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segunda-feira

Petiscos para cães e gatos são saudáveis?


Bonitos e atraentes: cerveja, panetone e até bolo de aniversário passaram a fazer parte do cardápio canino e felino. Iguarias “adaptadas” para o consumo animal que não devem substituir a alimentação, muito menos serem oferecidas aos animais sem controle.

Classificadas como petiscos, essas comidinhas não podem, segundo o professor do Departamento de Nutrição e Produção Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, Márcio Antonio Brunetto, ser definidas de forma ampla (e técnica) como “alimentos especiais” para cães e gatos. “Em sua maioria não são alimentos completos, mas sim desenvolvidos para atrair a atenção dos animais, para agradá-los ou tornar sua alimentação mais parecida com a humana”, explica.

Especialmente quando industrializadas, as guloseimas são apenas itens adicionais no cardápio e não podem corresponder a mais do que 10% da ingestão calórica diária do animal, afirma a zootecnista Andrea De Paula, especialista em comportamento animal. O ideal, porém, é que antes de oferecer petiscos, cada tutor leve o gato ou o cão ao veterinário (preferencialmente se ele for especializado em nutrição) para ser avaliado: “Por exemplo, há cervejas para cães nas lojas, mas se o seu cachorro for alérgico a algum derivado do milho que componha o produto, poderá ser perigoso”, exemplifica De Paula.

Todavia, o professor da USP lembra que alguns petiscos têm propósitos importantes, como biscoitos e palitos assados, produzidos comercial ou artesanalmente, com adição de nutracêuticos (substâncias nutrientes com efeitos terapêuticos ou farmacêuticos), que auxiliam no controle da saúde oral dos cães. Mas mesmo nestes casos, a oferta deve ser parcimoniosa.


Hora da fome

Na hora de alimentar seu animal doméstico, lembre-se: o petisco vem por último. Todo cão ou gato deve ser nutrido de forma completa e balanceada, de acordo com a fase da vida em que está (filhote, adulto, idoso, e para as fêmeas: gestação e lactação), ou seja, ao menos 90% de tudo que o animal come tem que ser saudável e próprio para sua idade. “O cuidado é eficaz para evitar deficiências nutricionais e obesidade. Esta doença, aliás, acomete aproximadamente 50% dos cães e gatos atualmente”, alerta Brunetto. Quer agradar o cãozinho ou gatinho? De forma geral, frutas e legumes são bem vindos, com algumas exceções e podem ser oferecidos como “presentinhos” para cães e gatos.

Se o criador quer oferecer uma guloseima “especial”, os veterinários afirmam que variedades industrializadas, quase sempre, apresentam mais quantidade de aditivos químicos, sódio e conservantes. Se o animal é saudável, a zootecnista Andrea De Paula limita a indicação a uma vez por mês. Animais com problemas no coração, alérgicos ou diabéticos têm o consumo vetado.

As opções de petiscos ditos “naturais”, que o Brunetto prefere chamar “caseiros” – pois geralmente são fabricados por pequenas empresas – são menos agressivas, mas também devem ser consumidas com cuidado. Muitos não utilizam corantes nem conservantes, são feitos com matérias-primas orgânicas e integrais, mas mesmo assim devem se manter no limite de até 10% do total da alimentação. Ao comprar variedades orgânicas, porém, atente-se para o prazo de vencimento: ele é reduzido. Também procure informações sobre a empresa produtora. É importante que um especialistas em nutrição animal oriente e se responsabilize pelas receitas, assegurando a qualidade e a segurança para o consumo animal.


Brigadeiro e outros “doces”

É comum ter alfarroba (foto) e essência de baunilha para imitar os doces – lembre-se: é proibido dar chocolate aos animais! Muitas vezes contém frutas secas, aveia e mel. Ainda sobre a alfarroba: quase tudo que é feito para animais imitando o chocolate tem essa vagem comestível, mas no alimento industrializado o produto não faz tão bem, por conter conservantes e corantes adicionados. Portanto, fique atento.


Cerveja

É um caldo de carne engarrafado, só que pode conter componentes vindos do milho (cuidado! Alguns animais são alérgicos), sem contar o óleo do próprio milho ou da soja (para engrossar o caldo). Uma vez por mês é mais que suficiente.



Muffins, bolinhos e panetones

Há versões caseiras e industrializadas e, neste último caso, atenção: podem conter muita farinha branca ou de arroz, derivados do milho, da soja, além de açúcares e conservantes. Já os “orgânicos” são feitos apenas com farinha integral, não contém sódio e, quase nunca levam açúcar (e quando contém, há preferência pelo mascavo ou pelo mel). Há versões com frutas secas naturais e outras com flocos de carne desidratada (geralmente industrializados). Os mais recomendados são feitos de massa de cenoura ou de batata doce.

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Sorvete

É pouco indicado, segundo os veterinários. É feito de alfarroba com essências que dão sabor, como a de morango. Geralmente tem muito sódio, açúcar e é pouco saudável. Além disso, pode conter derivados do leite, que podem ocasionar diarreias no animal. Há versões que garantem estarem de acordo com as normas do Ministério da Agricultura e não conterem gordura, açúcares ou lactose. Tá na dúvida? Faça um suco de fruta (sem açúcar, claro!) e congele. Os animais adoram!

terça-feira

Anticoncepcional injetável: PERIGO!

 
Esse é um assunto muito sério, porque existe uma enorme quantidade de tutores que fazem uso do anticoncepcional injetável simplesmente por desconhecimento, porque nunca ninguém (nem mesmo o próprio veterinário) os alertou sobre os perigos que essa droga comprovadamente representa.

Obviamente que existem ainda aquelas pessoas que, mesmo sabendo dos riscos, insistem em fazer uso desse método contraceptivo por um motivo apenas: não querem gastar dinheiro com a castração. Pois essa economia vai sair muito cara na hora que tiverem que correr e tratar a cadela ou gata de uma infecção uterina ou de um câncer (isso se tratarem né…capaz que quererem economizar aí também).

Os anticoncepcionais são encontrados sob a forma de comprimidos ou injeções (“vacinas”), e tendem a retardar ou suprimir a fase de aceitação sexual dos animais, além de incômodos como o sangramento das cadelas. A maneira mais utilizada é a injetável, e a dose varia de acordo com o peso do animal. Existe uma fase certa do ciclo do animal para se aplicar o anticoncepcional. Na cadela, é mais fácil identificar essa fase, mas na gata, por ser um animal que apresenta vários cios por ano, é bem mais complicado. As pessoas aplicam a medicação sem saber o período certo, o que pode acabar ocasionando mais problemas. Muitos aplicam a medicação quando o animal já está no cio, o que é extremamente prejudicial para a saúde das mascotes. Além disso, é muito comum gatas prenhes receberem a medicação, pois muitas vezes seus tutores sequer sabem que elas estão gestantes. Na totalidade dos casos, os fetos irão morrer e ficar retidos no útero até que ocorra uma grande infecção, colocando a vida da gata em perigo.


O uso de anticoncepcionais é um dos principais causadores de aparecimento de tumores de mama, infecções uterinas e tumores uterinos e de ovário, além de predisporem a doenças endócrinas, como o hiperadrenocorticismo, e promoverem resistência insulínica, provocando o surgimento da diabetes mellitus. Também pode ser observada falha, ausência ou descoloração do pelo no local da aplicação.

No caso da infecção de útero, o tratamento é a retirada do órgão de forma emergencial, antes que o animal entre no quadro de infecção generalizada, toxemia associada à insuficiência renal, colapso e morte.

Já nos casos de neoplasia mamária, a maioria é de origem maligna e somente o diagnóstico e o tratamento precoce podem salvar ou prolongar a vida do animal com câncer. O tratamento é cirúrgico, associado ou não à quimioterapia.

A única vantagem encontrada nesse método é o baixo custo. Há alguns anos, vários profissionais administravam anticoncepcionais para evitar que fêmeas tivessem cria. Os custos da cirurgia de castração eram muito altos e poucas pessoas podiam arcar com esse gasto. Com o passar dos anos, inúmeros estudos desenvolvidos sobre esse assunto provaram que o custo-benefício dos anticoncepcionais para animais não é compensatório e, hoje, a cirurgia de castração é muito mais acessível e largamente indicada.

É importante lembrar que, se por um lado o anticoncepcional aumenta a incidência de tumores nos animais, a castração, por sua vez, diminui a incidência de tumor de mama principalmente quando realizada antes do primeiro cio da gata. Além dos tumores de mama, a castração precoce previne virtualmente quase todos os outros tumores e doenças relacionados ao sistema reprodutor em cadelas e gatas, uma vez que 80% dos tumores são hormônio-dependentes. Com uma única aplicação de anticoncepcional temos 70% de chance de desenvolvimento de algum tipo de neoplasia, e com duas aplicações, quase 100% de chance. Por isso, NUNCA utilize contraceptivos injetáveis.

quinta-feira

Bigodes nos gatos: servem de radar, portanto nunca devem ser cortados!

Os bigodes dos gatos funcionam como uma espécie de “radar”, que permite aos bichanos a noção de espaço e equilíbrio. Como gatos são animais caçadores, que tem seu pico de atividade a noite, mesmo na escuridão, os bigodes conseguem detectar pequenas mudanças em correntes de ar, pois são muito sensíveis, ajudando o animal na caça ou na fuga à alguma coisa que possa indicar perigo.

A preocupação em manter os animais de estimação sempre limpos e tosados é muito importante, porém alguns cuidados, principalmente com os gatos, devem ser tomados. Ao contrário do que muita gente imagina, o bigode é sim um aliado dos bichanos, conforme explica o médico veterinário e diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care, Dr. Marcelo Quinzani. “Jamais podemos tosar ou cortar os bigodes dos gatos, pois eles são essenciais para o seu bem-estar, equilíbrio, movimentação e orientação”, afirma.

Uma vez com bigodes danificados, os gatos podem ficar inseguros e ainda ter dificuldades para andar ou correr em linha reta. Se sentem desorientados, não conseguem andar no escuro e, em alguns casos, podem até cair. Saltar e subir em móveis, podem se tornar grandes desafios. Estudos apontam que a ausência do bigode nos gatos pode até ocasionar vômitos, talvez por desequilíbrio e ansiedade. “As terminações nervosas dos bigodes dos gatos são muito sensíveis ao toque e isso é muito importante para se guiarem no escuro. Quando há ausência dos bigodes, observarmos gatos com a face machucada devido às trombadas nos móveis e portas”, ressalta Dr. Marcelo.
Assim como os pelos, os bigodes voltam a crescer dentro de algumas semanas. Eles são feitos de queratina, o principal componente estrutural que compõe o cabelo e unhas dos humanos. “Os gatos também trocam de bigodes, assim como outros pelos do corpo. Por isso é comum encontrarmos alguns bigodes perdidos pela casa, mas fique atento, se começar a encontrar muitos deles, consulte um veterinário”, alerta o profissional que explica, já que a queda de bigodes pode indicar uma deficiência de vitaminas ou dermatopatias, mesmo para gatos com bigodes quebrados ou mais curtos.

quarta-feira

A sua casa é segura para gatos?

Apesar de um lar ser o sítio mais seguro e confortável, que um gato pode conhecer, não quer dizer que este também não tenha perigos. É aconselhado examinar a casa para perceber onde estão os potenciais perigos, de modo a torna-la um lugar seguro e onde o pequeno felino possa ser feliz.
Um gato só deve ter acesso ao exterior, sob o visionamento do seu dono, de modo a evitar fugas. Estas são de elevada perigosidade devido a diversos factores como atropelamentos, pessoas que não gostam de animais e rixas territoriais, entre machos (para alem dos ferimentos que o gato pode sofrer, em contacto com sangue de outro animal, pode ser transmitido o VIH felino).
Neste sentido, é importante que o animal passe a maior parte do seu tempo, dentro da habitação. Existem no mercado, brinquedos seguros e indicados, para esta espécie, que podem entreter o gato. Por outro lado, o próprio dono deve ter momentos de brincadeira, com a sua mascote. Ao manter o animal dentro do lar, o dono está também a protege-lo contra as condições climatéricas, que nem sempre são as melhores.
O território é um elemento essencial da vida de um gato. Dentro da casa, deve existir um espaço destinado à alimentação e água, do animal. Por outro lado, existe necessidade de uma casa de banho própria, com sílica ou areia, que deve ser colocada longe do espaço anteriormente referido e num sítio com alguma privacidade. O gato deve ter um local para dormir ou, preferencialmente, vários, à sua disposição.
O pequeno felino, por vezes, tem necessidade de se isolar, sendo por isso aconselhado que exista um lugar, onde este se possa refugiar. Para este efeito pode servir uma caixa, com uma entrada pequena ou acesso ao espaço abaixo da cama, do dono. Contudo, noutros momentos, o pequeno felino gosta de observar, e o ideal é um sítio alto e discreto. A presença de brinquedos e de um arranhador, também é importante.
Um gato adora brincar com cordões, fios e materiais idênticos mas estes também podem representar um perigo, pois podem ser ingeridos, o que, dependendo da quantidade, pode acarretar malefícios a curto ou a longo prazo. Assim, os fios em cortinas e persianas, cabos eléctricos e materiais elásticos, podem condicionar o acesso a determinadas divisões, da casa.

Não devem ser colocados objetos afiados, em locais, que o animal tenha acesso, como por exemplo, uma faca, em cima da bancada da cozinha.

Produtos químicos devem ser armazenados longo do gatinho.


quarta-feira

Cuidados com os gatos no inverno


Gatos precisam de algum cuidado especial no inverno?

O frio está chegando e é sempre muito importante termos cuidados especiais com a saúde de nossos peludos. Durante as noites alguns gatinhos acabam dando suas espreitadelas fora de casa e é preciso pensar em proteger seu gato do frio a fim de evitar que ele fique doente. A cada ano que passa temos dias mais frios no inverno e apesar de nossos felinos terem seus corpos recobertos de pelos, eles também sofrem com a mudança de temperatura.

Portanto sim, é importante que você proteja as patinhas do gato no inverno. Muita gente acredita que por serem peludinhos, os felinos não necessitam de nenhum cuidado especial em dias de temperaturas baixas, no entanto eles precisam de algumas atenções especiais de você.


Proprietários inexperientes de gatos muitas vezes tem uma impressão equivocada sobre seus gatos. Parecem ter grande dificuldade em acreditar que por baixo de tanto pelo eles sejam capazes de passar frio. Mas acredite que apesar de seu estilo de vida independente, eles apreciam muito cuidados especiais em dias frios.

Devemos ficar atentos com gatinhos que dormem ao relento. Traga seu bichinho para dentro de casa em dias frios, dando a ele acomodações cobertas e protegidas do vento e da umidade. Gatos que ficam quentinhos e aconchegados em suas caminhas e cobertores estão menos sujeitos a desenvolver um resfriado e em épocas mais frias o tratamento é sempre menos eficiente. Tosse, inflamações de ouvido, secreções de nariz e olhos podem ser precursores de problemas mais severos na saúde dos gatinhos.


Nos dias mais frios do ano, considere colocar uma bolsa de água quente, ou até mesmo uma garrafa pet com uma água morninha para aquecê-lo junto à sua caminha.

As almofadinhas das patas dos gatos, carnudas e macias, são muito delicados. Seu gato continuará lambendo suas patinhas e dependerá de você e mantê-las hidratadas pois em dias muito frios isso não ocorrerá naturalmente. Da mesma forma que nossos lábios ficam rachados devido ao frio intendo, por se tratar de uma região que fica úmida regularmente, com os gatos no inverno, o frio intenso fará com que suas almofadinhas fiquem facilmente rachadas, muitas vezes criando ainda feridas que provocam uma sensação irritante e causa dor ao gatinho.


A melhor opção para protegê-lo é utilizando um hidratante de uso veterinário, útil para manter uma forte hidratação nesta área parte do corpo. Converse com seu veterinário, para que ele lhe aconselhe qual a melhor opção para seu gato, em seguida a parte mais difícil será fazer com que ele aceite que você passe o creme em suas patinhas.


Sabemos que os gatos não gostam dessas coisas, e eles tendem a lamber todo tipo de produto extraterrestre que é aplicado sobre seu corpo. Uma dica para que você consiga fazer que o creme consiga penetrar profundamente e seu gatinho fique protegido contra o frio e a geada, um bom momento é aplicar o creme minutos antes de alimentar o gato. Desta forma ele estará focado na refeição e não no creme irritante. Fique junto ao gato e proponha algum entretenimento após a refeição, dando o tempo necessário para que o creme seja absorvido.


Outra dica para proteger as patinhas de seu do gato no inverno é sempre limpar suas patas quando ele chegar de um passeio, principalmente se estiver chuvoso ou em dias de geada. Se seu gato for acostumado a passear na rua, sempre dê uma secada na pelagem em dias de inverno. Eu particularmente não acho legal gatos passearem na rua sem coleira, mas se seu gato tem este tipo de liberdade, considere secá-lo com um secador, sempre que ele chegar em casa. Em dias muito frios o sereno úmido fará com que seu gato demore muito para se aquecer e isso poderá diminuir sua imunidade.

domingo

Anticoncepcional injetável: PERIGO!

 
 Tumores de mama causados pela aplicação
contínua de anticoncepcional injetável
Esse é um assunto muito sério, porque existe uma enorme quantidade de tutores que fazem uso do anticoncepcional injetável simplesmente por desconhecimento, porque nunca ninguém (nem mesmo o próprio veterinário) os alertou sobre os perigos que essa droga comprovadamente representa.

Obviamente que existem ainda aquelas pessoas que, mesmo sabendo dos riscos, insistem em fazer uso desse método contraceptivo por um motivo apenas: não querem gastar dinheiro com a castração. Pois essa economia vai sair muito cara na hora que tiverem que correr e tratar a cadela ou gata de uma infecção uterina ou de um câncer (isso se tratarem né…capaz que quererem economizar aí também).

Evitar uma cria indesejada é (ou deveria ser) uma das grandes preocupações dos donos de gatas e cadelas. A outra é o bem-estar do animal. Ambas entram em conflito quando o assunto são os métodos contraceptivos, em especial o uso de anticoncepcionais. 
O comportamento sexual dos animais em cio muitas vezes é extremamente desagradável para o proprietário. A presença de sangramento vaginal, manchas pelo chão, odores, latidos, atração de machos e marcação do território fazem com que os proprietários busquem uma solução para esse incômodo. Sabe-se que muitas pessoas cometem o equívoco de usar anticoncepcionais, imaginando serem inofensivos, mas não é bem assim.

Tais medicamentos apresentam grande aceitação, pois são de baixo custo e podem ser encontrados facilmente em casas de rações e lojas do gênero, além de serem vendidos sem prescrição do médico veterinário, muitas vezes sendo aplicados pelo próprio tutor.

Os anticoncepcionais são encontrados sob a forma de comprimidos ou injeções (“vacinas”), e tendem a retardar ou suprimir a fase de aceitação sexual dos animais, além de incômodos como o sangramento das cadelas. A maneira mais utilizada é a injetável, e a dose varia de acordo com o peso do animal. Existe uma fase certa do ciclo do animal para se aplicar o anticoncepcional.

Na cadela, é mais fácil identificar essa fase, mas na gata, por ser um animal que apresenta vários cios por ano, é bem mais complicado. As pessoas aplicam a medicação sem saber o período certo, o que pode acabar ocasionando mais problemas. Muitos aplicam a medicação quando o animal já está no cio, o que é extremamente prejudicial para a saúde das mascotes.

Além disso, é muito comum gatas prenhes receberem a medicação, pois muitas vezes seus tutores sequer sabem que elas estão gestantes. Na totalidade dos casos, os fetos irão morrer e ficar retidos no útero até que ocorra uma grande infecção, colocando a vida da gata em perigo.

O uso de anticoncepcionais é um dos principais causadores de aparecimento de tumores de mama, infecções uterinas e tumores uterinos e de ovário, além de predisporem a doenças endócrinas, como o hiperadrenocorticismo, e promoverem resistência insulínica, provocando o surgimento da diabetes mellitus. Também pode ser observada falha, ausência ou descoloração do pelo no local da aplicação.

No caso da infecção de útero, o tratamento é a retirada do órgão de forma emergencial, antes que o animal entre no quadro de infecção generalizada, toxemia associada à insuficiência renal, colapso e morte.

Já nos casos de neoplasia mamária, a maioria é de origem maligna e somente o diagnóstico e o tratamento precoce podem salvar ou prolongar a vida do animal com câncer. O tratamento é cirúrgico, associado ou não à quimioterapia.

A única vantagem encontrada nesse método é o baixo custo. Há alguns anos, vários profissionais administravam anticoncepcionais para evitar que fêmeas tivessem cria. Os custos da cirurgia de castração eram muito altos e poucas pessoas podiam arcar com esse gasto. Com o passar dos anos, inúmeros estudos desenvolvidos sobre esse assunto provaram que o custo-benefício dos anticoncepcionais para animais não é compensatório e, hoje, a cirurgia de castração é muito mais acessível e largamente indicada.
É importante lembrar que, se por um lado o anticoncepcional aumenta a incidência de tumores nos animais, a castração, por sua vez, diminui a incidência de tumor de mama principalmente quando realizada antes do primeiro cio da gata. Além dos tumores de mama, a castração precoce previne virtualmente quase todos os outros tumores e doenças relacionados ao sistema reprodutor em cadelas e gatas, uma vez que 80% dos tumores são hormônio-dependentes. Com uma única aplicação de anticoncepcional temos 70% de chance de desenvolvimento de algum tipo de neoplasia, e com duas aplicações, quase 100% de chance. Por isso, EVITE usar contraceptivos injetáveis.

sexta-feira

Mordidas de Cães e Gatos


Quem convive diretamente com animais de estimação está sujeito a levar mordidas e arranhões. 

Pode ser algo leve e sem importância, ocorrido durante uma brincadeira. Mas se o animal atacar por agressividade ou reação à dor, a mordida pode ser grave e necessitar de cuidados.

A boca dos cães e gatos possui vários tipos de bactérias, assim como a nossa. Algumas delas são patogênicas, isto é, podem causar doenças.

Se compararmos as consequências da mordedura de um cão e a de um gato, veremos que as mordidas dos felinos têm uma chance dez vezes maior de causar infecção aos humanos que a dos cachorros. Isso porque os dentes dos gatos são bem mais afiados e, portanto, a mordedura é sempre mais profunda e difícil de ser totalmente desinfetada.


A boca dos gatos também possui mais bactérias nocivas ao homem, como é o caso da Pasteurella, que causa infecções. O fato dos gatos terem o hábito de lamber as patas faz com que os arranhões também sejam potencialmente perigosos, pois as unhas podem estar contaminadas por bactérias da saliva.

Sempre que houver um acidente de mordedura causada por um cão ou gato em que haja arranhões ou sangramentos, é importante fazer a imediata desinfecção do local com água e sabão e, se possível, aplicar um antisséptico. Dependendo da profundidade e gravidade da mordida, o médico pode prescrever antibióticos preventivamente.


Costuma-se dizer que a saliva do cão é cicatrizante e algumas pessoas, acreditando nisso, acham que se o cachorro da casa lamber uma ferida humana, ela cicatrizará mais rápido. Isso é um grande erro, pois o risco de contaminação por bactérias da boca do cão é muito maior do que qualquer poder cicatrizante que a saliva canina, supostamente, possa ter.

Quanto à transmissão da raiva pela mordida ou arranhão, ela só acontecerá se o animal estiver infectado com o vírus. Como a maioria dos animais domésticos é vacinada anualmente, esse risco é mínimo. Se a pessoa for mordida por um cão ou gato desconhecido, o animal deve ficar por 10 dias em observação. Se isso não for possível, é indicado que seja feito o tratamento preventivo da raiva no indivíduo que foi mordido.


Uma mordida leve de um animal da casa pode não ter qualquer consequência, como ocorre na maioria das vezes. Porém, pessoas com o sistema imunológico deprimido (Aids, tratamento de câncer, uso prolongado de cortisona), assim como idosos ou crianças muito pequenas, podem ter consequências mais graves com infecções generalizadas.

A mordedura do gato pode causar vermelhidão, inchaço e dor local em poucas horas. A infecção irá restringir-se ao local da mordida e regredir, o que ocorre na maior parte dos casos, ou progredir para sintomas generalizados com febre e mal estar (pessoas imunodeprimidas). A mordedura do cão poderá causar o mesmo, mas a chance da infecção ocorrer é sempre menor, embora essa possibilidade nunca deva ser desprezada.

Ter um animal de estimação não oferece risco algum à saúde humana desde que tomadas as medidas preventivas para evitar acidentes: manter a vacinação anti-rábica rigorosamente em dia, desinfetar imediatamente toda mordedura de animais e evitar acidentes com mordidas. Isso significa: não arriscar-se com animais bravos e, principalmente, não provocar cães e gatos.

médica veterinária 
(CRMV SP 5532)

domingo

Zoonoses – O que posso pegar do meu gato?


O que é zoonose?

A maioria das doenças infecciosas de felinos acomete apenas felinos e a maioria das doenças infecciosas de humanos acomete apenas humanos. As zoonoses são doenças que são transmitidas dos felinos para os humanos. A possibilidade de você contrair doenças de outras pessoas é maior que do seu gato. O risco de zoonose diminui com precauções simples como higiene, limpeza da caixa de areia e prevenção de pulgas e outros parasitas

Como as zoonoses são transmitidas?

A transmissão de uma zoonose ocorre quando a pessoa apresenta contato direto com secreções ou excreções (como saliva ou fezes) de um gato infectado. Também ocorre com o contato com água ou alimento contaminado por um gato infectado. Muitas zoonoses podem ser transmitidas por pulgas e carrapatos para uma pessoa ou gato de outro animal.

Quem está sob risco de infecção?

A maioria das zoonoses apresenta risco mínimo, embora algumas pessoas sejam mais predispostas às infecções. Aquelas que apresentam um sistema imunológico imaturo ou deficiente como crianças e idosos, indivíduos portadores de HIV (vírus causador da AIDS) ou que estejam passando por quimioterapia, tem chance maior de ter uma zoonose.

Quais são as zoonoses mais comuns?

Infecções bacterianas

A doença da arranhadura do gato, também chamada de Bartonelose, é a zoonose mais comum relacionada ao gato. Pode ocorrer quando a pessoa é mordida ou arranhada por um gato infectado. Pulgas podem estar envolvidas na transmissão da doença. Pessoas com a doença da arranhadura do gato podem ter aumento de linfonodos (principalmente na região de cabeça e pescoço), febre, dores de cabeça, dores musculares e articulares e diminuição de apetite. Os gatos infectados são aparentemente saudáveis e antibióticos não são confiáveis para curar a infecção, por isso, não são indicados. Evitar mordidas e arranhões (por exemplo, não permitir que crianças brinquem com gatos de forma rude), controlar pulgas e manter os gatos dentro de casa reduz o risco da doença da arranhadura do gato.

Salmonelose, outra doença bacteriana comum, pode causar febre, diarreia e dor gástrica de 1 a 3 dias após a infecção. A infecção pode passar sozinha, mas algumas pessoas precisam ser hospitalizadas quando a diarreia é muito intensa ou quando a infecção passa para outros órgãos. A infecção ocorre com a ingestão de alimento contaminado, como frango e ovos mal cozidos. Felinos e outros animais, mesmo os que aparentam estar saudáveis, podem transmitir Salmonela pelas fezes. Gatos que se alimentam de carne crua ou aves e animais silvestres tem mais chance de carrear Salmonella. A infecção dos gatos pode ser evitada mantendo-os dentro de casa e oferecendo apenas alimento cozido ou ração industrializada. Já a infecção humana pode ser prevenida usando luvas no momento da limpeza da caixa de areia (principalmente de gatos com diarreia) e lavando as mãos logo após a limpeza.

Infecções parasitárias

Parasitas internos, conhecidos como vermes intestinais (como Toxocara sp e Ancylostoma sp), podem ser transmitidos pelos gatos. Crianças apresentam maior predisposição pelo contato direto com o solo contaminado. Larva migrans visceral é uma doença grave que pode afetar os olhos e outros órgãos e ocorre com a ingestão de ovos de Toxocara sp. Larva migrans cutânea, mais conhecida como “bicho geográfico”, é causada pelo contato da pele com o Ancylostoma sp no solo. Higiene adequada como lavar as mãos antes das refeições, limpeza do solo, reduzir a exposição de crianças às fezes dos gatos (cobrindo os tanques de areia em parques infantis quando não estão sendo usados) podem prevenir a infecção. Tratamento anti-parasitário dos felinos pode reduzir a contaminação ambiental e o risco de infecção humana.

As pulgas são os parasitas externos mais comuns dos gatos. Elas não sobrevivem nos humanos, mas suas picadas causam coceira e inflamação. As pulgas também são vetores da doença da arranhadura do gato e de outras zoonoses. Gatos infectados por pulgas podem ter vermes pela ingestão destas quando o gato esta se limpando, se lambendo. Crianças, raramente, também podem ter vermes se ingerirem pulgas.

Infecções fúngicas

Dermatofitose é uma infecção de pele causada por fungos. Gatos infectados comumente são oriundos de locais com uma concentração alta de gatos. Nos gatos, a lesão de pele pode ser seca, arredondada, sem pelos, acinzentada e descamativa. Nos humanos, observamos uma lesão avermelhada, arredondada que apresenta bastante coceira. As crianças tem maior predisposição. É transmitido pelo contato direto com animais contaminados ou com fômites (objetos contaminados pelos fungos). Esporos fúngicos podem sobreviver no ambiente por meses e são de difícil erradicação.

Infecções por protozoários

Protozoários são organismos unicelulares. As três infecções mais comuns em humanos e gatos são 

Criptosporidiose, Giardiose e Toxoplasmose. Criptosporidiose e giardiose podem causar diarreia em humanos e gatos. Estes podem se infectar da mesma fonte, como por exemplo, água contaminada. Aconselha-se fazer exames de fezes anuais dos gatos. As medidas preventivas são usar luvar ao limpar a caixa de areia, lavar as mãos após a limpeza, beber apenas água filtrada ou fervida.

Toxoplasmose é causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Pessoas com sistema imunológico deficiente e crianças que suas mães foram infectadas durante a gravidez, podem apresentar doença grave. Pessoas são comumente infectadas comendo carne mal cozida ou crua e vegetais mal lavados e mal cozidos de solos contaminados. 

Infelizmente, mulheres grávidas e indivíduos imunossuprimidos são, na maioria das vezes, advertidos e aconselhados por profissionais da saúde a retirar seus gatos de casa para reduzir a chance de infecção, mas é improvável que pessoas sejam infectadas pelo contato direto com seus gatos. Gatos podem adquirir o parasita comendo roedores infectados, aves, ou qualquer alimento contaminado com fezes de um gato infectado. 

Um gato infectado pode eliminar o parasita nas fezes por até 2 semanas. O parasita necessita de 1 a 5 dias para se tornar infectante. Ele pode persistir no ambiente por muitos meses e se manter infectante no solo, água, jardins, caixas de areia, ou qualquer local que o gato defeque. Higiene básica pode prevenir toxoplasmose. Usar luvas enquanto manipula material potencialmente contaminado (jardinagem, manipulação de carne crua) e lavar as mãos após tais tarefas. 

Evite comer carnes mal passadas e lave bem verduras e frutas antes de comer. A água deve ser fervida ou filtrada antes de ser bebida e tanques de areia de crianças devem ser cobertos enquanto não são usados para evitar que gatos de rua defequem no local. Mulheres grávidas e pessoas imunossuprimidas estão a salvo quando outros membros da família limpam a liteira

Infecções virais

A maioria dos vírus infecta apenas seu hospedeiro natural. Viroses humanas, como estas que causam gripe, infectam apenas humanos, enquanto o vírus da imunodeficiência felina (FIV), vírus da peritonite infecciosa felina (PIF) e vírus da leucemia felina (FELV) infectam apenas gatos. Embora, um vírus que pode ser transmitido de um gato a um humano é o da raiva, doença viral resultante de uma mordida de um animal infectado. Gatos são muito suscetíveis a raiva, ocorre alteração de sistema nervoso central, causando vários sinais neurológicos. Raiva é quase sempre fatal. 

Em pessoas, a infecção pelo vírus da raiva ocorre, comumente, com a mordida de um animal. Para proteger a vida humana, a vacinação anti rábica é exigida por lei. Mesmo que o seu gato seja mantido dentro de casa, é importante manter a vacina atualizada, pois gatos podem escapar de casa, além de morcegos conseguirem entrar por frestas e janelas. Para reduzir o risco de raiva, evite o contato com animais silvestres. Vá ao médico imediatamente se for mordido por um animal.

O que pode ser feito para se proteger das zoonoses e proteger seu gato:

- lavar as mãos antes de comer e após manipular um gato
- agende avaliação com um Médico Veterinário anualmente e faça exames de fezes de seu gato
- procure cuidados veterinários para gatos doentes
- mantenha a vacina contra raiva atualizada
- faça medicação para prevenção de pulgas e carrapatos mensalmente
- evite deixar seu gato lamber seu rosto, alimentos ou pratos
- mantenha os gatos dentro de casa
- procure um médico se um gato te morder
- alimente os gatos com alimento cozido ou industrializado
- limpe a caixa de areia diariamente
- limpe periodicamente a caixa de areia com água fervente e detergente
- use luvas quando estiver praticando jardinagem ou manipulando carne crua. Lave as mãos após estas atividades.
- cubra os tanques de areia de crianças quando não estiverem usando
- lave frutas e legumes antes de comer
- filtre ou ferva água antes de beber
- não coma carne crua


sábado

RAIVA


A raiva é uma zoonose causada por vírus, que é transmitida ao homem por animais mamíferos. É uma doença mortal para os animais e seres humanos.

No Brasil, a raiva humana ainda faz vítimas, representando um sério problema de saúde pública.

No Estado de São Paulo, todos os anos, cerca de 50 a 60 mil pessoas são atacadas por animais.

TRANSMISSÃO

A transmissão da raiva acontece quando um animal infectado deposita o vírus existente em sua saliva em ferimentos e mucosas de pessoas, através de mordidas, arranhões ou lambidas.

Para o homem, o principal transmissor da raiva é o cão, vindo a seguir o gato. Atualmente o morcego vem se tornando um importante transmissor, principalmente o morcego hematófago. Eles atacam preferencialmente os animais herbívoros, e ocasionalmente o homem, e transmitem a doença, mesmo sem apresentar sinais indicativos, mantendo assim a cadeia de transmissão.


SINAIS INDICATIVOS DA RAIVA ANIMAL 

Existem dois tipos de raiva:

1) Raiva furiosa

. Comum nos animais carnívoros, apresentando o seguinte quadro:

. Mudança de comportamento

. Tornam-se agressivos, mordem pessoas e objetos, ou ficam tristes, procurando lugares escuros.

. Ficam de boca aberta, com baba.

. Apresentam dificuldade para engolir (parecendo engasgados) ou mudam o hábito alimentar.

. Apresentam paralisia das patas traseiras, "descadeirados".

. No caso dos cães, o latido torna-se diferente do normal, parecendo um "uivo rouco".


2) Raiva paralítica

. Comum nos animais herbívoros, apresentando o seguinte quadro:

. Mudança de hábito e comportamento

. Andar cambaleante e postura anormal, com paralisia das patas traseiras.

. Salivação abundante.

. Dificuldade para engolir e mudança do hábito alimentar.

. Fezes ressecadas e micções freqüentes.

. Aparecimento de agressividade, principalmente em cavalos.

Importante

. Existem doenças com sintomas semelhantes aos sinais acima descritos. Somente um veterinário pode fazer o diagnóstico diferencial.


O QUE FAZER QUANDO AGREDIDO POR ANIMAL

. Lavar imediatamente o ferimento com água e sabão, e procurar com urgência o Serviço de Saúde mais próximo.

. Não matar o animal, e sim, deixá-lo em observação durante 10 dias, recebendo água e alimentação normalmente (mesmo se ele for vacinado), para que se possa identificar qualquer sinal indicativo de raiva.

. O animal deverá ficar em local seguro, para que não possa fugir ou atacar outras pessoas e animais.

. Se o animal adoecer, morrer, desaparecer ou mudar de comportamento, voltar imediatamente ao Serviço de Saúde.

. Nunca interromper o tratamento preventivo sem ordens médicas.


MEDIDAS DE PREVENÇÃO 

. Vacinar os animais todos os anos ( a partir dos 4 meses de idade).

. Manter o cão no domicílio, para que ele não tenha contato com animais vadios, que são os principais transmissores da raiva em área urbana.

. Controlar os focos de transmissão de raiva através da vacinação de animais em área onde ocorreu caso de raiva animal.

. Identificar e controlar as colônias de morcegos.

. Usar coleira/guia no cão, ao sair para passeio.

EVITE

. Tocar em animais estranhos, feridos e doentes.

. Perturbar animais quando estiverem comendo, bebendo ou dormindo.

. Separar animais que estejam brigando.

. Entrar em grutas ou furnas, e tocar em qualquer tipo de morcego.

ATENÇÃO 

. A vacinação contra a raiva é obrigatória pela lei brasileira e deve ser anual, NÃO existe mês específico para a sua aplicação, o animal pode ser vacinado em qualquer época, desde que acima de 4 meses de idade.

. Além da vacina anti-rábica, outras vacinas são extremamente importantes para a saúde de seu animal e conseqüentemente, para o proprietário. A partir de 2 meses de idade, deve-se iniciar a aplicação da vacina óctupla, em 3 doses, uma por mês, e depois, reforço anual.

Em caso de dúvida consulte sempre o seu veterinário.



sexta-feira

Gatinho é abandonado por estar acima do peso



Algumas histórias envolvendo animais são simplesmente inacreditáveis.

O gato Biscuit, que vive em um abrigo em St. Charles, nos Estados Unidos, é protagonista de uma dessas histórias.

Ele foi abandonado há cerca de uma semana por estar acima do peso.

O felino gordinho logo virou xodó dos funcionários do abrigo.

Pesando cerca de 16 kg, Biscuit agora faz dieta e exercícios para poder encontrar um novo dono.

Teresa Gilley, chefe do centro animal, contou ao jornal The Daily Mail sobre a última dona de Biscuit.

— Ela não quis fazer mal a ele. Acho que ela só não sabia o que fazer.

Biscuit ainda não se acostumou com a nova dieta, mas já demonstra melhora em sua saúde.

Se antes ele mal conseguia andar, agora mostra que tem mais energia para brincar.

— Ele é muito doce e gentil. Se você falar com ele, ele responde.

Quem quiser adotar Biscuit terá que se comprometer a mantê-lo ativo e fazendo dieta, tudo pelo bem do gatinho.


sábado

Dona de gatos brancos alerta sobre câncer de pele

Quindinha
Gatos brancos precisam usar protetor solar. O alerta é da revisora de textos Karina Cobo Bardavira, dona dos destaques entre as mascotes desta semana: Quindinha, Caramelo e Pipoca.

Quindinha, de 7 anos, é mãe de Pipoca e Caramelo e tem câncer de pele nas orelhas. "É um grave problema dos gatos brancos, eles pegam câncer de pele nas orelhas e no nariz com muita facilidade", diz Karina.

Quando Pipoca nasceu, branca como a mãe, a revisora conta que já tinha aprendido sobre a prevenção. "Nós passamos todos os dias protetor solar fator 30 em todos eles, se tivéssemos feito isso na mãe desde pequena, talvez ela não tivesse desenvolvido essa doença. Mas nós não sabíamos", afirma a dona dos três gatos.

O médico veterinário especializado em dermatologia, Alexandre Pasternak, diretor da Anclivepa (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais) de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária, confirma a importância do uso de protetor solar nos gatos brancos.

"Eles têm mais probabilidade de desenvolver câncer de pele, principalmente nas pontas do nariz e das orelhas. Os gatos malhados, na parte branca, também têm problemas com a exposição solar", explica Pasternak.
Caramelo e Pipoca
O médico diz que existem protetores solares veterinários no mercado, mas que os cremes tradicionais usados pelos homens podem ser passados nos gatos desde que prescritos por um veterinário. "Existem, também, protetores solares manipulados para uso em animais. Como os gatos se lambem muito, tem uma versão do creme em toalhinhas", diz Pasternak.

Os sintomas de câncer de pele em gatos são: vermelhidão, feridas, crostas e úlceras mais graves, podendo haver ou não sangramento. Não há formação de tumores (caroços). "A metástase nesse tipo de câncer é muito comum. O tratamento é cirúrgico, mas a doença é fatal mesmo operando", explica o veterinário.

segunda-feira

Brinquedos para Gatos

É como algo saído de um quadro de Norman Rockwell: um gatinho peludo brincando com um novelo de lã. Aparentemente, o velho Norman nunca teve que sair correndo com o gato para levá-lo ao veterinário fazer uma cirurgia de emergência e retirar vários centímetros de lã emaranhada no trato digestivo do pobre animal. 

Lã e barbante podem deixar até mesmo os gatos mais desinteressados brincalhões e com os olhos brilhantes, mas nunca devem ser deixados em lugares onde gatos adultos ou filhotes possam pegá-los sozinhos. Além dos perigos de asfixia e obstrução intestinal, o gato que fica emaranhado com barbante ou lã - mesmo durante brincadeiras supervisionadas - pode entrar em pânico e se machucar, até fatalmente. Tome muito cuidado e mantenha linha de costura e fio dental longe do alcance do bichano; eles são muito mais finos e podem se prender nos tecidos da boca, estômago e intestinos do gato.
Os gatos transformam em brinquedo qualquer coisa brilhante, amassada ou pequena o suficiente para rebater pelo chão. Visto que o bichano não tem mãos, ele tem que apanhar esses brinquedos improvisados com a boca, e assim fica fácil engoli-los (ou se eles não forem fáceis de engolir, acabam causando asfixia). Na melhor das hipóteses, um corpo estranho no sistema digestivo do gato pode desencadear vômito ou diarreia, mas costuma ser muito pior do que isso. Mantenha objetos como clips de papel, alumínio e borrachinhas em local seguro.
Invólucros de celofane para doces e balas são muito perigosos. Os gatos não resistem à textura do celofane. Os invólucros podem derreter no estômago do gato, cobrindo o revestimento e impedindo a absorção de nutrientes.
Como é um brinquedo seguro para os gatos? Eis o que devemos observar: 
Um objeto resistente - se o objeto não se quebra quando arremessado, jogado, roído, arranhado, atirado, chutado, lambido e agarrado várias vezes, ele é um bom brinquedo para o bichano. Brinquedos recheados com erva-de-gato incentivam a brincadeira, mas a maioria dos gatos gosta de comer a erva e tentará lamber e mastigar o objeto até alcançar a erva. Esses brinquedos, feitos com tecido leve ou feltro, provavelmente acabam despedaçados - e os pedaços no estômago do gato - dentro de uma semana. A mesma coisa acontece com brinquedos de plástico ou de vinil que podem ser mastigados, quebrados ou desmontados.
Sem peças móveis ou removíveis - camundongos recheados com erva-de-gato e com cauda de lã, lagartas com olhos salientes, enormes "abelhas" de plush com detalhes em feltro colado e bolas de malha plástica contendo sininhos sedutores são quatro dos brinquedos mais conhecidos para gatos. Mas todos têm um problema em comum: peças pequenas e potencialmente perigosas que podem se soltar. Se você consegue puxar uma parte ou um enfeite de um brinquedo de gato, é bem provável que o gato também consiga. Na verdade, experimente fazê-lo em todos os brinquedos do seu gato - é melhor alguns camundongos de erva-de-gato sem cauda do que uma visita urgente à clínica veterinária para tirar a cauda do estômago do gato.
Algo divertido - um brinquedo não é um brinquedo se o seu gato não brincar com ele. Os donos de gatos costumam ficar decepcionados - e quase sempre irritados - ao constatarem que os brinquedos de mais de R$ 200 que eles compram para o bichano são menos interessantes do que um pedaço de papel amassado ou uma simples bola de pingue-pongue. Os gatos gostam de jogos que envolvem o que eles fazem melhor: escalar, correr, saltar, espreitar e atacar. Escolha brinquedos que incentivem esses comportamentos e o seu gato provavelmente vai usá-los. É essa a atração da bola de pingue-pongue - ela rola, salta e desliza quando o gato a ataca, incentivando-o a rebatê-la e persegui-la. Os gatos vêem itens móveis melhor do que objetos parados. Por isso, brinquedos que sacodem, pulam ou giram os fascinam e desencadeiam os reflexos de espreitar e caçar.