricose deve procurar um posto médico e iniciar o tratamento nas unidades que oferecem esse tipo de tratamento.

“Primeiramente não devemos falar que os gatos são os grandes vilões. A doença pode pegar em humanos por meio de contato com animais ou pelo solo contaminado. Para ser contaminado precisa ter um agravo, seja um furo ou uma arranhadura na pele. O paciente diagnosticado precisa tomar um medicamento disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde [SUS] e se submeter a um tratamento de, no mínimo, três meses”, disse Francesconi.

Para o pesquisador, as lesões causadas pela doença, dependendo da área do corpo, deixam a pessoa com a autoestima baixa, pois “os nódulos aparentes são feios, parecidos com um tecido cicatricial”. Segundo ele, a lesão na pele começa como um pequeno caroço avermelhado, que, com o passar do tempo, fica mole, libera uma secreção purulenta e se transforma em uma ferida. A ferida, que quase sempre aparece nas mãos, braços ou pernas, pode originar outras, em uma espécie de rastro a partir da lesão inicial.

Nos pacientes atendidos no Ipec, de acordo Francesconi, têm sido observadas manifestações raras de esporotricose, como feridas com múltiplas localizações, inclusive com vários trajetos, e lesões nas mucosas da boca, do nariz e dos olhos. Entre as unidades de saúde que oferecem atendimento estão a Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro e a Fundação Oswaldo Cruz.

domingo

Dirofilariose | Verme do Coração


A dirofilariose, causada pelo parasita Dirofilaria immitis, é uma doença grave e potencialmente fatal, que infecta cães, gatos e furões.

Pode também infectar uma série de outros animais selvagens, onde se incluem felídeos selvagens (tigres, leões, pumas, etc.) e ainda leões-marinhos e focas.

Foram documentadas infecções em humanos, mas pensa-se que sejam casos raros, que normalmente não apresentam sintomatologia.


Transmissão da dirofilariose

A dirofilariose é transmitida de animal para animal, através de mosquitos.

Quando um mosquito pica um animal infectado, as jovens larvas denominadas microfilarias entram no organismo do mosquito.

Durante um período de duas semanas, as microfilarias desenvolvem-se em larvas infectantes, no interior do mosquito.

Estas larvas infectantes podem ser transmitidas a outro animal, assim que o mosquito se alimentar novamente.

Ao contrário dos cães, os gatos infectados não têm frequentemente microfilarias circulantes no sangue, o que torna pouco provável a transmissão das microfilarias para um outro mosquito.

As larvas infectantes tornam-se vermes adultos em aproximadamente 6 meses.

Durante os primeiros 3 meses, as larvas migram pêlo corpo do animal e eventualmente atingem os vasos sanguíneos dos pulmões.

Durante estes primeiros 3 meses, as larvas imaturas continuam a desenvolver-se em adultos, com as fêmeas a atingirem comprimentos de cerca de 30 centímetros.

Os vermes vão danificar os vasos sanguíneos, e reduzem a capacidade de contração cardíaca, resultando em doença cardio-pulmonar severa.

Se estiverem presentes vermes adultos (5 a 7 meses pós infecção) de ambos os sexos, estes irão acasalar e produzir microfilarias.

As microfilarias podem provocar uma reação do sistema imunitário, que poderá causar danos em outros órgãos.

O ciclo de vida continua quando um mosquito pica um animal e fica infectado com as microfilarias.

Após o desenvolvimento das microfilarias em larvas infectantes dentro do mosquito, estas tornam-se capazes de infectar novamente um outro animal.

As larvas adultas podem sobreviver durante 5 a 7 anos em cães e vários meses em gatos.
Sinais clínicos de Dirofilariose


Se um cão foi recentemente infectado, ou se a infecção for ligeira, o animal pode não apresentar sinais de doença até que os vermes adultos se desenvolvam nos pulmões e se observem sinais.

À medida que a doença progride, os cães podem apresentar tosse, letargia, perda de apetite ou desenvolver dificuldades respiratórias.

Os donos podem aperceber-se de que os animais se cansam rapidamente mesmo depois de um exercício ligeiro.

Os sinais de dirofilariose em gatos incluem tosse, stress respiratório e vómito.

Em casos raros, os gatos podem morrer subitamente de dirofilariose.

Diagnóstico

Todos os cães, apesar da idade, sexo, ou do ambiente em que vivem, são susceptíveis de apanharem dirofilariose, assim como os gatos, quer vivam dentro ou fora de casa.

Uma vez que a dirofilariose é transmitida por mosquitos, qualquer animal exposto aos mosquitos deve ser testado, inclusive os que saem apenas ocasionalmente.

Existem vários testes disponíveis para detectar a presença de vermes adultos (> 6 meses pós infecção) no cão.

Teste para antígenos, detectam a presença de vermes adultos fêmeas, e os testes de anticorpos, detectam se o cão foi ou não exposto à dirofilariose.

O teste de antígenos é bastante sensível sendo o que se realiza mais frequentemente.

Outros testes de diagnóstico, tais como radiografias, hemograma e análises bioquímicas, e ecocardiografia, podem ser necessários para confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade da doença e determinar o melhor plano de tratamento para o animal.

O diagnóstico de dirofilariose em gatos é mais difícil do que em cães.

Em geral, tanto o teste de antígenos como de anticorpos é recomendado no caso dos gatos, uma vez que aumenta a probabilidade de detectar a presença de dirofilárias.

Tratamento

Tal como todos os problemas de saúde, é melhor prevenir a dirofilariose do que ter de tratar.

O risco do tratamento da dirofilariose é substancial. No entanto as complicações são pouco prováveis em animais saudáveis e cujas recomendações do veterinário são respeitadas.

O objectivo do tratamento da dirofilariose é eliminar os vermes adultos e as microfilárias presentes no animal, com a maior segurança possível.

Quando um animal é tratado é muito importante ter em conta que as dirofilárias vão morrer dentro dos pulmões do cão.

O tratamento requer repouso absoluto durante todo o tratamento e muitas vezes até após o tratamento.


A imagem é de um cão mas o mesmo ocorre com o gato.


Adicionalmente pode ser necessária medicação para controlar a reacção inflamatória, uma vez que as dirofilárias morrem e se desintegram dentro do animal.

Atualmente não existe nenhum tratamento totalmente eficaz e seguro para o tratamento da dirofilariose em gatos.

Se um gato for diagnosticado com dirofilariose, podem utilizar-se medicamentos para reduzir a resposta inflamatória, assim como cirurgia para remoção dos vermes.

Prevenção da Dirofilariose

A prevenção da Dirofilariose é quase 100% eficaz, em cães e em gatos.

Existem vários medicamentos para prevenção, em diferentes apresentações.

O melhor método de prevenção deve sempre ser recomendado de acordo com o modo de vida do animal.

Os medicamentos preventivos não eliminam os vermes adultos, e não tratam a dirofilariose nem previnem os sinais da doença se existirem adultos no coração do animal.

Por esta razão é sempre recomendável fazer um teste de diagnóstico antes de iniciar qualquer programa de prevenção.


Zoonoses – O que posso pegar do meu gato?


O que é zoonose?

A maioria das doenças infecciosas de felinos acomete apenas felinos e a maioria das doenças infecciosas de humanos acomete apenas humanos. As zoonoses são doenças que são transmitidas dos felinos para os humanos. A possibilidade de você contrair doenças de outras pessoas é maior que do seu gato. O risco de zoonose diminui com precauções simples como higiene, limpeza da caixa de areia e prevenção de pulgas e outros parasitas

Como as zoonoses são transmitidas?

A transmissão de uma zoonose ocorre quando a pessoa apresenta contato direto com secreções ou excreções (como saliva ou fezes) de um gato infectado. Também ocorre com o contato com água ou alimento contaminado por um gato infectado. Muitas zoonoses podem ser transmitidas por pulgas e carrapatos para uma pessoa ou gato de outro animal.

Quem está sob risco de infecção?

A maioria das zoonoses apresenta risco mínimo, embora algumas pessoas sejam mais predispostas às infecções. Aquelas que apresentam um sistema imunológico imaturo ou deficiente como crianças e idosos, indivíduos portadores de HIV (vírus causador da AIDS) ou que estejam passando por quimioterapia, tem chance maior de ter uma zoonose.

Quais são as zoonoses mais comuns?

Infecções bacterianas

A doença da arranhadura do gato, também chamada de Bartonelose, é a zoonose mais comum relacionada ao gato. Pode ocorrer quando a pessoa é mordida ou arranhada por um gato infectado. Pulgas podem estar envolvidas na transmissão da doença. Pessoas com a doença da arranhadura do gato podem ter aumento de linfonodos (principalmente na região de cabeça e pescoço), febre, dores de cabeça, dores musculares e articulares e diminuição de apetite. Os gatos infectados são aparentemente saudáveis e antibióticos não são confiáveis para curar a infecção, por isso, não são indicados. Evitar mordidas e arranhões (por exemplo, não permitir que crianças brinquem com gatos de forma rude), controlar pulgas e manter os gatos dentro de casa reduz o risco da doença da arranhadura do gato.

Salmonelose, outra doença bacteriana comum, pode causar febre, diarreia e dor gástrica de 1 a 3 dias após a infecção. A infecção pode passar sozinha, mas algumas pessoas precisam ser hospitalizadas quando a diarreia é muito intensa ou quando a infecção passa para outros órgãos. A infecção ocorre com a ingestão de alimento contaminado, como frango e ovos mal cozidos. Felinos e outros animais, mesmo os que aparentam estar saudáveis, podem transmitir Salmonela pelas fezes. Gatos que se alimentam de carne crua ou aves e animais silvestres tem mais chance de carrear Salmonella. A infecção dos gatos pode ser evitada mantendo-os dentro de casa e oferecendo apenas alimento cozido ou ração industrializada. Já a infecção humana pode ser prevenida usando luvas no momento da limpeza da caixa de areia (principalmente de gatos com diarreia) e lavando as mãos logo após a limpeza.

Infecções parasitárias

Parasitas internos, conhecidos como vermes intestinais (como Toxocara sp e Ancylostoma sp), podem ser transmitidos pelos gatos. Crianças apresentam maior predisposição pelo contato direto com o solo contaminado. Larva migrans visceral é uma doença grave que pode afetar os olhos e outros órgãos e ocorre com a ingestão de ovos de Toxocara sp. Larva migrans cutânea, mais conhecida como “bicho geográfico”, é causada pelo contato da pele com o Ancylostoma sp no solo. Higiene adequada como lavar as mãos antes das refeições, limpeza do solo, reduzir a exposição de crianças às fezes dos gatos (cobrindo os tanques de areia em parques infantis quando não estão sendo usados) podem prevenir a infecção. Tratamento anti-parasitário dos felinos pode reduzir a contaminação ambiental e o risco de infecção humana.

As pulgas são os parasitas externos mais comuns dos gatos. Elas não sobrevivem nos humanos, mas suas picadas causam coceira e inflamação. As pulgas também são vetores da doença da arranhadura do gato e de outras zoonoses. Gatos infectados por pulgas podem ter vermes pela ingestão destas quando o gato esta se limpando, se lambendo. Crianças, raramente, também podem ter vermes se ingerirem pulgas.

Infecções fúngicas

Dermatofitose é uma infecção de pele causada por fungos. Gatos infectados comumente são oriundos de locais com uma concentração alta de gatos. Nos gatos, a lesão de pele pode ser seca, arredondada, sem pelos, acinzentada e descamativa. Nos humanos, observamos uma lesão avermelhada, arredondada que apresenta bastante coceira. As crianças tem maior predisposição. É transmitido pelo contato direto com animais contaminados ou com fômites (objetos contaminados pelos fungos). Esporos fúngicos podem sobreviver no ambiente por meses e são de difícil erradicação.

Infecções por protozoários

Protozoários são organismos unicelulares. As três infecções mais comuns em humanos e gatos são 

Criptosporidiose, Giardiose e Toxoplasmose. Criptosporidiose e giardiose podem causar diarreia em humanos e gatos. Estes podem se infectar da mesma fonte, como por exemplo, água contaminada. Aconselha-se fazer exames de fezes anuais dos gatos. As medidas preventivas são usar luvar ao limpar a caixa de areia, lavar as mãos após a limpeza, beber apenas água filtrada ou fervida.

Toxoplasmose é causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Pessoas com sistema imunológico deficiente e crianças que suas mães foram infectadas durante a gravidez, podem apresentar doença grave. Pessoas são comumente infectadas comendo carne mal cozida ou crua e vegetais mal lavados e mal cozidos de solos contaminados. 

Infelizmente, mulheres grávidas e indivíduos imunossuprimidos são, na maioria das vezes, advertidos e aconselhados por profissionais da saúde a retirar seus gatos de casa para reduzir a chance de infecção, mas é improvável que pessoas sejam infectadas pelo contato direto com seus gatos. Gatos podem adquirir o parasita comendo roedores infectados, aves, ou qualquer alimento contaminado com fezes de um gato infectado. 

Um gato infectado pode eliminar o parasita nas fezes por até 2 semanas. O parasita necessita de 1 a 5 dias para se tornar infectante. Ele pode persistir no ambiente por muitos meses e se manter infectante no solo, água, jardins, caixas de areia, ou qualquer local que o gato defeque. Higiene básica pode prevenir toxoplasmose. Usar luvas enquanto manipula material potencialmente contaminado (jardinagem, manipulação de carne crua) e lavar as mãos após tais tarefas. 

Evite comer carnes mal passadas e lave bem verduras e frutas antes de comer. A água deve ser fervida ou filtrada antes de ser bebida e tanques de areia de crianças devem ser cobertos enquanto não são usados para evitar que gatos de rua defequem no local. Mulheres grávidas e pessoas imunossuprimidas estão a salvo quando outros membros da família limpam a liteira

Infecções virais

A maioria dos vírus infecta apenas seu hospedeiro natural. Viroses humanas, como estas que causam gripe, infectam apenas humanos, enquanto o vírus da imunodeficiência felina (FIV), vírus da peritonite infecciosa felina (PIF) e vírus da leucemia felina (FELV) infectam apenas gatos. Embora, um vírus que pode ser transmitido de um gato a um humano é o da raiva, doença viral resultante de uma mordida de um animal infectado. Gatos são muito suscetíveis a raiva, ocorre alteração de sistema nervoso central, causando vários sinais neurológicos. Raiva é quase sempre fatal. 

Em pessoas, a infecção pelo vírus da raiva ocorre, comumente, com a mordida de um animal. Para proteger a vida humana, a vacinação anti rábica é exigida por lei. Mesmo que o seu gato seja mantido dentro de casa, é importante manter a vacina atualizada, pois gatos podem escapar de casa, além de morcegos conseguirem entrar por frestas e janelas. Para reduzir o risco de raiva, evite o contato com animais silvestres. Vá ao médico imediatamente se for mordido por um animal.

O que pode ser feito para se proteger das zoonoses e proteger seu gato:

- lavar as mãos antes de comer e após manipular um gato
- agende avaliação com um Médico Veterinário anualmente e faça exames de fezes de seu gato
- procure cuidados veterinários para gatos doentes
- mantenha a vacina contra raiva atualizada
- faça medicação para prevenção de pulgas e carrapatos mensalmente
- evite deixar seu gato lamber seu rosto, alimentos ou pratos
- mantenha os gatos dentro de casa
- procure um médico se um gato te morder
- alimente os gatos com alimento cozido ou industrializado
- limpe a caixa de areia diariamente
- limpe periodicamente a caixa de areia com água fervente e detergente
- use luvas quando estiver praticando jardinagem ou manipulando carne crua. Lave as mãos após estas atividades.
- cubra os tanques de areia de crianças quando não estiverem usando
- lave frutas e legumes antes de comer
- filtre ou ferva água antes de beber
- não coma carne crua


quinta-feira

Toxoplasmose


Toxoplasmose é uma doença infecciosa, congênita ou adquirida, causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii, encontrado nas fezes dos gatos e outros felinos. Homens e outros animais também podem hospedar o parasita.

A toxoplasmose pode ser adquirida pela ingestão de alimentos contaminados — em especial carnes cruas ou mal passadas, principalmente de porco e de carneiro, e vegetais que abriguem os cistos do Toxoplasma, por terem tido contato com as fezes de animais hospedeiros ou material contaminado por elas mesmas.

A toxoplasmose pode ser transmitida congenitamente, ou seja, da mãe para o feto, mas não se transmite de uma pessoa para outra.

Seu diagnóstico é feito levando em conta exames clínicos e exames laboratoriais de sangue.

Sintomas

A toxoplasmose pode ser uma doença absolutamente assintomática ou provocar quadros graves no miocárdio, fígado e músculos, encefalite e exantema máculo-papular (vermelhidão pelo corpo em forma de pequenas manchas e pápulas).

No caso de haver sintomas, merecem destaque:

* Febre;

* Manchas pelo corpo;

* Cansaço;

* Dores no corpo;

* Linfadenopatia, ou seja, ínguas espalhadas pelo corpo;

* Dificuldade para enxergar que pode evoluir para cegueira;

* Lesões na retina.

Tratamento

Em caso de pacientes soropositivos, o tratamento é indispensável, pois a forma disseminada da doença pode envolver retina, pulmões, cérebro, pele, músculos, fígado e coração. Pacientes com Aids requerem tratamento e atenção especial para controlar a progressão da depressão imunológica associada à doença.

Recomendações

* Evite contato com fezes de animais, especialmente de gatos ou outros felinos;

* Tenha cuidado com a higiene das mãos e dos utensílios de cozinha quando estiver lidando com alimentos;

* Não coma carne mal passada nem vegetais mal lavados;

* Não se descuide do acompanhamento pré-natal, se você estiver grávida. Toxoplasmose é uma enfermidade grave durante a gestação;

* Gestantes precisam estar atentas, principalmente se tiverem contato com gatos. Medidas especiais de higiene são fundamentais nesses casos.



As principais doenças transmitidas pelos gatos, através das fezes, saliva ou pelos, são:

Toxoplamose
Dermatomicose ou “Tinha”
Sarna Sarcóptica
Micose subcutânea
Esporotricose
Toxocariose
Ancilostomíase

Os gatos causam mais alergias do que os cachorros, porque produzem uma proteína chamada Glucoproteína, que desencadeia uma série de sintomas alérgicos, como espirros, inchaços na pele, problemas respiratórios ou a asma. A única espécie de gato que não produz essa proteína é o gato Siberiano.

É preciso ter alguns cuidados ao decidir ter um gato como animal de estimação. Verifique se as vacinas estão todas em dia e leve o animal ao veterinário com regularidade, para garantir a vida saudável do animal e de toda a família.


sábado

RAIVA


A raiva é uma zoonose causada por vírus, que é transmitida ao homem por animais mamíferos. É uma doença mortal para os animais e seres humanos.

No Brasil, a raiva humana ainda faz vítimas, representando um sério problema de saúde pública.

No Estado de São Paulo, todos os anos, cerca de 50 a 60 mil pessoas são atacadas por animais.

TRANSMISSÃO

A transmissão da raiva acontece quando um animal infectado deposita o vírus existente em sua saliva em ferimentos e mucosas de pessoas, através de mordidas, arranhões ou lambidas.

Para o homem, o principal transmissor da raiva é o cão, vindo a seguir o gato. Atualmente o morcego vem se tornando um importante transmissor, principalmente o morcego hematófago. Eles atacam preferencialmente os animais herbívoros, e ocasionalmente o homem, e transmitem a doença, mesmo sem apresentar sinais indicativos, mantendo assim a cadeia de transmissão.


SINAIS INDICATIVOS DA RAIVA ANIMAL 

Existem dois tipos de raiva:

1) Raiva furiosa

. Comum nos animais carnívoros, apresentando o seguinte quadro:

. Mudança de comportamento

. Tornam-se agressivos, mordem pessoas e objetos, ou ficam tristes, procurando lugares escuros.

. Ficam de boca aberta, com baba.

. Apresentam dificuldade para engolir (parecendo engasgados) ou mudam o hábito alimentar.

. Apresentam paralisia das patas traseiras, "descadeirados".

. No caso dos cães, o latido torna-se diferente do normal, parecendo um "uivo rouco".


2) Raiva paralítica

. Comum nos animais herbívoros, apresentando o seguinte quadro:

. Mudança de hábito e comportamento

. Andar cambaleante e postura anormal, com paralisia das patas traseiras.

. Salivação abundante.

. Dificuldade para engolir e mudança do hábito alimentar.

. Fezes ressecadas e micções freqüentes.

. Aparecimento de agressividade, principalmente em cavalos.

Importante

. Existem doenças com sintomas semelhantes aos sinais acima descritos. Somente um veterinário pode fazer o diagnóstico diferencial.


O QUE FAZER QUANDO AGREDIDO POR ANIMAL

. Lavar imediatamente o ferimento com água e sabão, e procurar com urgência o Serviço de Saúde mais próximo.

. Não matar o animal, e sim, deixá-lo em observação durante 10 dias, recebendo água e alimentação normalmente (mesmo se ele for vacinado), para que se possa identificar qualquer sinal indicativo de raiva.

. O animal deverá ficar em local seguro, para que não possa fugir ou atacar outras pessoas e animais.

. Se o animal adoecer, morrer, desaparecer ou mudar de comportamento, voltar imediatamente ao Serviço de Saúde.

. Nunca interromper o tratamento preventivo sem ordens médicas.


MEDIDAS DE PREVENÇÃO 

. Vacinar os animais todos os anos ( a partir dos 4 meses de idade).

. Manter o cão no domicílio, para que ele não tenha contato com animais vadios, que são os principais transmissores da raiva em área urbana.

. Controlar os focos de transmissão de raiva através da vacinação de animais em área onde ocorreu caso de raiva animal.

. Identificar e controlar as colônias de morcegos.

. Usar coleira/guia no cão, ao sair para passeio.

EVITE

. Tocar em animais estranhos, feridos e doentes.

. Perturbar animais quando estiverem comendo, bebendo ou dormindo.

. Separar animais que estejam brigando.

. Entrar em grutas ou furnas, e tocar em qualquer tipo de morcego.

ATENÇÃO 

. A vacinação contra a raiva é obrigatória pela lei brasileira e deve ser anual, NÃO existe mês específico para a sua aplicação, o animal pode ser vacinado em qualquer época, desde que acima de 4 meses de idade.

. Além da vacina anti-rábica, outras vacinas são extremamente importantes para a saúde de seu animal e conseqüentemente, para o proprietário. A partir de 2 meses de idade, deve-se iniciar a aplicação da vacina óctupla, em 3 doses, uma por mês, e depois, reforço anual.

Em caso de dúvida consulte sempre o seu veterinário.