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terça-feira

Anticoncepcional injetável: PERIGO!

 
Esse é um assunto muito sério, porque existe uma enorme quantidade de tutores que fazem uso do anticoncepcional injetável simplesmente por desconhecimento, porque nunca ninguém (nem mesmo o próprio veterinário) os alertou sobre os perigos que essa droga comprovadamente representa.

Obviamente que existem ainda aquelas pessoas que, mesmo sabendo dos riscos, insistem em fazer uso desse método contraceptivo por um motivo apenas: não querem gastar dinheiro com a castração. Pois essa economia vai sair muito cara na hora que tiverem que correr e tratar a cadela ou gata de uma infecção uterina ou de um câncer (isso se tratarem né…capaz que quererem economizar aí também).

Os anticoncepcionais são encontrados sob a forma de comprimidos ou injeções (“vacinas”), e tendem a retardar ou suprimir a fase de aceitação sexual dos animais, além de incômodos como o sangramento das cadelas. A maneira mais utilizada é a injetável, e a dose varia de acordo com o peso do animal. Existe uma fase certa do ciclo do animal para se aplicar o anticoncepcional. Na cadela, é mais fácil identificar essa fase, mas na gata, por ser um animal que apresenta vários cios por ano, é bem mais complicado. As pessoas aplicam a medicação sem saber o período certo, o que pode acabar ocasionando mais problemas. Muitos aplicam a medicação quando o animal já está no cio, o que é extremamente prejudicial para a saúde das mascotes. Além disso, é muito comum gatas prenhes receberem a medicação, pois muitas vezes seus tutores sequer sabem que elas estão gestantes. Na totalidade dos casos, os fetos irão morrer e ficar retidos no útero até que ocorra uma grande infecção, colocando a vida da gata em perigo.


O uso de anticoncepcionais é um dos principais causadores de aparecimento de tumores de mama, infecções uterinas e tumores uterinos e de ovário, além de predisporem a doenças endócrinas, como o hiperadrenocorticismo, e promoverem resistência insulínica, provocando o surgimento da diabetes mellitus. Também pode ser observada falha, ausência ou descoloração do pelo no local da aplicação.

No caso da infecção de útero, o tratamento é a retirada do órgão de forma emergencial, antes que o animal entre no quadro de infecção generalizada, toxemia associada à insuficiência renal, colapso e morte.

Já nos casos de neoplasia mamária, a maioria é de origem maligna e somente o diagnóstico e o tratamento precoce podem salvar ou prolongar a vida do animal com câncer. O tratamento é cirúrgico, associado ou não à quimioterapia.

A única vantagem encontrada nesse método é o baixo custo. Há alguns anos, vários profissionais administravam anticoncepcionais para evitar que fêmeas tivessem cria. Os custos da cirurgia de castração eram muito altos e poucas pessoas podiam arcar com esse gasto. Com o passar dos anos, inúmeros estudos desenvolvidos sobre esse assunto provaram que o custo-benefício dos anticoncepcionais para animais não é compensatório e, hoje, a cirurgia de castração é muito mais acessível e largamente indicada.

É importante lembrar que, se por um lado o anticoncepcional aumenta a incidência de tumores nos animais, a castração, por sua vez, diminui a incidência de tumor de mama principalmente quando realizada antes do primeiro cio da gata. Além dos tumores de mama, a castração precoce previne virtualmente quase todos os outros tumores e doenças relacionados ao sistema reprodutor em cadelas e gatas, uma vez que 80% dos tumores são hormônio-dependentes. Com uma única aplicação de anticoncepcional temos 70% de chance de desenvolvimento de algum tipo de neoplasia, e com duas aplicações, quase 100% de chance. Por isso, NUNCA utilize contraceptivos injetáveis.

sábado

Tumores Mamários em Gatos!


Os tumores da glândula mamária são os tumores mais comuns nos animais de companhia. Estima-se que estes tumores ocorram aproximadamente em 0,2 % das fêmeas, sendo cerca de metade malignos, tendo maior hipótese de se espalharem para outras partes do corpo. 

A maioria dos tumores mamários aparece como nódulos nas glândulas mamárias, associado ou não a aumento da glândula mamária, sendo somente possível diagnosticar a malignidade (ou não) do processo, após exame microscópico das lesões em questão. Os tumores mamários malignos, também chamados de “cancro da mama” podem ser subclassificados em vários tipos de carcinomas, adenocarcinomas, tumores mistos malignos, ou sarcomas.


Diagnóstico

Quando um tumor mamário maligno é diagnosticado num animal, é aconselhável realizar uma série de exames para permitir saber o estado de evolução do cancro, ou seja, saber se as células tumorais metastizaram (espalharam) para outras partes do corpo e o seu grau de extensão. Estes testes podem incluir radiografias torácicas e abdominais e/ou ecografia abdominal. 

Os locais mais comuns de metástases deste tipo de tumor são os pulmões e os linfonodos. Este tipo de exame permite detectar a existência de nódulos tumorais nos diferentes orgãos do corpo, sendo, no entanto, impossível de detectar nódulos com o tamanho inferior a 0,5cm, aproximadamente.


Tratamento

A remoção cirúrgica do (s) tumor(es) é o tratamento de eleição para os tumores mamários, sejam eles benignos ou malignos, que não se tenham alastrado para além das glândulas mamárias e linfonodos adjacentes.

A maioria dos tumores benignos são curados por cirurgia e aproximadamente metade dos malignos também o são, quando são removidos antes de haver metastização das células tumorais. Os tumores maiores que 3cm e de maior grau têm maior probabilidade de recorrência (70% no espaço de um ano) que os mais pequenos e de menor grau de malignidade (recorrência de 30% num ano).

Ainda não foi definido um protocolo de quimioterapia que seja efetivo para este tipo de tumores, sendo somente reservado para aqueles casos em que os tumores não podem ser removidos por cirurgia.


Prevenção

É importante realçar que os tumores mamários podem ser prevenidos através da realização da ovariohisterectomia (esterilização) em idade jovem. 

O risco de desenvolvimento de tumores mamários é de cerca de 0,05% nas fêmeas esterilizadas antes do primeiro cio, 8% entre o primeiro e o segundo cio, e 26% naquelas que foram esterilizadas após o segundo cio, sendo muito aconselhável realizar a esterilização precoce naqueles animais que não têm fins reprodutivos. 

A administração de anticonceptivos hormonais (pílulas e injeções contra o cio) aumenta consideravelmente o risco de cancro da mama no seu animal e devem ser evitados.

domingo

Saiba mais sobre tumor mamário em pequenos animais


Quando ocorre um crescimento anormal, desordenado e persistente dos tecidos, mais rápido do que os tecidos normais, caracteriza-se a neoplasia.

Vivendo por mais tempo, alimentando-se de rações com conservantes e expostos à poluição do meio ambiente, os animais estão mais sujeitos a desenvolver neoplasias.

Tumores mamários são muito comuns em cães e gatos. Há uma gama enorme de tipos histológicos que acometem os cães, mas, na maioria dos casos são tumores benignos. Já nos gatos, a maior parte dos tumores são malignos e altamente agressivos.

O tumor de mama é o segundo mais comum em cães e o primeiro mais comum em cadelas. Acometem, no geral, animais mais velhos (com cerca de 10 anos de idade), de preferência, ocorrem em animais que possuem todo o seu aparelho reprodutivo (inteiro) e aqueles que foram castrados, após numerosos cios. Não há uma preferência por nenhuma raça, todas estão sujeitas a essa enfermidade.

Em gatos, esse tipo de neoplasia é menos frequente do que em cães, ficando em terceiro lugar. Animais velhos (cerca de 10 e 12 anos) e animais inteiros são, geralmente, os mais afetados, e os Siameses são mais vulneráveis.

O aparecimento da doença está relacionado com a produção de hormônios femininos, como o estrógeno e a progesterona Em cadelas, o risco para o desenvolvimento do tumor mamário está relacionado com o número de ciclos estrais, aumentando, consideravelmente, a cada ciclo estral. Já em gatas, esse risco aumenta em até sete vezes, em fêmeas inteiras, comparadas com fêmeas castradas, na puberdade.

A administração de alguns progestágenos pode aumentar o risco de desenvolvimento de tumores mamários benignos em cães, enquanto que em gatos o uso destes hormônios pode aumentar o desenvolvimento de tumores tanto benignos quanto malignos. Assim como nos seres humanos, os tumores de mama possuem receptores de estrógeno e/ ou progesterona, sendo que quanto maior o número destes receptores, menos maligno ele é.

Nos cães, cerca de 50% dos tumores mamários são malignos e desses, ao redor de 90% são carcinomas. Nos gatos, prevalece também o carcinoma, mas em uma taxa muito superior, acima de 80%.

Os tumores benignos não sofrem metástase, mas há a tendência de cadelas desenvolver tumores múltiplos. Entretanto, os tumores malignos podem se comportar de maneira benigna ou muito maligna, sofrendo metástase rapidamente para linfonodos locais e nos pulmões.

Estas neoplasias podem ser múltiplas ou única, sendo palpáveis como nódulos ou massas dentro das glândulas mamárias. Alguns carcinomas inflamatórios agressivos podem apresentar aumento mamário difuso, edema e ulceração. É raro em cães e comum em gatos. A metástase pulmonar causa dificuldades na respiração.

O diagnóstico pode ser feito através do exame clínico e palpação, mas deve ser feita a confirmação com o auxílio de algumas técnicas de diagnóstico, como exames de sangue, radiografias, aspiração com agulha fina (FNA) e biópsia.

Na maior parte dos casos, o tratamento para o tumor mamário é a retirada, por cirurgia. Existem, também, outras técnicas de tratamento, como a radioterapia, que mostrou ser pouco efetiva no tratamento desses tumores, assim como a quimioterapia.

O melhor método para prevenir o aparecimento de tumores mamários é a castração e, de preferência, antes do primeiro cio do animal, pois após esse período, cai a taxa percentual de prevenção, podendo chegar a ser nula.
Por: Débora C. Meldau
Fontes: Info Escola
Oncologia em Pequenos Animais