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segunda-feira

Gatos vencem preconceitos e mostram sua capacidade de salvar vidas


Nem as crises de asma, controladas por medicamentos, foram suficientes para afastar Camila Martins dos bichanos. Só que ela confessa: antes de ter o primeiro, tinha preconceitos.

Eles já nasceram livres, mas não escaparam dos mitos e superstições. Historicamente discriminados, os felinos conquistam o posto de animal de estimação de muitas famílias. Em 10 anos, a população de bichanos será igual à de cães nas casas brasileiras.

“Gatos não são confiáveis.” “Gatos não gostam do dono, só se apegam à casa.” “Cruzar com gato preto dá azar.” “Cães e gatos não podem conviver.” Não são poucos nem novos os mitos — um tanto negativos — que cercam os felinos. Parte deles pode ser explicado pela história ou pela domesticação relativamente recente; outros, pelo temperamento dos bichanos. Dizer que o estigma está perto de acabar é um exagero, já que, ainda hoje, a cada sexta-feira 13, diversos gatos aparecem agredidos nos pontos de atendimento, segundo testemunha Christine Souza Martins, médica veterinária e professora da Universidade de Brasília. Apesar disso, é possível notar um fio puxado neste imenso novelo de maledicências: as pessoas estão se rendendo ao doce encanto dos bichanos.

O espírito livre deles, antes apontado como excesso, agora é característica ideal para quem tem pouco espaço e menos ainda tempo livre para se dedicar a cuidados com animais de estimação. “O gato é mais fácil de cuidar, fica mais tempo sozinho, não destrói a casa. É o animal ideal para quem tem menos tempo e, no período em que você está com ele, traz a mesma satisfação que qualquer outro pet”, explica Christine. Quanto ao espaço, se adaptam bem a apartamentos e também não fazem questão de passeios.

Esses são motivos apontados para o crescimento da escolha por gatos. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), a população atual de gatos no Brasil é de, aproximadamente, 21,3 milhões, segundo dados de 2012. Em relação ao ano anterior, houve um crescimento de 8,19% no número de gatos domiciliados. Apesar de ainda serem mais numerosos, o aumento gradual de cães se mostrou menor, o que revela uma mudança positiva na relação entre humanos e gatos. José Edson Galvão de França, presidente-executivo da Abinpet, acrescenta que, de acordo com as previsões do órgão, em cerca de 10 anos a população felina deve se igualar à canina.

Camila salvou um gatinho há seis anos: 
"Foi a melhor coisa que fiz na vida"

Uma grata surpresa

“Sempre tive preconceito, meu primeiro gato foi uma surpresa.” A frase da estudante Camila Martins, 20 anos, ilustra seu pensamento pelos bichanos antes de cair de amores por Chaminho. Acreditava que gatos eram antissociais e pouco confiáveis. Preferia os cães. Há seis anos, num dia chuvoso, percebeu um movimento estranho na rua. Era um filhote de gato, com apenas 1 dia de vida. Tinha uma ferida no pescoço e uma patinha bem machucada. Levou o bichano ao veterinário, pagou a conta e preparou-se para ir embora. Imaginava ter cumprido seu dever. 

A clínica, no entanto, disse que não podia ficar com o filhote. “Eu não podia fazer mais nada. Mesmo não sendo fã de gatos, levei para casa”, conta. A partir daí, adequou sua rotina para cuidar dele, o que incluía dar leite na boca, inclusive durante a madrugada. Como foi separado da mãe no nascimento, Camila teve de ensiná-lo a se limpar, simulando lambidas com um algodão úmido em água morna.

O inevitável aconteceu. A rotina de mamãe-gata mudou totalmente a forma de encarar os bichanos: “Hoje, acredito que os gatos são muito mais carinhosos do que os cachorros e mais inteligentes em vários sentidos”. Camila continua apaixonada por cães, mas se tornou capaz de entender a personalidade e a forma de demonstrar amor dos felinos.

Nem as crises de asma, controladas por medicamentos, foram suficientes para que ela se afastasse dos bichanos. Hoje, além de Chaminho, tem dois em casa, Gracinha e Curirim, e mais sete que vivem nas imediações do terreno. Cada um com suas peculiaridades, mas todos muitos sensíveis. “Eles ficam tristes e ressentidos quando não são tratados bem e oferecem carinho extra quando percebem que os donos estão precisando”, diz. 

Rosângela Ribeiro Gebara, gerente de Programas Veterinários da Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA), explica que isso se deve ao forte vínculo que os felinos criam com seus donos. “Os gatos são espécies menos gregárias que o cão, vivem de maneira mais isolada e independente, geralmente consideram o ser humano como igual, como um parceiro de convívio em meio social”, explica a veterinária.

Para Camila, a pouca adesão de voluntários para cuidar de gatos é preocupante. Aos que têm dúvidas, ela aconselha: “A melhor coisa que eu fiz na vida foi pegar esse gatinho. Antes, eu tinha muito preconceito, mas o gato dá tanto amor quanto o cachorro”.

domingo

É setembro!


Chegou o mês lindo e a "Primavera" vem caminhando de mansinho ao nosso encontro. 
Logo, logo, tudo estará coberto de flores e o seu perfume se derramará por todos os cantinhos da nossa vida. 
Vamos nos contagiar com esta beleza e nos tornar mais sensíveis e humanos frente aos animais, especialmente os gatinhos "sem teto". 
Uma fala e um olhar carinhoso, um pratinho de ração temperada com amor e uma tigela de água fresca é tudo que eles esperam de nós.
Sejamos humanos...
Sejamos sensíveis...
Sejamos dignos do nosso Pai Celestial!

beijinhos

Gatos de Rua

foto ilustrativa

Gente, PELO AMOR DE DEUS, vamos tentar despertar a consciência das pessoas com relação ao abandono de animais.

Falo porque estou vivenciando, há algum tempo, uma situação muito, muito triste na rua onde eu moro, aqui no interior da Bahia e, acredito que isto deva estar acontecendo em muitos outras cidades.

O abandono de animais é de doer no meu coração.

Há muitos gatos de rua aqui e muitos deles se alimentam no pátio da minha casa, onde coloco vasilhas com ração e com água. Muitas vezes eles costumam ensaiar uma briga mas uso da autoridade com carinho e consigo amainar os ânimos exaltados.

As gatinhas no cio são assediadas pelos machos diuturnamente e até copulam frente a tudo e a todos.

Não sei lidar com gatos porque nunca os tive. Sei lidar com cães, mas faço o que sei e posso. Coloco caixas de papelão para eles se protegerem do frio, travesseiros para aquecer porque o piso é muito frio, e vou levando....

Me apareceu um gatinho usando um cone, provavelmente fugiu de onde morava e o dono não o resgatou de volta. O bichinho está magrinho, hoje consegui me aproximar dele mas como não sei retirar o cone amanhã vou tentar com a funcionária da veterinária, aqui perto, para ver se ela o retira a fim de que ele possa se alimentar melhor. 

foto ilustrativa

Meu Deus! Não sei como existem pessoas tão insensíveis que não se incomodam com tantas barbaridades. Saber que o seu animal desapareceu usando um cone que, por certo, foi colocado por um veterinário para algum tratamento mas há que ser retirado em determinado tempo e não se incomodar em procurar o animal, é não ter alma.

Uma visitante do nosso pátio bebendo água.

No meu pátio nunca falta água , ração, caixas e travesseiros. Eles se alimentam bem e antes de dormir lá pela meia noite coloco a última porção de ração do dia, nos pratinhos, para que os noctívagos e os retardatários possam se alimentar,

O muro é baixinho, eles pulam no muro, passam por entre a grade e entram, onde se alimentam e se abrigam da chuva.

Honestamente, estou preocupada com a situação dos nossos animais no nosso planeta. Deus tenha misericórdia deles, que são obra da Sua vontade.

Vamos cooperar conscientizando!!

Alguns dos que ficam no pátio daqui de casa,
se aquecendo quando há mormaço

soninha

Arquitetos criam casas inusitadas para gatos abandonados

 
Arquitetos de Nova Iorque se uniram para fornecer locais de abrigo público aos gatos abandonados da metrópole. Foto: Kathy Doucette via Flickr
Móveis e objetos usados, caixas de madeira e latas de alumínio reciclado estão sendo utilizados para a fabricação das mais novas invenções arquitetônicas de Nova Iorque. No dia 10 de janeiro, arquitetos orgulhosamente apresentaram seus designs e construções. Mas não se trata de arquitetura para humanos, e sim para gatos que vivem nas ruas. As informações são da Global Animal.

Há três anos, a arquiteta Leslie Farrel criou a Architects for Animals, um movimento para chamar a atenção para o grande número de gatos abandonados na capital. O porta-voz da NYC´s Animals, Steve Gruber, estima que o número de gatos que vivem nas ruas da metrópole é de centenas de milhares, ou mesmo milhões.

De acordo com o New York Times, os objetivos de Leslie foram “chamar a atenção para a questão dos gatos abandonados e recrutar arquitetos para criar abrigos que fossem quentes, portáteis, seguros, fáceis de limpar e acessíveis”.

O refúgio feito de alumínio, chamado “Tin Hut”, foi criado por Kathryn Walton, arquiteta e fundadora da ONG de resgate de felinos chamada American Street Cat. A casinha é feita com mais de 300 latas recicladas, forradas com tecido jeans e suspensas do chão para manter os gatos secos durante os tempos de chuva.

“Nós não sabemos quem dorme com quem”, afirmou Kathryn. “Mas há alguns grupos de gatos que estão sempre juntos, e este abrigo pode acomodar até quatro gatos”. Ela vai colocar sua instalação em uma área cheia de gatos abandonados e monitorá-lo para garantir que, quando o tempo ficar muito quente e a casinha esquentar muito, ela retirará temporariamente do local e a guardará em sua casa.

Muitos outros arquitetos contribuíram para a causa. Scott Francisco, fundador do Pilot Projects, e Anne Chen, construíram uma tenda de palha para os galhos e chamaram a obra de “DIY NYC Gato Fort”.

Sara Silvestri, da empresa H3 Hardy Collaboration Architecture, criou um abrigo em forma de caixa de plástico, com uma entrada coberta por um círculo de borracha”, relatou o New York Times. Um outro cubículo construído a partir de um cooler foi desenvolvido por Adão e Sofia Zimmerman, do escritório Zimmerman Workshop Architecture + Design.

Todas estas casas estilosas foram projetadas e construídas por menos de 100 dólares cada e são, como Francisco afirmou, projetos do tipo “faça você mesmo”, o que significa que qualquer um pode dar ao gato das redondezas um novo estilo de vida.

Graças a esses arquitetos compassivos, esses gatos que vivem nas ruas agora têm um pequeno lugar para chamar de lar.

sábado

Gatos de rua: DE PARTIR O CORAÇÃO!


Esta é a imagem dolorosa do abandono, do descaso público, da falta de amor e respeito pelos animais, que se repete em todas as cidades de todos os estados do nosso país. É uma lástima!! 

Não consigo ver isto sem que as lágrimas não me venham aos olhos e o meu coração aperta de dó!! 

Aqui na minha rua, frente a nossa casa era este o panorama, mas graças a uma vizinha e a mim, está mudando radicalmente. Ela mora um pouco acima e acolheu como "filhos do coração" muitos gatos , gatas e gatinhos, aos quais dá assistência como se dela fossem. Alguns têm acesso a sua casa, outros ficam num pátio de uma casa fechada próxima a dela. 

Eu, comecei depois dela, dou assistência no pátio da minha casa onde coloco água e ração e encaminho à veterinária que cuida dos meus poodles os casos que precisam de atendimento, e ela os atende por pura generosidade e amor aos animais. 

Observem que há alguns bonitos e aparentemente bem cuidados, são gatos que foram abandonados pelos donos porque estão envelhecendo. Quanta maldade!! 

Será que alguém gostaria de ser abandonado quando estivesse envelhecendo? 

Nós todos envelheceremos caso não morramos ainda jovens. 

Gente!! Tenham compaixão destas criaturinhas pois elas também são filhas de Deus. O inverno vai chegar logo...logo e eu já me preocupo desde então.Vamos ajudá-los, pelo amor de Deus!! 

Improvisem abrigos com caixas em locais livres de ventanias e chuvas, arranjem roupas velhas, papelões, o que seja, para aquecer o piso, usem a criatividade mas ajudem.

soninha

Dicas para alimentação de colónias de gatos de rua


A alimentação de gatos silvestres pode depender de fatores fora do nosso controlE. Quando os gatos vivem por trás de vedações, ou apenas tivermos acesso pontual ao seu território, o modo como alimentamos a colônia ficará condicionado. Basicamente, tentamos dar o nosso melhor, aproximando-nos o mais possível de uma situação ideal.

Localização

Idealmente, o protetor da colônia deve alimentá-la num local fixo, de fácil acesso, mas que não seja excessivamente visível ou acessível a outras pessoas. Esta medida protege os gatos e faz com que estes se sintam à vontade para voltarem ao ponto fixo todas as vezes que tiverem fome. Quando necessário, adaptamo-nos às circunstâncias do caso concreto. Por exemplo, se os gatos são alimentados através de uma vedação, podemos comprar uma vara extensível, como a que é usada em lojas para alcançar produtos que não estejam à mão. A vara deve ser usada para empurrar e puxar as malgas com água e comida de maneira a que saiam do alcance de alguém que esteja do lado de fora da vedação (mas não demasiado longe para que tenhamos sempre fácil acesso às mesmas com a vara). Se os gatos são alimentados num local de fácil acesso a outras pessoas, devemos procurar esconder o posto de alimentação, por exemplo com uma tábua ou um pedaço de madeira.

O Cat-Café

Existem muitas variantes de abrigos onde colocar comida e água. O abrigo deve ter espaço suficiente para um ou dois gatos e também para a comida e água. Além disso, este deve ser coberto para proteger a comida da chuva.



Uma ideia simples consiste numa caixa de madeira com um dos lados completamente aberto. É importante que um dos lados seja totalmente aberto porque se a abertura ou porta for demasiado pequena poderá apenas permitir abrigo a um único gato ficando os outros impedidos de entrar.

Também será possível adquirir uma caixa de plástico resistente e cortar uma das paredes, colocando-a a alguns centímetros de distância do solo, para prevenir inundações. Por ter uma tampa no topo, será fácil de limpar. A caixa deve ter o tamanho suficiente para que os bebedouros e comedouros caibam dentro dela.


Quando não é possível montar um abrigo na área de alimentação, podemos usar um truque para proteger a ração da chuva. Este consiste em colocar a ração seca dentro de um “tupperware” e pousar a tampa por cima, virada ao contrário. Isto permitirá ao gato alimentar-se, bastando para isso afastar a tampa com a pata para ter acesso à ração seca.

Dependendo da frequência com que pode colocar a comida, o protector da colónia pode considerar a hipótese de comprar comedouros e bebedouros automáticos. Se optar por essa possibilidade, o abrigo deverá ser suficientemente grande para os conter.

Comedouro automático



Comedouro automático artesanal





Captura

Se os gatos forem alimentados regularmente num local fixo e à mesma hora, o trabalho de captura para os submeter a um programa CED (Capturar-Esterilizar-Devolver) será muito facilitado. Não só por sabermos, a priori, onde se encontram os gatos, mas também porque poderemos colocar as armadilhas no local onde eles habitualmente se alimentam, o que levará a que os gatos entrem mais facilmente nas armadilhas.

Inverno

A comida úmida, como por exemplo a comida enlatada, por conter uma maior percentagem de água, congela com o tempo frio. Por essa razão só deve ser facultada se tivermos a certeza que os gatos terão acesso a ela de imediato. A ração seca será, por isso, a melhor opção, salvo no caso dos gatos que dormem resguardados em abrigos como os acima descritos, uma vez que o calor libertado pelos corpos mantém o interior aquecido e evita que a comida úmida congele. No entanto, nunca devemos colocar água no interior do abrigo pois será facilmente entornada e aumentará a probabilidade dos gatos contraírem doenças. É importante manter os gatos quentes e secos no Inverno.

Formigas

Uma maneira de evitar a propagação de formigas perto da comida dos gatos é criar um pequeno fosso, por exemplo: colocar água numa travessa e colocar o recipiente de comida no meio da travessa. A água à volta irá afastar as formigas da comida mas os gatos terão acesso fácil à mesma.

Limpeza

Muitas pessoas alimentam as colônias de gatos sem se preocuparem em deixar o espaço limpo e arrumado. É óbvio que esta situação provoca hostilidade na vizinhança contra a pessoa que alimenta os gatos e, consequentemente, contra estes também. 

Pelo bem estar dos animais, bem como por respeito à vizinhança local, as zonas onde se alimentam os gatos devem ser limpas com frequência. Os recipientes de ração e água devem ser mudados e limpos diariamente, e nunca devem ser deixadas embalagens vazias ou restos de comida espalhados pelo chão. A alimentação de uma colônia de gatos, ainda que numerosa, não implica mais do que dois ou três recipientes de comida e água, que devem estar sempre limpos e preferencialmente dentro de um Cat-Café.

Fonte: