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quarta-feira

A IMPORTÂNCIA DE DESPARASITAR SEU GATO



É muito repugnante pensar em vermes vivendo no intestino de seu gato. Pior do que pensar, é que os vermes podem estar fazendo seu gato ficar doente, impedindo seu corpo de absorver nutrientes.
Sejam gatos apenas com acesso ao interior de nossas casas, sejam gatos com acesso ao ar livre é altamente recomendado que sejam desparasitados regularmente. Parasitas podem ser transmitidos através das pulgas ou mesmo da sola de nossos sapatos.

Tipos de vermes – Vermifugação dos gatos

Os gatos podem ser infectados por diversos tipos de vermes, mas os quatro mais comuns são nematodas (lombrigas), ancilostomídeos (os causadores do amarelão), cestodas (tênias) e outros parasitas cardíacos.

Saúde do gato

Alguns vermes são perigosos não só para o gato, mas também para humanos (no caso das zoonoses) e outros animais de estimação. Por isso, é preciso desparasitar filhotes, gatos adotados recentemente e animais com sintomas. Além do mais, é necessário conversar com o veterinário sobre medidas de prevenção e controle.

Quais são os sintomas de infestação de vermes em gatos?

Em geral, os sintomas de parasitas intestinais em gatos serão semelhantes em todos os tipos de parasitas. Tipicamente os gatos, exibem sinais como: vómitos, às vezes vomitam vermes ou segmentos de verme, diarreia com ou sem vermes ou segmentos de verme (ténias) nas fezes.
Os parasitas internos podem ser mais preocupantes em gatinhos mais jovens devido ao seu pequeno tamanho. Com gatinhos, os sinais mais comuns de parasitas intestinais incluem crescimento lento, pêlo opaco, garras fracas e finas, falta de energia, pouco brincalhão, barriga visivelmente estendida.

O verme afeta os seres humanos?

Sim, podem ser transmitidos de animais para humanos. As pessoas podem se infectar com lombrigas quando ingerem ovos infectantes do solo ou suas mãos tocam num objeto contaminado. Pode reduzir o risco de infecção parasitária para sua família, eliminando o parasita de seus animais de estimação.

Um programa regular de desparasitação ajudará a mantê-lo saudável.

Até que seu gatinho tenha quatro meses de idade, ela irá precisar ser desparasitado a cada duas semanas. Gatinhos apanham vermes muito facilmente, e podem ter muitas dificuldades em se livrar deles o que terá graves efeitos para a sua saúde. Uma vez que seu gatinho começa a crescer, irá criar uma maior resistência e não precisará ser desparasitado tão frequentemente.

Um gato que tenha acesso ao ar livre é exposto a pulgas e carrapatos deverá ser desparasitado a cada dois a três meses, enquanto um gato de interior só precisará ser desparasitado a cada quatro a seis meses.

Explique sempre a real situação de vida do seu gato para o seu veterinário para que ele possa sempre recomendar o melhor desparasitante e quantas vezes seu gato precisa ser desparasitado.

Desparasitantes:

Em comprimidos

Toda a medicação que vêm em forma de comprimido não são o ideal para qualquer dono de gato, pois é realmente difícil fazer com que um gato tome um comprimido. Ao contrário dos cães, eles não são facilmente enganados ao esconder-se o comprimido no seu alimento. Se tiver que usar um remédio em forma de comprimido, gentilmente abra a boca do seu gato, coloque o comprimido na parte de trás de sua garganta e, em seguida, mantenha sua boca fechada sem bloquear o nariz. Afague sua garganta para incentivá-la a engolir. Se jogar o comprimido fora, tente novamente. Os gatos são muito inteligentes quando se trata de evitar o comprimido.

Pasta

Medicação em pasta que não seja suficiente palatável e com cheiro agradável para seu gato, não será igualmente fácil de dar, mas sempre é um pouco mais fácil do que os comprimidos. Siga as instruções de dosagem do fabricante, que geralmente incluem girar um botão em uma seringa cheia de pasta de acordo com o peso do seu gato. Segure delicadamente a boca do seu gato aberta e introduza a seringa entre seus dentes traseiros. Pressione o êmbolo e deposite a pasta na parte de trás da língua. Não coloque demasiado atrás que ele poderá se engasgar. Preste atenção no seu gato para certificar-se que ele engole a maioria da pasta e não joga fora. Se ele jogar fora a maior parte, coloque-a num pau de picolé e espalhe-a na sua língua novamente.

Tratamentos em pipeta

Tratamentos externos em pipeta são o sonho para qualquer dono de gato, especialmente se já teve que lutar para tentar e obter com que seu gato engula um comprimido ou tome a pasta. Basta seguir as instruções do fabricante para a aplicação, que geralmente envolve colocar algumas gotas de solução sobre a pele entre as omoplatas de seu gato. A desvantagem de tratamentos spot para vermes é que eles são geralmente mais caros do que comprimidos e pastas.

Considerações de segurança

Use apenas medicação especifica para gatos.Todo o desparasitante para cães mesmo filhotes é muito forte para seu gato. Se seu gato está doente, se é idoso ou está com peso extremamente baixo, verifique SEMPRE PRIMEIRO com seu veterinário antes de tratá-lo. Pode precisar ajustar a dosagem ou esperar até que ele esteja um pouco mais saudável. Finalmente, verifique as instruções do fabricante para gatinhos. Alguns desparasitantes são feitos apenas para gatos adultos e podem fazer com que gatos fiquem muito doentes.

                                              Desparasitar o gatinho é muito importante!

COMO SABER SE MEU GATO ESTÁ COM VERME



Muitas vezes um animal pode ter vermes mesmo que você não veja qualquer evidência disso. Lombrigas (ascarídeos) tem vários centímetros de comprimento, parecem um espaguete, e podem, ocasionalmente, serem vistos nas fezes ou vômito de um animal infectado; normalmente, porém, você não os verá.

Ancilóstomos e vermes nematódeos são muito pequenos e, praticamente, impossível de serem vistos nas fezes ou vômito.

Os segmentos da tênia podem ser visto; eles parecem com segmentos retangulares se movimentando ao redor da área anal do animal, ou como arroz branco ou sementes pepino ao redor do ânus.

Por isso, basicamente, exceto as tênias, a melhor forma de diagnosticar os vermes em um animal de estimação é fazer um exame de fezes realizado pelo seu veterinário. Em um exame fecal, procuramos os ovos dos vermes no microscópicos. Os ovos não estão sempre presentes nas fezes, mesmo assim o animal pode está com vermes. É por isso que a desparasitação regular é realizada, mesmo que as evidências dos vermes não estejam presentes. Exames fecais ainda devem ser realizados regularmente para detectar a presença de espécies de vermes parasitas, que não podem ser mortos por nossos parasiticidas normais.


                                                    https://tudosobregatos.com.br/

                                                         Cuide do seu bichano!

terça-feira

Saúde dos gatos: o segredo está no ambiente


-Abaixo seguem pontos fundamentais que você deve ter em conta se tem um gatinho:

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- Mantenha locais altos como árvores de gato para que se sinta seguro

- Mantenha sua caixa de areia sempre limpa, eles não gostam de locais sujos

- Coloque sempre uma caixa de areia a mais em relação ao número de gatos

- Coloque potes de água espalhados pela casa

- Os potes de água e comida devem ser de boca larga: eles se incomodam em encostar os bigodes na parede da vasilha, pois são muito sensíveis

- Mantenha água fresca na vasilha

- Vasilha de água de preferência de cerâmica para manter o frescor

- Mantenha brinquedos pelos locais onde eles trafegam na casa para evitar destruição de objetos proibidos

- Cuidado com fios e cabos de equipamentos elétricos

- Apartamentos sempre com tela

- Ração controlada em quantidade, mas à vontade, eles comem de pouco em pouco o dia todo

- Ração apropriada para gatos, balanceadas de acordo com as exigências nutricionais da espécie

Por Danielle Bohnen
* Danielle é jornalista e editora do site 

segunda-feira

Depressão Felina - Como identificar e tratar


Nos dias de hoje, a incidência de problemas de cunho psicológico em humanos é cada vez mais frequente, e se engana quem pensa que esse tipo de complicação não afeta a vida dos animais. Pesquisas específicas chegaram a ser feitas para identificar e provar a existência de tristezas profundas em cães, mas a depressão felina também é uma doença real, e quem tem um gatinho em casa também deve ficar ligado no comportamento do seu pet para evitar um quadro depressivo.

Assim como no caso das pessoas e dos cães, fatores como a perda de alguém querido e períodos de solidão muito longos fazem parte da lista de causas da depressão felina. No entanto, os motivos do desenvolvimento de uma doença desse tipo em animais podem ser muitos e, pelo fato de os gatos serem bastante independentes, os sinais podem levar mais tempo até que sejam notados pelos proprietários do bichano – piorando o quadro de tristeza do pet e, possivelmente, dificultando o tratamento dos sintomas.

Embora os sinais clínicos dos felinos deprimidos sejam, no geral, bastante parecidos com os dos cães acometidos pela doença, o comportamento agressivo e a vocalização exagerada (com miados altos e frequentes) são mais comuns entre os sintomas dos bichanos, que mudam um pouco até a sua fisionomia quando afundados em um estado depressivo.

Conforme sempre ressaltamos, é muito importante que, ao notar qualquer tipo de alteração de comportamento ou sinal atípico no seu pet, um profissional veterinário deve ser consultado, pois, assim como no caso dos cães com depressão, a hipótese de qualquer outro tipo de doença deve ser totalmente descartada para que um diagnóstico preciso seja feito – permitindo que o tratamento ideal seja elaborado e executado no animal.

As causas da depressão felina

Como citamos anteriormente, as razões que levam um gato à depressão podem ser variadas. No entanto, tanto para cães como para os felinos, as mudanças súbitas e bruscas de ambiente ou rotina estão entre os fatores que tem mais chance de incentivar a tristeza profunda nos bichanos.

Mudar de residência ou alterar móveis nos ambientes em que o gato circula já pode ser razão para a tristeza do animal, e a rotina à qual o gato está acostumado deve ser seguida. Perder alguém muito próximo ou um amiguinho felino também são itens de grande relevância para o aparecimento da depressão em gatos, que também podem apresentar sintomas de tristeza nos casos em que um novo bicho de estimação é incluso à família.

O nervosismo dos gatos ao visitar pet shops pode ser um fator de risco para o surgimento da doença e, por serem muito sensíveis, os bichanos que convivem em ambientes e com pessoas de grande nível de estresse também podem ser prejudicados; já que captam todo tipo de vibração ao seu redor.

A ausência de uma dieta balanceada não fica de fora da lista de engatilhadores da depressão felina, pois, a falta dos nutrientes necessários para a saúde dos gatos pode influenciar em alterações hormonais e orgânicas do animal – e este cenário é tido como um facilitador do surgimento de problemas psicológicos. Por considerarem a alimentação como um tipo de entretenimento, os gatos com refeições monótonas e sempre iguais também podem desenvolver um quadro de tristeza.

A falta de liberdade e de passeios tidos como habituais também se apresenta como desencadeador da depressão em gatos, e nos casos de bichanos não castrados, o risco aumenta – já que é muito mais difícil para que o espírito independente dos felinos se acostume em ficar dentro de casa por muito tempo sem a castração.

Bichanos que ficam sozinhos por períodos muito longos de tempo e sem estímulos podem ser igualmente afetados por complicações psicológicas, e os donos de pets devem se atentar a estes fatores para evitar o aumento dos riscos da depressão felina.




Como prevenir a depressão em gatos

Nem sempre é possível prevenir a aparição da depressão felina – tendo em vista que boa parte dos fatores que desencadeiam a doença não podem ser controlados pelos donos do pet. Entretanto, diversas ações podem ser feitas para que se diminuam os riscos do desenvolvimento do problema, e dar atenção constante por meio de carinhos e brincadeiras é o primeiro passo para manter seu bichano alegre.

Apostar na variedade de alimentos (de acordo com uma dieta balanceada, é claro) também pode ser uma boa opção, assim como realizar atividades divertidas junto ao animal com frequência. Manter uma rotina pré-determinada é outro fator importante para a prevenção da tristeza profunda, e evitar mudanças muito grandes de casa e ambiente (quando for possível) é igualmente indicado.

É recomendado que se passe, pelo menos, 30 minutos por dia realizando algum tipo de atividade com o gato e, na ausência de uma companhia durante o dia, pode ajudar bastante que as janelas da casa fiquem abertas (se você morar em apartamento, siga isto somente após proteger as janelas com telas) e o rádio ligado, dando uma sensação mais agradável ao pet. Em conclusão, o que há de mais importante a observar é que, com muito carinho, chamegos e atenção, fica bem mais difícil que o seu felino desenvolva algum tipo de doença psicológica e; portanto, os mimos para seu pet nunca devem cessar.

Sintomas da depressão felina

Boa parte dos sintomas que se manifestam em cães com depressão também podem dar sinais nos gatos que tem a doença, e ficar atento às mudanças de comportamento do seu bichano é fundamental para que seja feito o reconhecimento e o tratamento do problema. Os miados podem ser um bom indicador de alguma complicação relacionada à tristeza na vida dos gatos e, por isso, é preciso prestar atenção no caso de ele passar a miar com uma frequência muito maior (ou menor) que o de costume.

A falta de apetite e a recusa de alimentos também fazem parte dos principais sinais de depressão felina, assim como o uso errado da caixa de areia. Os bichanos – que são tidos como animais extremamente limpos e preocupados com a higiene – passam a urinar e defecar por toda a casa quando estão deprimidos.

Evitar brincadeiras, antigamente adoradas, permanecer isolado e apresentar comportamentos extremamente agressivos também podem ser sinais de alerta para a depressão nos gatos, que também podem passar a se esconder das pessoas e desenvolver doenças de pele em função do seu estado. Em muitos casos, gatos muito tristes passam a lamber sem parar determinadas regiões de seus corpos (como as patas, que são de acesso mais fácil), causando a perda de pêlos na região e, com o passar do tempo, podem aparecer feridas sérias e que precisam de tratamento.

Embora esse conjunto de sinais possa indicar a presença de uma tristeza profunda no bichano, é sempre necessário que uma visita seja agendada com um veterinário para confirmar o diagnóstico e iniciar qualquer tipo de tratamento.

Há casos em que os gatos se isolam, simplesmente, por ser de seu costume, e fazem suas necessidades no lugar errado por outros tipos de problema e doenças; portanto, exames clínicos e laboratoriais devem ser realizados para excluir outras anormalidades antes que uma conclusão seja apresentada, e somente um profissional pode fazer isso da maneira mais adequada.




Tratamento de gatos deprimidos

Embora a adição de um novo pet à família seja tida como um fator de risco para o desenvolvimento da depressão felina, tal ação também pode ser indicada, justamente, para tirar o animal desse estado; já que ter a companhia de outro bichano para brincar pode elevar bastante o nível de felicidade dos gatinhos.

Medicamentos homeopáticos e alopáticos – incluindo antidepressivos - também podem ser indicados para os felinos acometidos pela doença; no entanto, a prescrição de qualquer tipo de medicação deve ser feita, somente, por um veterinário, evitando causar ainda mais problemas para a saúde do pet que já está tristonho.

Cada caso de depressão felina deve ser analisado individualmente para que um tratamento possa ser definido. No entanto, com ou sem a ajuda de remédios; aumentar os carinhos, os mimos e o tempo passado com seu pet é indicado para todos os casos de tristeza em animais, sendo que, em alguns casos, o simples fato de agradar um pouco mais o seu bichano com muito amor e privilégios adicionais (como novos brinquedos e petiscos) já pode ser o suficiente para que ele se sinta bem melhor. 

Médico Veterinário (CRMV- SP 10.687), formado pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia - Unesp com Pós Graduação em Oncologia Veterinária pelo Instituto Bioethicus e Pós Graduação em Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais pelo Instituto Qualittas. Responsável pelo setor de Oncologia Médica e Cirúrgica do Hospital Veterinário Cães e Gatos 24h. Dr. Toyota é integrante da equipe de Veterinários do portal CachorroGato e também responde por dúvidas na ferramenta Dr. Responde.


Petiscos para cães e gatos são saudáveis?


Bonitos e atraentes: cerveja, panetone e até bolo de aniversário passaram a fazer parte do cardápio canino e felino. Iguarias “adaptadas” para o consumo animal que não devem substituir a alimentação, muito menos serem oferecidas aos animais sem controle.

Classificadas como petiscos, essas comidinhas não podem, segundo o professor do Departamento de Nutrição e Produção Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, Márcio Antonio Brunetto, ser definidas de forma ampla (e técnica) como “alimentos especiais” para cães e gatos. “Em sua maioria não são alimentos completos, mas sim desenvolvidos para atrair a atenção dos animais, para agradá-los ou tornar sua alimentação mais parecida com a humana”, explica.

Especialmente quando industrializadas, as guloseimas são apenas itens adicionais no cardápio e não podem corresponder a mais do que 10% da ingestão calórica diária do animal, afirma a zootecnista Andrea De Paula, especialista em comportamento animal. O ideal, porém, é que antes de oferecer petiscos, cada tutor leve o gato ou o cão ao veterinário (preferencialmente se ele for especializado em nutrição) para ser avaliado: “Por exemplo, há cervejas para cães nas lojas, mas se o seu cachorro for alérgico a algum derivado do milho que componha o produto, poderá ser perigoso”, exemplifica De Paula.

Todavia, o professor da USP lembra que alguns petiscos têm propósitos importantes, como biscoitos e palitos assados, produzidos comercial ou artesanalmente, com adição de nutracêuticos (substâncias nutrientes com efeitos terapêuticos ou farmacêuticos), que auxiliam no controle da saúde oral dos cães. Mas mesmo nestes casos, a oferta deve ser parcimoniosa.


Hora da fome

Na hora de alimentar seu animal doméstico, lembre-se: o petisco vem por último. Todo cão ou gato deve ser nutrido de forma completa e balanceada, de acordo com a fase da vida em que está (filhote, adulto, idoso, e para as fêmeas: gestação e lactação), ou seja, ao menos 90% de tudo que o animal come tem que ser saudável e próprio para sua idade. “O cuidado é eficaz para evitar deficiências nutricionais e obesidade. Esta doença, aliás, acomete aproximadamente 50% dos cães e gatos atualmente”, alerta Brunetto. Quer agradar o cãozinho ou gatinho? De forma geral, frutas e legumes são bem vindos, com algumas exceções e podem ser oferecidos como “presentinhos” para cães e gatos.

Se o criador quer oferecer uma guloseima “especial”, os veterinários afirmam que variedades industrializadas, quase sempre, apresentam mais quantidade de aditivos químicos, sódio e conservantes. Se o animal é saudável, a zootecnista Andrea De Paula limita a indicação a uma vez por mês. Animais com problemas no coração, alérgicos ou diabéticos têm o consumo vetado.

As opções de petiscos ditos “naturais”, que o Brunetto prefere chamar “caseiros” – pois geralmente são fabricados por pequenas empresas – são menos agressivas, mas também devem ser consumidas com cuidado. Muitos não utilizam corantes nem conservantes, são feitos com matérias-primas orgânicas e integrais, mas mesmo assim devem se manter no limite de até 10% do total da alimentação. Ao comprar variedades orgânicas, porém, atente-se para o prazo de vencimento: ele é reduzido. Também procure informações sobre a empresa produtora. É importante que um especialistas em nutrição animal oriente e se responsabilize pelas receitas, assegurando a qualidade e a segurança para o consumo animal.


Brigadeiro e outros “doces”

É comum ter alfarroba (foto) e essência de baunilha para imitar os doces – lembre-se: é proibido dar chocolate aos animais! Muitas vezes contém frutas secas, aveia e mel. Ainda sobre a alfarroba: quase tudo que é feito para animais imitando o chocolate tem essa vagem comestível, mas no alimento industrializado o produto não faz tão bem, por conter conservantes e corantes adicionados. Portanto, fique atento.


Cerveja

É um caldo de carne engarrafado, só que pode conter componentes vindos do milho (cuidado! Alguns animais são alérgicos), sem contar o óleo do próprio milho ou da soja (para engrossar o caldo). Uma vez por mês é mais que suficiente.



Muffins, bolinhos e panetones

Há versões caseiras e industrializadas e, neste último caso, atenção: podem conter muita farinha branca ou de arroz, derivados do milho, da soja, além de açúcares e conservantes. Já os “orgânicos” são feitos apenas com farinha integral, não contém sódio e, quase nunca levam açúcar (e quando contém, há preferência pelo mascavo ou pelo mel). Há versões com frutas secas naturais e outras com flocos de carne desidratada (geralmente industrializados). Os mais recomendados são feitos de massa de cenoura ou de batata doce.

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Sorvete

É pouco indicado, segundo os veterinários. É feito de alfarroba com essências que dão sabor, como a de morango. Geralmente tem muito sódio, açúcar e é pouco saudável. Além disso, pode conter derivados do leite, que podem ocasionar diarreias no animal. Há versões que garantem estarem de acordo com as normas do Ministério da Agricultura e não conterem gordura, açúcares ou lactose. Tá na dúvida? Faça um suco de fruta (sem açúcar, claro!) e congele. Os animais adoram!

quarta-feira

O Gato Alérgico!


Os gatos podem sofrer de vários tipos de alergias. Um gato alérgico, geralmente possui mais de uma alergia. As alergias dos gatos possuem causas semelhantes as das alergias humanas.

Alergia respiratória

É causada por partículas em suspensão, como pólen, que irrita as vias aéreas e os pulmões. Também pode ter como causa: fumo, fumo de cigarro, purificadores de ambiente em aerossol, perfumes.

Pode causar descamação, pústulas, ou áreas ulceradas na pele, associadas aos sintomas asmáticos. O teste para alergia respiratória é feito com Teste Intra dérmico. Também se faz uso de biopsia, em casos mais difíceis.

O Tratamento faz-se com anti-histamínicos e os casos mais severos com corticosteroides, que pode ter efeitos colaterais.

Alergias de contacto 

Se manifestam quando o gato tem contacto prolongado com alguma substância que não tolera. Como por exemplo: plantas, especialmente as de folhas oleosas, limpa-tapete, madeira, poeira doméstica, jornal, carpetes, comedouros de plástico (acne felina), lã, alguns tecidos sintéticos, entre outros. Sinais de alergia: Dermatite, mudanças de pigmentação ou erupções na pele. Ocorrência mais comum no queixo, orelhas, dobras de pele, abdômen, sob as unhas, axilas e ao redor do ânus.

Alergias a drogas e medicamentos 

Alguns gatos reagem mal a certas drogas como antibióticos e anestesia. Medicamentos que podem causar erupções de pele: penicilina, tetraciclina, neomicina, vacina para panleucopenia. Cada droga causa sintomas diferentes, e os sintomas diferem de gato para gato. Não há como predizer como um gato reagirá.

Anti-histamínicos ou corticosteroides são usados para eliminação dos sintomas de alergia, após a interrupção do uso da droga.

Alergia à comida 

Entre 5 e 10% das causas de alergias. Assim como as alergias por contacto, a alergia à comida se manifesta como dermatite e intensa comichão, mas em alguns casos pode ocorrer vomito e diarreia. Também pode apresentar oleosidade excessiva na pele, inflamação de ouvido ou queda de pêlo. Os gatos têm alergia alimentar, não tanto com relação as substâncias químicas preservativas, mas aos grãos, carne e lacticínios usados na sua fabricação. A alergia à comida não aparece do dia para a noite. Pode levar de 1 a 10 anos de exposição para ocorrer. Mais de 80% dos gatos com alergia alimentar ingeriu a substância por mais de 2 anos.

Teste para alergia alimentar deve ser feito em gatos com qualquer sinal crônico de alergia. O teste é feito, dando uma única fonte de proteína que o gato ainda não tenha comido antes. Já existem rações hipo alérgicas, a base de borrego, coelho e outras carnes que não são normalmente utilizadas na fabricação de ração para gatos, mas que têm menos riscos de alergia. Após 8 semanas já se pode dizer se o animal é ou não alérgico.

sábado

Tumores Mamários em Gatos!


Os tumores da glândula mamária são os tumores mais comuns nos animais de companhia. Estima-se que estes tumores ocorram aproximadamente em 0,2 % das fêmeas, sendo cerca de metade malignos, tendo maior hipótese de se espalharem para outras partes do corpo. 

A maioria dos tumores mamários aparece como nódulos nas glândulas mamárias, associado ou não a aumento da glândula mamária, sendo somente possível diagnosticar a malignidade (ou não) do processo, após exame microscópico das lesões em questão. Os tumores mamários malignos, também chamados de “cancro da mama” podem ser subclassificados em vários tipos de carcinomas, adenocarcinomas, tumores mistos malignos, ou sarcomas.


Diagnóstico

Quando um tumor mamário maligno é diagnosticado num animal, é aconselhável realizar uma série de exames para permitir saber o estado de evolução do cancro, ou seja, saber se as células tumorais metastizaram (espalharam) para outras partes do corpo e o seu grau de extensão. Estes testes podem incluir radiografias torácicas e abdominais e/ou ecografia abdominal. 

Os locais mais comuns de metástases deste tipo de tumor são os pulmões e os linfonodos. Este tipo de exame permite detectar a existência de nódulos tumorais nos diferentes orgãos do corpo, sendo, no entanto, impossível de detectar nódulos com o tamanho inferior a 0,5cm, aproximadamente.


Tratamento

A remoção cirúrgica do (s) tumor(es) é o tratamento de eleição para os tumores mamários, sejam eles benignos ou malignos, que não se tenham alastrado para além das glândulas mamárias e linfonodos adjacentes.

A maioria dos tumores benignos são curados por cirurgia e aproximadamente metade dos malignos também o são, quando são removidos antes de haver metastização das células tumorais. Os tumores maiores que 3cm e de maior grau têm maior probabilidade de recorrência (70% no espaço de um ano) que os mais pequenos e de menor grau de malignidade (recorrência de 30% num ano).

Ainda não foi definido um protocolo de quimioterapia que seja efetivo para este tipo de tumores, sendo somente reservado para aqueles casos em que os tumores não podem ser removidos por cirurgia.


Prevenção

É importante realçar que os tumores mamários podem ser prevenidos através da realização da ovariohisterectomia (esterilização) em idade jovem. 

O risco de desenvolvimento de tumores mamários é de cerca de 0,05% nas fêmeas esterilizadas antes do primeiro cio, 8% entre o primeiro e o segundo cio, e 26% naquelas que foram esterilizadas após o segundo cio, sendo muito aconselhável realizar a esterilização precoce naqueles animais que não têm fins reprodutivos. 

A administração de anticonceptivos hormonais (pílulas e injeções contra o cio) aumenta consideravelmente o risco de cancro da mama no seu animal e devem ser evitados.

terça-feira

Diabetes em gatos: causas e características


A diabetes mellitus é um problema muito complicado e bastante comum em gatos mais velhos. Estima-se que ocorra em, aproximadamente, 1 em cada 400 gatos. A diabete é, às vezes, referida como “doença do açúcar” por causa da alteração do nível de açúcar no sangue de animais com a doença.

Como ocorre a diabetes mellitus?

No pâncreas, certas células chamadas de “células-beta” produzem insulina. A quantidade de insulina produzida é determinada pelo nível de glicose (açúcar) no sangue. Uma pequena área do cérebro denominada hipotálamo é responsável pelo regulamento da glicose e do apetite. A insulina é necessária para a glicose entrar nas células do corpo, incluindo as células do hipotálamo. Normalmente, quando o nível de glicose está elevado (como após uma refeição), a insulina é liberada, o que permite que mais glicose penetre nas células do hipotálamo, elas, por sua vez, respondem pela diminuição da sensação de fome. Como o nível de glicose do sangue diminui e as células do hipotálamo têm menos açúcar disponível, o hipotálamo sinaliza o corpo para sentir fome novamente.


Diabetes mellitus resulta de uma quantidade insuficiente de insulina a ser liberada pelo pâncreas, ou da liberação anormal de insulina em conjunto com uma resposta inadequada das células do corpo à ação da insulina. Em ambos os casos, a glicose no sangue não pode penetrar nas células do corpo. Na diabetes, embora o nível de glicose no sangue possa ser alto, as células do hipotálamo não recebem nenhuma glicose. As células do hipotálamo, então, continuam a enviar sinais ao corpo que está com fome. Portanto, o gato come mais, mas, mais uma vez, a glicose não consegue penetrar nas células e se acumula na corrente sanguínea, às vezes a um nível perigoso. Embora o gato possa comer mais e mais, a glicose não pode ser usada pelo corpo e o gato pode perder peso.

Danos às células beta podem ocorrer como resultado de uma substância proteica chamada amiloide, depositada em e ao redor das células. O amiloide em torno das células pode bloqueá-las de um bom suprimento de sangue, e a amiloide nas células pode prejudicar sua função e até mesmo causar a morte das células. Continuar as pesquisas sobre o papel que a amiloide desempenha no desenvolvimento do diabetes mellitus em gatos, nos fornecerá informações importantes em relação à previsão, prevenção e tratamento do diabetes em gatos.


Quais gatos são mais propensos a desenvolverem diabetes?

A causa exata da diabetes é desconhecida, mas sabemos que é mais comum na meia idade de gatos obesos. Os machos têm quase duas vezes mais probabilidades de desenvolverem diabetes do que as fêmeas. Doença prévia no pâncreas, genética, desequilíbrios hormonais, infecções e algumas medicações também podem desencadear o problema.


 

Ruídos podem provocar convulsões em gatos mais velhos, diz estudo


Ruídos agudos não são grandes aliados desses felinos, segundo estudo 
(Foto: Fabio Rodrigues/G1)

Gatos mais velhos podem ter convulsões após ouvirem determinados sons agudos altos como chaves chacoalhando, papel alumínio sendo amassado, ou uma colher de metal batendo contra um prato de comida – revelaram pesquisadores na revista especializada em medicina felina “Journal of Feline Medicine and Surgery”.

Até mesmo sons simples, como tocar em um teclado de computador, martelar um prego ou o barulho de um cacarejo poderiam desencadear uma convulsão temporária, principalmente em gatos com idade acima de 10 anos, adverte um relatório publicado.

O estudo começou como uma investigação da entidade Cat Care International, que pediu a neurologistas veterinários relatos de alguns donos de gatos que descreviam ataques incomuns.

Relatos de donos de gatos começaram a se multiplicar depois que a imprensa internacional noticiou sobre o aparente distúrbio chamado “síndrome de Tom e Jerry” – assim chamada por causa do gato Tom, que muitas vezes exibia movimentos súbitos em resposta a ruídos e surpresas de seu rival, o ratinho Jerry.

Agora, o transtorno tem um nome real: crise reflexa audiogênica de felinos (FARS, na sigla em inglês).

Os seres humanos também podem sofrer de crises reflexas audiogênicas, que são desencadeadas por certos sons.

Em alguns casos, os sons podem causar uma pausa súbita em movimento, enquanto que em outros casos os ruídos levam a breves movimentos bruscos que podem durar vários minutos.

Frustração com veterinários

Já que não havia qualquer investigação científica sobre o problema publicada, os autores do estudo, Mark Lowrie e Laurent Garosi, da Davies Veterinary Specialists, e Robert Harvey, da Escola de Farmácia da University College de Londres, elaboraram um questionário que foi entregue aos tutores de gatos pela International Cat Care.

Centenas de pessoas de todo o mundo responderam. Muitos tutores descobriram que os sons eram de fato o gatilho para as crises convulsivas.

Gatos com e sem pedigree foram afetados. “A idade média de início das crises foi 15 anos, com gatos de idade variando entre 10 a 19 anos”, explicou o estudo, acrescentando que os gatos da raça Sagrado da Birmânia tendem a ser particularmente vulneráveis a tais ataques.

“Este estudo definiu uma síndrome previamente não declarada por meio de questionários cuidadosamente selecionados e registros médicos”, disse o relatório.

“A expectativa é que a publicação do documento sensibilize os veterinários sobre esta síndrome”.

Os investigadores continuam a explorar possíveis tratamentos para as convulsões, que muitos tutores de animais disseram que podem ser evitadas, pelo menos uma parte do tempo, mantendo os gatos a distância de certos sons.

quinta-feira

Vômitos em Gatos


Todo tutor de gatos já se deparou com uma surpresa não muito agradável - o vômito - em alguns lugares também não muito comuns. Esta é uma queixa bastante recorrente, especialmente na clínica de felinos. Na maioria das vezes há raros episódios, com intervalos de tempo espaçados e que normalmente não têm muito significado clínico quando não estão acompanhados de outros sintomas. Porém, se seu bichano vomita pelo menos uma vez por semana, é necessário levá-lo ao veterinário para um check-up e tentar descobrir qual a causa deste sintoma. Observe qual o conteúdo do vômito e se há algum outro sintoma, como a perda do apetite, emagrecimento, diarreia e prostração.

Estamos falando aqui de ocorrências únicas diárias de vômitos, alternadas com grande espaço de tempo sem qualquer alteração (quadro crônico), e não quando seu gato começa a vomitar várias vezes em um mesmo dia (quadro agudo), pois neste caso você deverá levá-lo imediatamente ao veterinário, para que ele não desidrate.

Alguns animais, logo após se alimentarem, expelem o alimento ingerido. Isto é chamado de regurgitação, pois o conteúdo não chegou ao estômago e, normalmente, é eliminado com uma forma cilíndrica (forma do esôfago) e o alimento não está digerido. É comum, após a regurgitação, o gato ingerir este conteúdo novamente (eca! não se assuste, este é um comportamento normal). No caso do vômito, o animal elimina secreção gástrica, a consistência é mais aquosa e pode haver bile, possui um odor um tanto característico e o que foi ingerido por ele se encontra digerido.

A recorrência do vômito em gatos pode ter várias razões, pode não ter significado clínico, ou indicar ingestão excessiva de pelos, por falta de escovação ou por alteração comportamental (o gato arranca os pelos compulsivamente), ou, ainda, por problemas como alergia alimentar, gastrite, ingestão muito rápida de alimentos, lipidose hepática, obstrução intestinal e outros. Vamos comentar aqui as causas mais frequentes.

Pelos: a formação de bolas de pelo no estômago é a principal causa de vômito. Os gatos ingerem pelos ao se lamberem e, algumas vezes, esses pelos causam no estômago alterações na motilidade e irritação da mucosa gástrica (gastrite). A forma simples de se evitar ou minimizar o problema é a escovação diária, a favor e contra o sentido do pelo. Gatos de pelos longos apresentam mais problemas, mas os de pelos curtos padecem do mesmo mal. Além da escovação, há alguns produtos que ajudam o felino a expelir as bolas de pelo.

Alergia alimentar: mudanças súbitas na dieta, como a troca de ração, também podem desencadear vômitos. Observe se a ocorrência do problema está ligada a estas causas e converse com o veterinário. Existem rações hipoalergênicas no mercado (para animais sensíveis), que diminuem ou evitam a intolerância alimentar. Às vezes uma simples mudança de ração já resolve o problema.

Corpo estranho: devido à curiosidade dos gatos, existe a possibilidade de ingestão de objetos que podem obstruir o trato digestivo e ocasionar vômitos. O mais comum é a ingestão de corpos lineares (fios, linhas ou barbantes). Esta é uma condição séria, que requer intervenção cirúrgica, mas que pode se iniciar com vômitos esporádicos. Para o correto diagnóstico são necessários radiografias, ultrassonografia e um exame clínico apurado.

Existem outras causas de vômitos em gatos, como: parasitismo (vermes), pancreatite, distúrbios hepáticos, infecções, medicamentos, toxinas ou plantas. Se você se depara com vômito esporadicamente, mas o apetite, a atividade e o comportamento de seu animal são normais, não há necessidade de preocupação. Faz parte do nosso convívio com eles (embora não seja a parte mais agradável!), mas, se vem acontecendo com frequência, não hesite em contatar o veterinário. Esta é a atitude mais correta a ser tomada. Seu bichano agradece!

Patrícia Nuñez Bastos de Souza 
Médica veterinária

sábado

Após 15 anos, caso de raiva é confirmado em Campinas (SP)


A Vigilância Sanitária de Campinas confirmou o primeiro registro de gato morto por conta de raiva animal. Esse é o primeiro caso registrado em 15 anos. O animal foi encontrado em um bairro que faz limite com Sumaré, mas o local não foi indicado pela administração.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, o animal foi encontrado vivo por uma mulher e levado para o Departamento de Bem-Estar Animal, onde morreu. Os veterinários suspeitaram que o animal poderia ter morrido por conta da doença.

O corpo foi enviado para o Instituto Pasteur. O resultado com a confirmação chegou anteontem na prefeitura, que iniciou uma operação de bloqueio. A partir dos próximos dias, agentes da Vigilância percorrerão a região onde o animal de rua foi encontrado para avaliar os demais animais.

A Prefeitura de Sumaré também foi orientada a fazer o mesmo procedimento. Além da verificação, médicos veterinários receberam um alerta para ficarem atentos a qualquer sintoma da raiva e orientar a Vigilância Sanitária imediatamente. As pessoas que tiveram contato com o gato de rua também devem passar por exames, já que a raiva pode ser transmitida para seres humanos.

A assessoria ressaltou que a raiva não tem cura e qualquer contato com animal contaminado é um risco muito grande.


O presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais de Campinas, Flavio Lamas, apontou dois problemas principais no trabalho contra a doença: as vacinas, que há dois anos não tinham tanta qualidade, e animais que não foram imunizados. “É preciso uma atenção redobrada, porque nos últimos 15 anos não tivemos nenhum caso de raiva animal. Raiva humana não temos desde 1982 em São Paulo. Então, os serviços de saúde e bem-estar animal ficam em alerta. E nós, protetores, preocupados”, disse.

Os principais sintomas da doença nas pessoas e nos animais são a mudança de comportamento, a não alimentação, salivação excessiva e, nos seres humanos, especificamente, causa paralisia muscular e alucinação.

terça-feira

Gato obeso morre após iniciar dieta nos EUA


Um gato que sofria de obesidade mórbida morreu – provavelmente de desgosto – no sábado (6), em Costa Mesa, Califórnia (EUA), depois que veterinários lhe prescreveram uma dieta rígida. Ele pesava 16,3 kg, três vezes o peso normal para a espécie.

Apelidado de Carinha (Little Dude) pelos funcionários do abrigo para animais onde vivia, o gato lutava contra a balança desde agosto do ano passado. “As mudanças pelas quais ele vinha passando, com reeducação alimentar e regime provocaram muito stress no Carinha”, afirmou Cortney Dorney, gerente do abrigo.

O gato, que quase não andava, ficou muito jururu com a dieta, e decidiu fazer greve de fome depois que os cuidadores cortaram a costelinha suína, o cupim assado e a tulipinha de frango do cardápio do Carinha. Para alimentá-lo os veterinários tinham que usar uma sonda.

quinta-feira

Brasileiros não levam animais ao veterinário

 
Presente em 44% dos lares brasileiros, cães e gatos dispõem de uma variedade de produtos e serviços exclusivos em seu benefício, entretanto, a maioria deles não visita um médico veterinário regularmente.

Dos proprietários de animais de companhia, 24% têm o hábito de levar seus bichos de estimação a consultas periódicas. Descontado os proprietários que levam seus pets para tratamentos prolongados este número cai para 11%.

Esse dado foi obtido pelo Radar Pet, um levantamento feito junto a representantes das classes econômicas A, B e C, encomendado pela Comissão de Animais de Companhia (Comac) do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (SINDAN). O resultado da pesquisa revelou que, para muitos proprietários, a atuação desses profissionais se restringe apenas a tratamentos de doenças, embora seu papel seja muito mais amplo, refletindo, inclusive, na saúde dos proprietários e na qualidade da relação entre ambos.

Para o médico veterinário e presidente da COMAC, Luiz Luccas, essa mudança de postura resolveria, por exemplo, questões como a cinomose, uma das mais importantes doenças que acomete os cães e está longe de ser erradicada do país, uma vez que hoje vacina-se apenas 20% da população canina nacional. A cinomose é uma das principais causas de mortalidade precoce de cães no Brasil e motivo de muita dor e preocupação entre os proprietários. O mesmo acontece na hora de orientar procedimentos como vermifugação, utilização de antiparasitários e acompanhamento da carteira de vacinação do animal. Apesar de 74% dos entrevistados afirmarem aplicar antiparasitário e 73% vermifugarem os animais, o médico veterinário deve acompanhar questões relacionadas à dosagem, frequência e procedimentos corretos para administração e, consequentemente, melhor resultado dos tratamentos.

Outro aspecto que reforça este quadro preocupante é que mesmo entre os proprietários da classe A esta proporção ainda é baixa, 14% excluindo os tratamentos prolongados. Visitas periódicas e preventivas aos veterinários podem inclusive reduzir os custos de tratamentos e prolongar a vida do pet com qualidade.

Para fazer com que a maioria dos donos de cães e gatos reconheçam a importância das consultas periódicas ao veterinário, Luccas acredita que há a necessidade de ressaltar, além dos aspectos relacionados à saúde do animal, a importância da relação pet-proprietário. “Os veterinários precisam reconhecer seu papel na relação entre proprietários e seus animais de estimação, valorizando o papel que os animais de companhia estão ocupando na vida das pessoas”, detalha Luccas. Isso deve ser feito a partir da conscientização de que a companhia do cão e do gato pode trazer benefícios e bem estar ao ser humano, especialmente em aspectos relacionadas à saúde e bem estar das pessoas.

Fonte: blog Noticias Pet Animais
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Catarata em Felinos


Os olhos são também chamados de "a janela da alma", mas frequentemente para os proprietários de gatos e seus veterinários os olhos dos gatos são também a janela para o gato todo! Isto significa que invariavelmente as doenças oculares em felinos não são primárias e sim secundárias á doenças sistêmicas.

Muitos processos oculares em gatos são secundários á doenças do trato respiratório inferior, como por exemplo aqueles causados por herpes virus HPV-1, clamydia


A maioria das cataratas em felinos é secundária, e em contraste com o cão, cataratas primárias e hereditárias são raras no gato. Até hoje, todas as cataratas relatadas como sendo hereditárias eram apresentadas de forma congênita. Cataratas secundárias podem ser divididas naquelas associadas a trauma, luxação da lente, uveíte anterior ou glaucoma. 

Cataratas traumáticas são relativamente comuns no gato e frequentemente são sequelas de lesão ocular perfurante, particularmente de garras de gatos. Cataratas traumáticas tendem a ser unilaterais e primariamente na região do trauma. Elas frequentemente estão associadas com sinéquias posteriores também. Cataratas traumáticas geralmente são lentamente progressivas.


Quando a ruptura da cápsula da lente é suficientemente grande, proteínas da lente podem escapar, desse modo causando uveíte grave. 

Cataratas também frequentemente ocorrem como sequela de luxação da lente no gato e aparecem como opacidades corticais, subcapsulares difusas. A causa mais comum de catarata secundária felina é a inflamção do segmento anterior (especialmente os tipos crônicos) e elas estão associadas a sinéquia posterior, rubeosis irides, membranas inflamatórias pupilares e perirídica, e progressão lenta.

Quatro tipos de cataratas metabólicas / tóxicas tem sido relatadas no gato:
1. Aquelas que consistem de opacidade da lente anterior e posterior difusas, bem como vacuolização das suturas e, "Y" posteriores em gatinhos alimentados com sucedâneos lácteos disponíveis comercialmente. 
2. Cataratas diabéticas, que são incomuns e aparecem como vacúolos no equador da lente;
3. Aquelas relacionadas com hiperparatireoidismo nutricional secundário e hipocalcemia, que aparecem como opacidades subcapsulares posteriores axiais; 
4. Aquelas resultantes do tratamento tópico prolongado com dexametasona 0,1%, que aparecem como opacidades subcapsulares, presumivelmente posteriores.


O tratamento da catarata é efetivamente cirúrgico por técnica de facoemulsificação com implante de lente artificial.

Prolapso Retal em Felinos

 
É uma condição adquirida que ocorre secundariamente ao esforço para defecação (tenesmo) comum nas seguintes situações: moléstias retais, alterações de próstata, hiperplasias benigna ou não, prostatite, abcesso prostático, colite, corpos estranhos retais, doenças do trato urogenital, cistite, urolitíase, distocia, tenesmo pós operatório.
Não existe predisposição racial ou de idade, porém a maior prevalência ocorre em cães e gatos jovens, parasitados e debilitados. No caso de prolapso anal, observa-se uma salientação de pequena porção de mucosa ao redor do ânus. No caso de prolapso retal, observa-se a protrusão do reto com inversão da mucosa que se apresenta de forma cilíndrica e com coloração vermelha a enegrecida dependendo do comprometimento circulatório, hemorragia ou necrose. 
È importante que se identifique a causa do problema, para posterior prognóstico. Em seguida efetua-se a redução do prolapso e tratamento da causa inicial. A redução deve ser feita nos casos em que o tecido permanece viável sem alteração circulatória importante. Efetua-se uma higienização do tecido com solução isotônica aquecida e massagem do tecido prolapsado e redução do mesmo, e sutura em bolsa de tabaco ao redor da margem anocutânea. 
No pós operatório, ministrar refeições pastosas, emolientes fecais e higienização da região. Nos casos em que o tecido não é viável, efetua-se a amputação retal com ressecção da porção e sutura da parede em padrão simples interrompido. Nos casos de recidiva, pode-se efetuar uma colopexia após laparotomia com redução do prolapso por tração manual e sutura seromuscular do colon ao músculo reto do abdômen.

domingo

Doença Tromboembólica em Felinos

 
Tromboembolia sistêmica é complicação frequente de miocardiopatia, representando risco de vida para o paciente. A estase do sangue no interior de câmaras cardíacas dilatadas e o aumento da reatividade plaquetária se combinam para predispor gatos miocardiopatas para tromboembolia sistêmica. 
Característicamente, um coágulo aloja-se na trifurcação aórtica, resultando em agressão isquêmica grave aos membros posteriores e cauda. A tromboembolia sistêmica também pode acometer outros órgãos, por exemplo rins, trato gastrointestinal e cérebro. Agentes vasoativos (prostaglandinas, serotonina) liberadas por plaquetas no local do trombo provocam constrição de vasos colaterais e regionais, contribuindo ainda mais para a isquemia e reduzindo o fluxo sanguíneo para segmentos terminais da medula espinal.

A ocorrência de trombo em sela promove uma consistente constelação de anormalidades físicas, por exemplo, paresia ou paralisia dos membros anteriores, ausência de pulsação, cianose e pele fria. Tipicamente, a musculatura dos membros posteriores fica firme e dolorida. Pode ocorrer disfunção de órgãos, dependendo da localização dos trombos. Quase sempre os gatos acometidos padecem de cardiopatia subjacente significativa e, frequentemente, insuficiência cardíaca congestiva é precipitada pela tromboembolia sistêmica.

Diagnóstico Primário:

-Exame clínico- paralisia posterior é o sinal clínico mais comum, membros posteriores frequentemente frios e cianóticos.

Diagnósticos Auxiliares:

-radiografia de tórax para avaliação cardio pulmonar
-ecocardiografia
-angiografia
-pressão sanguínea dos membros suspeitos

Tratamento:

- tratar a insuficiencia cardíaca congestiva
-promover circulação colateral
-heparina
-aquecer o paciente
-bicarbonato de sódio
-analgesia
-aspirina

Prognóstico:
Em geral é reservado a grave com índice de óbito bastante alto.