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sexta-feira

Intoxicação Aguda por Carbamato (chumbinho)

 
O carbamato é um inseticida também conhecido como “chumbinho” utilizado como rodenticida, por se tratar de um produto extremamente perigoso e altamente tóxico é um produto de uso proibido por lei. 
O carbamato assim como os organofosforados inibe competitivamente a acetilcolinesterase e a pseudo colinesterase , permitindo que a presença continua da acetilcolina mantenha estado constante de estimulação nervosa. A inibição da acetilcolinesterase pelo carbamato tende a ser reversível, sendo que ele é rapidamente absorvido por pele , TGI e inalação. 

Clinicamente se observam sinais muscarínicos, nicotínicos ou neurológicos, quase sempre uma combinação de sinais é observada. Observa-se principalmente hipotermia, dispnéia, lacrimejamento, salivação, miose, micção e defecação. 

Os sinais nicotínicos abrangem contração dos músculos da face, tremores, fasciculações musculares generalizadas, em seguida fraqueza e eventualmente paralisia. 
Os sinais referentes ao sistema nervoso central incluem convulsões , ataques, ataxia, e ansiedade, depressão respiratória central pode acarretar insuficiência respiratória e morte. 
Depressão ou agressão podem ser observados. O diagnóstico é feito principalmente com base nos sintomas clínicos e no histórico de exposição á toxina, assim como diminuição da colinesterase sanguínea. O tratamento é feito com base no uso de atropina e alivia os sinais muscarínicos . 

Os sinais nicotínicos podem ser aliviados com o uso de difenidramina e sedativos como o diazepan. A ácidos e é tratada com fluidoterapia e bicarbonato conforme necessário. Êmese e lavagem gástrica são indicadas caso a ingestão oral tenha ocorrido (ingerido ou lambendo a toxina do pelame)

SÍNDROME BRAQUICEFÁLICA- estenose de narinas no gato persa

 
A presença de estenose dos orifícios nasais é uma alteração relativamente frequente em raças braquicefálicas tanto de cães quanto de gatos como o persa, himalaios, exóticos. Este problema origina uma dificuldade para a entrada de ar para as vias respiratórias, pela diminuição do diâmetro transversal na cavidade nasal. Surgem assim ruídos ou estridores inspiratórios, que basicamente se manifestam por inspirações do animal com a boca aberta.
O diagnóstico é fácil, por simples observação dos orifícios nasais durante a respiração: nesses casos, na fase inspiratória, as cartilagens são deslocadas medialmente agravando a obstrução. O prognóstico, após a reconstrução cirúrgica, é bom somente se o paciente somente apresentava essa anomalia. A correção cirúrgica baseia-se na eliminação da prega alar lateral. A resseção do tecido deverá ser feito o mais caudalmente possível para assegurar um aumento no diâmetro dos orifícios nasais.

O prognóstico é pior quando coexistem várias alterações congênitas , fato que é muito frequente. De modo que quando encontramos um problema congênito, sempre devemos descartar a presença de outros, que neste caso são alongamento do palato mole, colapso laríngeo e hipoplasia traqueal.