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terça-feira

"O Acasalamento dos Gatos"

Como já contamos, as fêmeas começam a atrair os machos mesmo antes de estarem completamente receptivas ao coito, e podem recusar as investidas dos gatos em algumas ocasiões. Em alguns casos, determinadas fêmeas recusam qualquer tipo de investida dos machos para o acasalamento, portanto, é importante que os parceiros sejam familiarizados um com o outro antes das primeiras tentativas, facilitando o processo.
Assim como no caso do cio, as gatas demonstram claramente para os machos quando estão receptivas à cruza, se colocando em posição de acasalamento, onde fica deitada, com a traseira levantada e a cauda de lado.

O macho rapidamente agarra em seu pescoço, imobilizando-a, monta na gata e a cópula é iniciada. Imediatamente após a ejaculação, o macho tende a sair de perto da fêmea e manter-se longe, já que ela pode apresentar comportamento bastante agressivo e dar uma série de patadas no seu companheiro, já que o pênis dos gatos é áspero e pode machucar a vagina da fêmea na sua retirada.

sexta-feira

O gato ataca as mãos, o que fazer?


Questão: Tenho um gato pequeno que ataca sistematicamente as mãos e que ferra com bastante força. Mesmo tentando ser meiga e mostrando as mãos de forma carinhosa, não consigo que ele perca este hábito, que tem aliás vindo a piorar pois chega a furar a pele a força com que morde. Apesar de o tentar educar apenas com o tom de voz mais ríspido, não estou a conseguir qualquer resultado.

Tendo a noção, porque já tive muitos gatos, de que são difíceis de educar e que o carácter deles de mantêm e nunca tendo sido um gatinho de rua maltratado, existe algum método que possa tentar para o evitar isto. Torna-se complicado o convívio com a minha filha de 5 anos e com as visitas que recebo.

Resposta: O problema do seu gato tem solução desde que todos colaborem, incluindo a sua filha e as visitas. Não podem brincar com as mãos com o gato: cócegas na barriga, o dedinho a acenar para ele caçar, qualquer coisa com as mãos está proibida. As mãos servem para fazer festas apenas, quando ele atacar as mãos faça um não ríspido e retire a mãos, sem gestos rápidos, sem lhe bater, mostre-lhe que não quer brincar assim, atenção que muitos gatos nunca deixam que lhes façam festas na barriga, é uma zona sensível. Quando ele tiver sonolento faça-lhe festas com a mão na cabeça, pescoço e costas (barriga não) mas logo que ele começar a brincar ou morder pare, sem refilar, afaste-se. Para brincar com ele use objetos, lápis, papelinhos, cordinhas, mas nunca as mãos.

Esse comportamento é típico dos gatinhos, atacar e cada vez mordem com mais força, entre irmãos eles fazem o mesmo jogo mas aprendem até onde devem ir com a resposta dos irmãos, o vosso gato está a testar-vos e vai até onde puder, cada vez pior. é importante que ele deixe de ver as mãos como um brinquedo para caçar e passe a ver como algo que o acaricia.

sábado

. Independentes Sim, Solitários Não!


A história natural dos gatos revela que, apesar de toda sua beleza, sabedoria e elegância, eles nem sempre foram apreciados por todos. 

Combinando um forte senso de independência com uma profunda afeição ao seu dono, o gato modificou o conceito de animal de companhia, introduzindo um novo estilo de relação amigável: menos proximidade e contacto físico, mas muito amor e carinho.

Já na Idade Média, esta independência natural associada a alguns de seus traços físicos - os olhos salientes, por exemplo, levaram as pessoas a associarem-no ao demónio, bruxarias e à adoração de maus espíritos. Isto desencadeou o extermínio de muitos animais, além de criar inúmeras superstições mantidas até hoje, como nunca deixar um gato preto cruzar o seu caminho.

Por outro lado, há os que conseguem compreendê-los e desfrutar de sua companhia. Dentre eles, estão poetas, escritores, grandes pensadores e celebridades, tais como Maomé e Victor Hugo, que sempre os apreciaram, pois foram capazes de admirar sua beleza e entender o seu íntimo.

Ao contrário do que muitos pensam, os gatos não são animais solitários. Ainda que não sejam considerados os melhores amigos do homem e que, na maioria das vezes, sejam vistos sozinhos ou em pequenos grupos, dizer que os gatos são animais anti-sociais é pura especulação e falta de conhecimento.


Diversos pesquisadores observam gatos dia e noite. Os seus relatos, cada vez mais interessantes - como o caso de uma fêmea que ajuda outra no parto, algo que eu já assisti aqui em casa; encontros noturnos de gatos de uma vizinhança ou um gato debilitado diante da morte de um companheiro -, revelam que os gatos, de uma forma mais distanciada, também se relacionam uns com os outros.

Quando observamos um gato passeando pela rua, imediatamente supomos que este seja um animal sozinho. Estamos muito enganados. Um animal aparentemente solitário pode estar em constante comunicação com outros gatos sem que possamos perceber. Eles comunicam-se por olhares, pela emissão de sons específicos, pelo odor da urina e fezes e até por meio de marcas deixadas em objectos arranhados. Essa forma de comunicação, muito utilizada pelos gatos, chama-se comunicação não - verbal.

Machos e fêmeas utilizam estas sinalizações em situações amigáveis, em confrontos, e até como uma forma de apaziguamento. Por exemplo, dois gatos machos de uma mesma região podem evitar uma briga simplesmente quando um detecta os sinais da presença do outro e, a partir daí, evita um encontro menos agradável.

Na natureza, os gatos organizam-se num matriarcado. Isto significa que eles vivem em grupos coordenados pelas mães ou pelas avós. É uma grande família marcada por lambidelas e roçadelas recíprocas.


Estes grupos são compostos apenas de fêmeas e bebés. Os machos são expulsos a partir dos 6 meses de idade, quando passam a disputar um território com os outros machos da região. Assim, o jovem caloiro aguenta luta após luta, derrota atrás de derrota, por meses e às vezes até anos. Passada esta dolorosa iniciação, eles são tolerados pelo gato dominante naquela região. (Na verdade, o relacionamento dos machos em geral é caracterizado pela tolerância uns com os outros).

O mesmo não ocorre com as filhas, que podem permanecer com a mãe por mais tempo e até por toda a vida. Isto acontece principalmente se a comida e abrigo forem abundantes na área. Neste caso, elas costumam alimentar-se, caçar e brincar juntas, limpar-se mutuamente, compartilhar cuidados com bebés e até defendê-los de invasores. Mas quando existe superpopulação, a competição aumenta principalmente entre os gatos machos. Nestes casos, alguns serão excluídos e desprezados por todos.


sexta-feira

Como prevenir o tédio em seu gato


Enquanto o dono está longe, seja trabalhando, estudando ou fazendo outras tarefas, o gato pode passar alguns maus momentos sozinho, especialmente se ele não pode sair para perambular pelas ruas. Por isso, hoje, daremos a você algumas recomendações de como prevenir o tédio em seu gato.

Se o seu gato fica regularmente só em casa e não tem outros gatinhos com quem ele possa brincar, ele poderá ficar extremamente entediado e solitário. E, estes sentimentos, combinados com toda a energia acumulada que ele terá quando você chegar em casa, poderão levá-lo a comportamentos agressivos ou destrutivos.

Entre as medidas que você deve tomar para evitar isto, está a de fornecer brinquedos adequados que o seu gato irá amar, pois eles não só manterão a atenção de seu bichano enquanto você estiver fora, mas também lhe permitirão fazer exercício e liberar toda a energia de uma forma segura para você e para suas coisas.

Além de brinquedos, você também deve ter em mente que há outras maneiras de manter o seu gato ocupado quando você não estiver em casa.

No entanto, lembre-se que a cada gato é único, portanto conhecer as preferências de seu gato é imprescindível se você quer diminuir o estresse de seu felino, voltar para casa e encontrar um animal feliz.


Enquanto você identifica as preferências de seu gato, passaremos a você algumas recomendações:
Dê-lhe algo para observar

Os gatos são animais inquietos e gostam de observar as coisas que os rodeiam, de maneira que você poderá utilizar uma destas opções:

Colocar uma cadeira ou outro móvel perto da janela para que ele possa subir e ver os pássaros e as pessoas caminhando no exterior. Assegure-se de que tenha uma janela ou duas disponíveis onde o seu gatinho possa se sentar durante horas e horas.


Isto não só será estimulante para ele, pela atividade que ele observa do lado de fora, mas também ele estará recebendo um pouco de sol e será um lugar perfeito para uma soneca.

Deixar o televisor exibindo alguns vídeos de gatos ou da vida silvestre ou outros animais domésticos.

Se o seu gato aprecia ficar sentado assistindo televisão com você, você poderá inclusive comprar DVDs criados especificamente para gatos (não são fáceis de conseguir, mas é só procurar na internet).

segunda-feira

Por que os gatos trazem ratos mortos pra dentro de casa?

Isso é muito nojento! Será que eles não sabem disso? Afinal, por que fazem isso?
Veja, os gatos fazem isso porque o que eles trazem para dentro de casa não é um mero “rato morto”. É um troféu, uma presa, uma caça que ele conseguiu pegar.

E trazer para casa, e colocar na sua cama, por exemplo, é uma forma de seu animal te dar um presente.

Ele não só provou que sabe caçar, como te deu o resultado da caça!

Assim, ao invés de sentir-se ofendido, você deveria ficar grato! Na verdade, o que ele está procurando fazer é agradar a você! Interessante, não?

Portanto, da próxima vez que isso acontecer, nada de bater ou brigar com o gato! Lembre-se de que ele o está presenteando!…

domingo

Pressionar a cabeça contra a parede pode ser um sinal de que cães e gatos não estão bem


Pressionar a cabeça contra a parede é um sinal de que algo não está bem com o cachorro ou com o gato. Vá ao veterinário imediatamente! Todos precisam saber disso, então por favor, leia o artigo e compartilhe.

Quando um tutor de cachorro ou gato vê esse comportamento, pode banalizar. Em um primeiro momento, sem conhecimento do significado desse comportamento, o tutor pode achar que o cachorro está apenas brincando. Isso normalmente não é o caso, por isso é tão crítico reconhecer esse comportamento. Ok, mas o que esse comportamento significa? A resposta não é tão simples, mas pode indicar algumas doenças como:

– Tumores no crânio ou cérebro do animal;
– Toxinas entrando no sistema
– Doença metabólica
– Traumatismo craniano
– Enfarte
– Doença do Prosencéfalo (no cérebro)

Todas as doenças acima são muito graves e podem ser fatais, por isso o animal precisa ser levado ao veterinário com a máxima urgência. A maioria desses problemas afetam o sistema neurológico do cachorro. Dito isso, ao mesmo tempo em que pressionar a cabeça pode parecer o sintoma mais óbvio, o tutor deve estar atento também à outros sintomas:

– Andar em círculos
– Andar ansiosamente e sem rumo
– Sustos do nada
– Reflexos irregulares
– Deficiência visual

Por favor, mantenha em mente todos esses sintomas e nunca tente diagnosticar seu cachorro sozinho, a não ser que você seja veterinário. Procure ajuda profissional.

Concluindo, não é o pressionar da cabeça que é perigoso, mas o que isso está indicando. O pressionar da cabeça é um sintoma de que algo está muito errado no seu cachorro.

Não banalize! Não espere acontecer pra procurar na internet. Se o seu cachorro pressionar a própria cabeça contra a parede, corra para o veterinário.

sábado

“Amassar o pão”: entenda este comportamento

 
“Amassar o pão”, “tocar pianinho” ou “fazer massagem”, seja qual for o nome que você utiliza para esse comportamento, todos os gateiros sabem exatamente do que estou querendo tratar neste artigo. Gatos movimentam suas patas alternadamente, expondo ligeiramente as garras em um movimento rítmico bastante característico de bem-estar e aceitação de aproximações. Alguns gatos são observados realizando este comportamento sem estar com as patas apoiadas em alguma superfície. No colo, quando é erguido ou está deitado com as patas livres após os limites de uma mesa de jantar, “amassa o pãozinho” sempre que visualiza um ser humano considerado pelo gato como um "afiliado preferencial"*. 
Encontrando os porquês...
Existem algumas teorias para explicar a origem (ontogênese) de tal comportamento. A primeira refere-se obviamente ao comportamento que os neonatos exibem quando estão sugando as mamas de suas mães (biológicas ou adotivas permanentes/temporárias). Eles massageiam a região mamária e recebem, neste momento, o leite que gera uma plenitude de conforto. Na fase adulta, o comportamento acompanha exatamente as circunstâncias geradoras de conforto e tranquilidade. 

Outra teoria está concentrada na possibilidade de os movimentos das patas (comportamento) aumentarem a eliminação de secreções de glândulas especializadas desta região e, assim, potencializarem a demarcação/comunicação olfatória. E, finalmente, também poderia estar relacionado ao comportamento de preparação de superfície com folhas e outros elementos naturais para serem utilizados como “cama” ou “ninho”. Tais motivações acompanhadas da segurança e bem-estar poderiam justificar a exibição desse comportamento em nossos gatos domiciliados.
Bem, o mais importante é lembrar que alguns comportamentos descritos como espécie-específicos (ou seja, típicos dos gatos) são fortemente estabelecidos e não podem ser eliminados de uma hora para outra. Então, se o seu gatinho costuma “tocar pianinho” no seu colo, mantenha as unhas bem cortadas (leve-o a um profissional para executar o serviço!). Imagine a seguinte situação: o gatinho está imbuído de toda liberação de endorfinas na interação com você e no ambiente onde se sente calmo e confiante. 
Subitamente, uma das garras atravessa a calça jeans e fere sua pele. Em uma reação quase espontânea, você grita em um tom hostil e movimenta-se em rejeição à interação do gato. Nem vou discutir o que aconteceu com a pobre cabecinha do bichano. Quem ainda tiver dúvidas sobre o que passou pela cabeça do gato, envie um comentário e voltamos a discutir mais sobre esse assunto. Um forte abraço e saudações felinas para todos!

*Não afiliado: aquele que não faz parte do grupo social. Indivíduo que não tem permissão para acesso ao território do gato.

*Afiliado: Indivíduo que compartilha a maior parte do território com o nosso gato do exemplo. Normalmente compartilham interações mútuas como esfregar partes do corpo, lambedura, toques de focinho etc. Os afiliados poderão ser preferenciais ou não preferenciais, ou seja, poderão compartilhar de um modo mais franco e constante ou menos intensamente e respeitando limites de aproximação, embora coabitem o mesmo território.

Carlos Gabriel Almeida Dias
Médico veterinário (CRMV/RJ 4897)
Mestre e doutor em Ciências Veterinárias 
cgabrielvet@hotmail.com

quinta-feira

Consultas ao Veterinário


Entenda como prevenir que as consultas causem estresse aos cães e gatos

A visita ao médico veterinário deve ser encarada de forma positiva pelo animal, já que é necessário levá-lo às consultas periodicamente. Muitos tutores sofrem quando precisam visitar uma clínica, devido ao estresse que esse procedimento causa no seu pet. Essa insatisfação pode ser fruto de um manejo equivocado realizado pelo tutor nas primeiras idas ao consultório e/ou pela associação negativa do local com procedimentos dolorosos. Em geral, o odor do consultório ou mais comumente, a visão do jaleco branco, já provoca respostas de medo.

A primeira visita ao consultório acontece ao redor da sexta semana de vida. Nesse período, também ocorrem o desenvolvimento social do filhote e a familiarização com novos ambientes. Portanto, o que é aprendido durante esta fase tende a ser duradouro, ou seja, constituirá a base para a estruturação dos padrões de comportamentos típicos de um animal adulto e será determinante para a expressão ou a ausência de futuros problemas comportamentais.

“Promover associações positivas durante a visita ao veterinário e, habituar os animais com os procedimentos indispensáveis para o exame físico, a higiene e a vacinação, é essencial para a construção dos vínculos entre veterinário–tutor, veterinário-animal e tutor-animal”, afirma Dra. Ceres Faraco, veterinária parceira da Comac (Comissão de Animais de Companhia do SINDAN). 

A primeira visita ao consultório acontece ao redor da sexta semana de vida. Nesse período, também ocorrem o desenvolvimento social do filhote e a familiarização com novos ambientes. Portanto, o que é aprendido durante esta fase tende a ser duradouro, ou seja, constituirá a base para a estruturação dos padrões de comportamentos típicos de um animal adulto e será determinante para a expressão ou a ausência de futuros problemas comportamentais. 

“Promover associações positivas durante a visita ao veterinário e, habituar os animais com os procedimentos indispensáveis para o exame físico, a higiene e a vacinação, é essencial para a construção dos vínculos entre veterinário–tutor, veterinário-animal e tutor-animal”, afirma Dra. Ceres Faraco, veterinária parceira da Comac (Comissão de Animais de Companhia do SINDAN). 

Uma vez que os pets serão tocados e inspecionados diversas vezes ao longo da sua vida, é recomendado que a tolerância aos procedimentos fosse adquirida desde filhote, através de manipulação frequente e cuidadosa pelos familiares. O objetivo é que tais momentos se tornem lúdicos, inseridos num contexto de brincadeiras compartilhadas por todos os membros da família. Na prática, o exercício consiste em toques suaves em orelhas, patas, focinho, pele, cauda e pelos.

A primeira visita à clínica veterinária deve ser apenas um passeio, antecedendo a primeira consulta, pois ela visa à familiarização do cão com o local e o profissional. “Em continuidade, antes e depois da primeira vacina, o tutor poderá oferecer uma guloseima para que o filhote associe a vacina com algo positivo”, diz a especialista em comportamento animal. 

Se o animal apresentar comportamentos agressivos como rosnar, morder ou tentar fugir, não deverá receber reforços (consolos) ou broncas. A conduta tranquila do tutor é fundamental para estruturar essa experiência, como um evento merecedor de baixa reatividade. Dessa forma, os animais desenvolvem condutas confiantes e receptivas para com o veterinário, assegurando o bem-estar de todos os envolvidos.


Fonte: Comac

terça-feira

Como saber se meu gato está no cio

Os donos de felinos já sabem: esses bichinhos contam com um caráter muito particular que dificilmente pode ser comparado a qualquer outro. E isso inclui todos os aspectos de seu comportamento, até mesmo o cio, esse momento onde estão dispostos a cruzar com alguma gata. Mas se é a primeira vez que você tem gatos, talvez tenha problemas para identificar se seu bichinho se encontra neste momento, por isso em umComo.com.br damos algumas dicas para que descubra facilmente se seu gato está no cio.
01- Ao contrário de outros animais de estimação, os gatos estão sempre dispostos a cruzar, por isso se existirem outras gatas no cio perto deles, eles estarão no cio também. A maturidade sexual do gato é atingida por volta de um ano de vida, a partir daí o animal desenvolve um comportamento muito particular e territorial quando se encontra no cio.
02- A marcação de território é a característica principal deste período. O gato urina dentro e fora da casa em espaços definidos (normalmente nos cantos) com um fluído que cheira bem mais forte do que o normal, deixando um cheiro na casa que é difícil de eliminar.
03- As escapadas do gato conquistador também são normais. Se você mora em uma casa é possível que não veja seu gato durante vários dias, e se estiver em um apartamento, na menor distração o animal pode escapar pela porta para alcançar essa gata no cio que estiver por perto. Tudo isso pode até soar simpático, mas coloca a vida do animal em risco, pois ele fica vulnerável a qualquer acidente. Ao mesmo tempo é a razão pela qual muitos gatos acabam se perdendo.
04- Além disso, o gato fica muito mais territorial e agressivo, tanto com outros felinos como com qualquer habitante da casa diante do qual se sinta ameaçado. Arranhar móveis, destruir coisas e brigar com outros gatos são atitudes comuns durante o cio.
05- As atitudes que o gato assume no cio e muitas dificuldades que provocam, além do desejo de evitar a reprodução sem controle de felinos que depois acabam abandonados, são as principais razões pelas quais muitos donos decidem castrar o animal Este é um procedimento muito recomendável que fará que a convivência com seu gato seja bem mais simples, ao mesmo tempo em que previne a procriação de filhotes não desejados.
06- Se estiver pensando em castrá-lo, recomendamos consultar alguns dos nossos artigos para descobrir como cuidar do seu felino após a castração e como alimentá-lo quando ele já estiver castrado.


quinta-feira

A Vida Secreta dos Gatos


Acreditamos que sabemos tudo sobre nossos animais de estimação, seus hábitos, gostos e fraquezas. No entanto, os gatos levam uma vida secreta e pouco conhecida. É o que confirma um estudo realizado por pesquisadores da BBC Horizon e cientistas do Royal Veterinary College, do Reino Unido, que revela os comportamentos surpreendentes dos gatos quando não estamos por perto.

“Em muitos sentidos, os cientistas sabem mais sobre o comportamento errante dos grandes felinos da África que sobre os animais domésticos, o que levou a Horizon a se associar ao Royal Veterinary College nesse ambicioso experimento”, explicou Helen Sage, produtora da BBC Horizon. O resultado da parceria é uma série de vídeos documentais sobre nossos felinos de estimação, os gatos.

Segundo as observações, os gatos costumam escolher rotas estratégicas para evitar confrontos. Hannibal Poenaru/Creative Commons

A vida secreta dos gatos é o resultado de uma pesquisa realizada com 50 gatos na cidade de Surrey, no Reino Unido. Os felinos foram vigiados 24 horas por dia com coleiras equipadas com GPS e “cat-cams”, câmeras especialmente projetadas para acompanhar os bichanos em suas atividades diárias.

Ao observar os detalhes do dia a dia de cada gato, os pesquisadores reuniram dados interessantes sobre seu comportamento fora de casa. Conheça as cinco conclusões do estudo:


1. Caçam menos do que pensamos

Quando os gatos perambulam pela rua ou pela vizinhança, não costumam caçar roedores e outros animais pequenos na quantidade prevista. O estudo sugere que a vida doméstica ocasionou mudanças comportamentais nos gatos, que gradualmente perderam parte de seus instintos, como a caça. De fato, acredita-se que os gatos continuarão a levar uma vida estritamente doméstica.


2. Tentam evitar confrontos

Uma das observações mais interessantes do estudo revelou que os gatos possuem um complexo sistema de marcações e sinais para indicar a outros felinos que estão ou estiveram em um lugar, evitando confrontos diretos. Embora os pesquisadores tenham observado disputas e brigas ferozes entre os gatos, na maioria dos casos esse sistema de sinais odoríferos evitava conflitos.


3. Roubam comida de outras casas

Os gatos do estudo tinham um lar e estavam bem alimentados, no entanto, muitos deles perambulavam pela casa de outros gatos para explorar e, em alguns casos, roubar comida. Embora o estudo tenha determinado que a maioria dos gatos prefere evitar confrontos, ter mais alimento ao seu alcance parecia ser uma grande tentação durante os passeios diários dos bichanos.

Muitos gatos aprenderam a se comunicar om seus donos com miados e ronronados distintos. Tambako the Jaguar/Creative Commons


4. Percorrem distâncias mais longas

Quando os gatos saem de casa, vivem aventuras e percorrem distâncias maiores do que seus donos imaginam. Por meio do localizador GPS, instalado em cada gato, os pesquisadores observaram que eles percorreram vários quilômetros, inclusive em longos passeios noturnos, e entravam até em lugares perigosos.


5. Usam diferentes miados e ronronados para se comunicar

Quanto ao relacionamento com os humanos, o estudo concluiu que os gatos desenvolveram miados e ronronados mais ou menos complexos para comunicar diferentes sensações. Existe um ronronado comum, cotidiano, para expressar satisfação ou tranquilidade, e outros menos frequentes, com velocidades e intensidades diferentes, que expressam interesse, curiosidade ou ansiedade.


Você já observou algum comportamento curioso em seu gato?

*Victoria Bembibre*

CIO: a época do namoro dos gatos.


O que é cio?

Consideramos que uma gata está na puberdade quando ela tem seu primeiro cio. Ele ocorre entre 7 a 10 meses de idade, na maioria das raças. O cio é a época de "namoro" da fêmea, pois fora desse período ela não aceita a cobertura do macho. Diferentes das fêmeas, os machos não apresentam cio e podem acasalar em qualquer época.Os machos podem detectar o odor das fêmeas nos cios a uma grande distância.

Um ferormônio é eliminado junto com a urina das gatas nessa fase, e é ele que atrai os machos. É esse o motivo pelo qual muitos gatos desaparecem por alguns dias e depois voltam para casa (ou não...).

Como identificar o cio

A gata não tem sangramento durante o cio. Ela muda de comportamento, passa a miar muito e a esfregar-se no chão, nos móveis e nas pessoas. Gatas no cio são bastante barulhentas. Quem já não ouviu um ruído noturno nos telhados da vizinhança que mais parecia um choro de bebê? Elas miam bastante alto para atrair os machos.

Duração e frequência do cio

O cio dura de 4 a 7 dias, porém algumas gatas podem permanecer no cio por vários dias. Isso ocorre em virtude de cistos ovarianos, fazendo com que a fêmea fique no cio por longos períodos. Essas são as principais candidatas à castração. O cio das gatas manifesta-se a cada 3 meses, normalmente

Como evitar que a fêmea fique prenha 
Não permita que ela tenha contato com machos durante todo o período do cio. A castração é uma excelente opção para quem não quer que seu animal tenha crias e para evitar o incômodo do barulho que gatas fazem durante o período fértil. Tanto machos como fêmeas costumam desaparecer nas épocas do cio das gatas. As castração impede as fugas, se feita logo nos primeiros meses de vida.

O uso de anticoncepcionais não é um método totalmente seguro para a saúde do animal. Efeitos colaterais muito prejudiciais podem acontecer, por isso, é desaconselhado administrar esse tipo de medicamento.

As fêmeas têm cio até o final da vida. Não existe a "menopausa" em gatas.


Comportamento compulsivo nos gatos


A compulsão pode se manifestar de diversas maneiras e em diferentes graus. Basicamente, o comportamento compulsivo se define como repetitivo e sem função. Um exemplo são gatos que ficam se lambendo mais do que o razoável até mesmo para um felino. Outros podem desenvolver uma compulsão por arrancar os pêlos do próprio corpo. O animal parece não se saciar. Quanto mais faz mais quer fazer.

O comportamento compulsivo ocorre com maior freqüência quando os animais passam por um período de ansiedade ou por uma situação de estresse. Devemos lembrar que para alguns gatos, a mudança de casa, o dia de faxina ou a presença de animais ou pessoas estranhas no ambiente podem ser situações altamente estressantes. O tédio é outro fator que pode facilitar o aparecimento da compulsão. Gatos que não possuem espaço suficiente para brincar e se exercitar na maioria das vezes, se tornam animais entediados.

Já se sabe que o comportamento compulsivo pode ter origem genética. Por isso, não é recomendado que gatos com este problema sejam reproduzidos.

O tratamento para a compulsão não apresenta resultados satisfatórios. Mesmo quando retiramos o animal de uma situação de estresse ou quando proporcionamos ao gato um ambiente maior ou mais atividades, é difícil que os sintomas compulsivos desenvolvidos cessem.

Neste caso, o melhor é sempre prevenir. Gatinhos devem ser muito bem socializados e o ambiente deve ser preparado para entretê-los.

Dra. Vanessa Mollica Caetano Teixeira
Médica veterinária – UFV
Especialização em clínica e cirurgia – UFV
Mestrado em cirurgia – Unesp – Jaboticabal

terça-feira

O CIO DAS GATAS


O comportamento das gatas muda de forma drástica quando elas entram no cio. Durante este período, muitas gatas tendem a vocalizar, usando um miado diferente e muito alto, com o intuito de chamar a atenção. Elas assumem um comportamento mais ativo, ficam inquietas e muitas vezes, se esfregam e objetos e também nas pessoas. Algumas gatas chegam a urinar em lugares que normalmente não o fazem.


Aquelas gatas que têm acesso à rua podem não demonstrar o cio já, que neste período, elas saem à procura de um parceiro para cruzar. Quando voltam para casa já estão bem mais calmas e o dono nem percebe que o animal estava no cio.

O problema para os proprietários de gatas pode ser grande já que, o cio incomoda bastante e se a gata não cruzar, o cio vai continuar se repetindo podendo acontecer até uma vez por mês.
Acalmar uma gata no cio não é uma tarefa fácil. Não adianta prender ou tentar distraí-la com algum carinho ou brincadeira. Existem alguns calmantes que podem ser usados, mas sempre com o acompanhamento veterinário. No entanto, estas medicações podem não exercer efeito em alguns animais. A melhor solução para aqueles proprietários que ficam realmente incomodados neste período de cio, é a castração de suas gatas principalmente, quando não se tem o animal com a intenção de reprodução. Além do conforto para o proprietário, a castração ajuda a controlar a superpopulação de gatos existentes.
Dra. Vanessa Mollica Caetano Teixeira
Médica veterinária – UFV