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segunda-feira

Como alimentar os gatos idosos


As necessidades nutricionais dos animais de estimação vão mudando ao longo dos anos. Hoje vamos contar como alimentar os gatos idosos para lhes proporcionar uma melhor qualidade e expectativa de vida.


A alimentação, um tema chave quando os bichanos envelhecem.

Os gatos passam aproximadamente 40% de sua vida na chamada terceira idade.. Desta forma, a partir dos 8 ou 10 anos, começam a ser menos ativos e apresentam um metabolismo mais lento.

Por necessitarem de menos calorias, nosso amigos ronronadores devem receber uma dieta que lhes ofereça proteínas de qualidade e que seja de fácil digestão.

Se seu bichano está ficando velho, não hesite em consultar o veterinário ou a algum especialista em nutrição animal, para que indiquem a melhor forma de alimentá-lo.

“Uma dieta adequada para animais da terceira idade fará com que os gatos idosos apresentem menos problemas de saúde e consigam uma maior qualidade e expectativa de vida.”
Uma dieta ideal para alimentar os gatos idosos

Para proporcionar uma boa nutrição e procurar manter sua boa saúde, os gatos de idade avançada devem receber alimentos – sejam comerciais ou feitos em casa  que contenham:


Poucas gorduras
Proteínas de alta qualidade e com baixa concentração de fósforo, para proteger os rins
Carboidratos de fácil digestão como fonte de energia
Minerais essenciais para cuidar das articulações.
Vitaminas para fortalecer seu sistema imunológico, sobre todo a vitamina E
Menos calorias, para evitar o sobrepeso
Detalhes para ter em conta na hora de alimentar os gatos idosos

Considere que, na medida que envelhecem, nosso amigos felinos vão perdendo o olfato e o paladar. Também lhes custa mais mastigar, sobretudo se já não contam com todos os dentes ou se têm as gengivas inflamadas. Por tal motivo, você deve:
Oferecer alimentos em pequenos pedaços e mais macios
Estimular o apetite com alguma comida que seja de seu agrado
Umedecer a ração com água morna, para que – além de mais macia – libere mais aroma
“Condimentar” o prato, por exemplo, com o óleo de uma lata de sardinhas
Além disso, lembre que é conveniente que os gatos idosos se alimentem várias vezes ao longo do dia, mas ingerindo pequenas quantidades de comida.

Outros conselhos

Como os bichanos são animais de costumes, o ideal é que comam sempre na mesma hora e no mesmo lugar.

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Considere também os seguintes temas quando for alimentá-los:
Dê a comida em recipientes que estejam sempre limpos e que, no possível, sejam de aço inoxidável.
Mantenha as tigelas longe da caixa de areia.
Não conserve na geladeira por mais de 24 horas um pacote aberto de alimento úmido.
A ração deve ser conservada em um lugar limpo e seco, dentro de um recipiente hermético.
Obesidade e perda de peso em gatos da terceira idade
Como já dissemos, a medida que vão cumprindo anos, os bichanos diminuem suas atividades e costumam ganhar peso.

É de extrema importância, então, evitar que os gatos se tornem obesos, já que correrão mais riscos de desenvolver distintos problemas de saúde. Por exemplo:
Diabetes
Complicações cardíacas e respiratórias
Cálculos na bexiga
Artrite
No entanto, alguns destes felinos podem emagrecer quando envelhecem, sobretudo devido a uma absorção menos eficiente dos nutrientes que formam sua dieta. Uma vez mais, procure sempre os especialistas para que aconselhem sobre a dieta mais adequada para animais de idade avançada.
A alimentação como aliada para manter a saúde dos gatos idosos.

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Para que nossos amigos miadores passem da melhor forma para a terceira idade, você deve procurar que os alimentos providos sejam os melhores aliados para manter sua saúde.

De toda forma, se as doenças de pouca gravidade próprias da velhice se somam a outras enfermidades – problemas renais, artrose, etc – você deve adequar ainda mais a dieta, de acordo com as indicações do veterinário.

Sendo assim, você vai conseguir que os bichanos passem da melhor forma esta etapa de sua vida, na qual vão necessitar de uma maior atenção e, sobretudo, grandes doses de amor.

Petiscos para cães e gatos são saudáveis?


Bonitos e atraentes: cerveja, panetone e até bolo de aniversário passaram a fazer parte do cardápio canino e felino. Iguarias “adaptadas” para o consumo animal que não devem substituir a alimentação, muito menos serem oferecidas aos animais sem controle.

Classificadas como petiscos, essas comidinhas não podem, segundo o professor do Departamento de Nutrição e Produção Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, Márcio Antonio Brunetto, ser definidas de forma ampla (e técnica) como “alimentos especiais” para cães e gatos. “Em sua maioria não são alimentos completos, mas sim desenvolvidos para atrair a atenção dos animais, para agradá-los ou tornar sua alimentação mais parecida com a humana”, explica.

Especialmente quando industrializadas, as guloseimas são apenas itens adicionais no cardápio e não podem corresponder a mais do que 10% da ingestão calórica diária do animal, afirma a zootecnista Andrea De Paula, especialista em comportamento animal. O ideal, porém, é que antes de oferecer petiscos, cada tutor leve o gato ou o cão ao veterinário (preferencialmente se ele for especializado em nutrição) para ser avaliado: “Por exemplo, há cervejas para cães nas lojas, mas se o seu cachorro for alérgico a algum derivado do milho que componha o produto, poderá ser perigoso”, exemplifica De Paula.

Todavia, o professor da USP lembra que alguns petiscos têm propósitos importantes, como biscoitos e palitos assados, produzidos comercial ou artesanalmente, com adição de nutracêuticos (substâncias nutrientes com efeitos terapêuticos ou farmacêuticos), que auxiliam no controle da saúde oral dos cães. Mas mesmo nestes casos, a oferta deve ser parcimoniosa.


Hora da fome

Na hora de alimentar seu animal doméstico, lembre-se: o petisco vem por último. Todo cão ou gato deve ser nutrido de forma completa e balanceada, de acordo com a fase da vida em que está (filhote, adulto, idoso, e para as fêmeas: gestação e lactação), ou seja, ao menos 90% de tudo que o animal come tem que ser saudável e próprio para sua idade. “O cuidado é eficaz para evitar deficiências nutricionais e obesidade. Esta doença, aliás, acomete aproximadamente 50% dos cães e gatos atualmente”, alerta Brunetto. Quer agradar o cãozinho ou gatinho? De forma geral, frutas e legumes são bem vindos, com algumas exceções e podem ser oferecidos como “presentinhos” para cães e gatos.

Se o criador quer oferecer uma guloseima “especial”, os veterinários afirmam que variedades industrializadas, quase sempre, apresentam mais quantidade de aditivos químicos, sódio e conservantes. Se o animal é saudável, a zootecnista Andrea De Paula limita a indicação a uma vez por mês. Animais com problemas no coração, alérgicos ou diabéticos têm o consumo vetado.

As opções de petiscos ditos “naturais”, que o Brunetto prefere chamar “caseiros” – pois geralmente são fabricados por pequenas empresas – são menos agressivas, mas também devem ser consumidas com cuidado. Muitos não utilizam corantes nem conservantes, são feitos com matérias-primas orgânicas e integrais, mas mesmo assim devem se manter no limite de até 10% do total da alimentação. Ao comprar variedades orgânicas, porém, atente-se para o prazo de vencimento: ele é reduzido. Também procure informações sobre a empresa produtora. É importante que um especialistas em nutrição animal oriente e se responsabilize pelas receitas, assegurando a qualidade e a segurança para o consumo animal.


Brigadeiro e outros “doces”

É comum ter alfarroba (foto) e essência de baunilha para imitar os doces – lembre-se: é proibido dar chocolate aos animais! Muitas vezes contém frutas secas, aveia e mel. Ainda sobre a alfarroba: quase tudo que é feito para animais imitando o chocolate tem essa vagem comestível, mas no alimento industrializado o produto não faz tão bem, por conter conservantes e corantes adicionados. Portanto, fique atento.


Cerveja

É um caldo de carne engarrafado, só que pode conter componentes vindos do milho (cuidado! Alguns animais são alérgicos), sem contar o óleo do próprio milho ou da soja (para engrossar o caldo). Uma vez por mês é mais que suficiente.



Muffins, bolinhos e panetones

Há versões caseiras e industrializadas e, neste último caso, atenção: podem conter muita farinha branca ou de arroz, derivados do milho, da soja, além de açúcares e conservantes. Já os “orgânicos” são feitos apenas com farinha integral, não contém sódio e, quase nunca levam açúcar (e quando contém, há preferência pelo mascavo ou pelo mel). Há versões com frutas secas naturais e outras com flocos de carne desidratada (geralmente industrializados). Os mais recomendados são feitos de massa de cenoura ou de batata doce.

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Sorvete

É pouco indicado, segundo os veterinários. É feito de alfarroba com essências que dão sabor, como a de morango. Geralmente tem muito sódio, açúcar e é pouco saudável. Além disso, pode conter derivados do leite, que podem ocasionar diarreias no animal. Há versões que garantem estarem de acordo com as normas do Ministério da Agricultura e não conterem gordura, açúcares ou lactose. Tá na dúvida? Faça um suco de fruta (sem açúcar, claro!) e congele. Os animais adoram!

quarta-feira

Ração Caseira


_ Receita de ração caseira 1 _

- Meio quilo de carne moída (ou peixe desfiado,ou frango desfiado)

- Meio quilo da abóbora

- Meio quilo de cenoura ou beterraba

- Um molho de espinafre batido no liquidificador

- Duas xícaras de arroz integral

Misture tudo e cozinhe bem até a abóbora ficar bem mole. 
Esta mistura não deve ser congelada e aguenta, em média, 3 dias na geladeira.

"Receita caseira 2"

– Cenoura e chuchu, cozidos e sem casca

– Peito de frango

– Couve

– Se vc quiser, pode colocar um pouco de arroz

Passe tudo no liquidificador para formar uma papinha.

Essa receita é ótima e usada por vários criadores de gatos, serve também para recuperar animais debilitados.

A higiene do alimento

Todo gato tem sua própria freqüência de refeições, podendo chegar a várias vezes por dia, sempre divididas em pequenos volumes.

No sentido de respeitar o balanço nutricional das refeições prontas, é essencial não se adicionar nada. Os gatos organizam o espaço em que vivem dividindo-se em pequenas áreas: uma área de alimentação, uma de descanso e uma de higiene para eliminação dos dejetos. A localização das vasilhas de comida e água é muito importante.

Um alimento úmido e enlatado, se oxida no ar rapidamente, fazendo com que o gato perca seu interesse por ele. Para durabilidade é necessário protegê-lo da oxidação.


Dicas


Reforço – Os gatinhos com mais de dez anos tem, normalmente, sua capacidade digestiva diminuída, dificuldades para mastigar, perda de paladar e olfato. Eles precisam de uma alimentação mais mole e atraente, menos fósforos, proteínas de qualidade e boas doses de vitaminas C e E. Se bem cuidado o felino doméstico pode chegar aos 20 anos.

Intestino – Dê óleo mineral de 15 em 15 dias para o gato eliminar com facilidade as fezes e bolos de pêlo que se acumulam no intestino. O óleo mineral também deixa o pêlo mais brilhante e sedoso. Evite dar doces ao seu felino.(ISSO SÓ DEVE SER FEITO SE SEU GATO FOR MUITO PELUDO)

Filhotes – As gatinhas grávidas, ou em amamentação e os filhotes precisam de alimentação reforçada, ambos necessitam de mais cálcio e vitaminas.

Proteínas – O gato precisa ingerir proteínas para obter os aminoácidos essenciais ao seu crescimento, o bom funcionamento do sistema imunológico e a manutenção da saúde. A carência de aminoácidos como a taurina e a arginina podem provocar vômitos, cegueira e anomalias nos filhotes.

segunda-feira

Como fazer comida caseira saudável para o meu gato


Há pessoas que preferem que os seus gatos sejam alimentados com comida caseira em vez de lhes dar ração seca. Se quer evitar que se contagie de TOXOPLASMOSE é imprescindível que seja extremamento rigoroso na hora de tratar da sua comida. O mais importante que tem que ter em conta é que não deve repetir o mesmo menu para o seu gato todos os dias, porque a única coisa que conseguirá é que tenha carências na sua saúde. Todos os dias carne é um erro, pois como nós ele também precisa de variedade na sua dieta para estar em perfeito estado. 

1- A chave para fazer a comida caseira saudável para o seu gato é que seja uma dieta variada. É a única forma para que o seu gato não tenha carências de nutrientes nem de vitaminas.

2- Exemplos de dieta variada: Um dia pode fazer-lhe arroz com frango e cortá-lo em pedaços pequenos para que possa comê-lo sem problemas. Tirando, claro, todos os ossos do frango. Outro dia pode dar atum, carne bem cozida, algumas frutas que ele goste (menos maçã, damasco e nectarina), peixe, etc. A ter em conta:

O atum (mas não o de consumo humano em latas) e as sardinhas em lata são boas opções. Prepare-lhe o peixe cozido, nunca frito nem cru e tire-lhe sempre as espinhas.

O frango também será uma boa opção. Evite que tenha ossos e não deixe a pele, uma vez que é portadora de colesterol.

Lembre-se de lhe dar carne cozida e cortada aos pedaços, nunca crua.

Se quiser dar ossos, é melhor que sejam cozidos e nunca crus.

3- Há que ter muito cuidado com os hidratos de carbono como as bolachas, o pão e qualquer alimento deste tipo porque não estão feitos para os animais e poderiam originar problemas de saúde ao seu gato.

4- Para conseguir uma dieta equilibrada no seu gato, é aconselhável combinar comidas caseiras com ração seca para evitar que possa ter deficiências de qualquer tipo, como mínimo uma ou duas vezes por semana.

5- O seu gato deve dispor sempre de água fresca e limpa em um ou mais bebedouros. Para a boa saúde do seu gato, deve estar sempre bem hidratado.

6- Com uma boa dieta equilibrada poderá evitar que o seu gato tenha excesso de peso. Uma alimentação desmedida ou não controlada pode originar no seu gato problemas alimentares, tanto por comer demasiado como demasiado pouco e causar-lhe também problemas de saúde.

Se o seu gato passar dos 6 quilos deverá consultar o seu veterinário para saber como reduzir esse peso. Da mesma forma, se notar que o seu gato está demasiado magro, deverá consultar o seu veterinário para saber que alimentação seguir.


7- Há alimentos que devem ficar proibidos na alimentação do seu gato uma vez que são prejudiciais para a sua saúde:
- Chocolate. Contém teobromina uma substância perigosa e um estimulante cardíaco.- Ossos de ave e espinhas. Nunca dê espinhas ao seu gato uma vez que podem atravessar-se na garganta como no intestino.- Álcool. Uma pequena quantidade é suficiente para intoxicar o seu animal de estimação.- Leite. Embora seja um alimento que socialmente se pensa que é adequado para os gatos, a realidade é que a maioria dos gatos são intolerantes à lactose na idade adulta.- Carnes salgadas (como os enchidos). Estes alimentos têm muito sal e o seu consumo pode gerar-lhe vômitos, diarreias, entre outros.- Cebola e alho. Contêm tiossulfato e considera-se altamente tóxico para o seu animal de estimação.- Cafeína. Acelera o sistema cardíaco e nervoso podendo originar-lhe taquicardias.- Alimentos gordurosos ou condimentados. São demasiado fortes para o seu sistema digestivo.- Açúcar e doces. O açúcar é prejudicial para os dentes, não é recomendável e além disso pode originar excesso de peso.
Se quiser dar ao seu gato um prêmio, o mais recomendável são as bolachas para gatos.

- Se tem dúvidas ou não é capaz de lhe fazer um menu variado, recorra ao seu veterinário para se certificar que alimentos serão melhores para o seu gato, consoante a idade e a saúde do seu animal de estimação.


terça-feira

Os Gatos e o Frio

 

Quando chega o inverno, uma das dúvidas que os donos dos gatos podem ter é como é que estes são influenciados pelo frio. A primeira coisa que temos que saber é que os gatos não passam muito bem com o frio, sobretudo em alguns casos específicos.

Neste artigo trataremos de explicar a relação dos gatos com o frio, com que gatos se recomenda ter mais cuidado, e também alguns conselhos para cuidar impedir que a nossa mascote passe frio.


Que gatos se devem proteger mais do frio?

Apesar de todos os gatos sentirem frio no inverno, existem alguns que são mais propensos a sofre-lo e que são mais afetados de forma perigosa.

Falamos principalmente das raças que contam com pouco pelo ou inclusive com nenhum. Assim, a priori, aparecem-nos algumas raças como a siamesa ou a Sphynix  como possíveis raças propensas a sofrer com o frio.


Sphynix 

Independentemente da raça que seja, com os gatos pequenos devemos prestar uma especial atenção, já que os mais pequenos não possuem um sistema imunitário perfeito, e o frio pode ocasionar-lhes doenças ou problemas de saúde. O melhor com eles é oferecer-lhes abrigo e uma quantidade maior de alimento.

Siamês

Outro dos casos em que devemos ter especial cuidado é com os gatos que já são de idade avançada. Estes, tal como os pequenos, não contam com uma boa imunidade, pelo que o frio pode também causar-lhes problemas de saúde.

Idoso

O último caso especial é o dos gatos que se encontram já doentes. A estes devemos prestar-lhes muito mais atenção já que a sua doença poderia piorar ou poderia adquirir outra que piore o seu estado.

No caso de sofrer de artrite deve-se cuidar-se muito dos gatos, já que o frio afeta especialmente este padecimento.

Doente

Conselhos para proteger os gatos do frio
Dentro dos conselhos que deves seguir para que os gatos e o frio não se convertam num problema é ter sempre o teu gato dentro de casa.

Em caso do teu gato gostar muito de sair, deves protege-lo com algum abrigo especial para gatos e também dar-lhe mais alimento, já que com o frio gastam mais energia para se manterem quentes.

Se vires que há algum gato vagabundo que está na rua e o frio é abundante, ajuda-o avisando alguma protetora de animais ou tu mesmo dando-lhe alimento e refúgio enquanto procuras outra solução.

É igualmente importante ambientar muito bem a casa para que os gatos tenham vários sítios calorosos e cômodos onde descansar.

segunda-feira

Posso ter um gato vegetariano?

Gatos são carnívoros natos e que quando alimentados com rações com pouca proteína e gordura eles podem sofrer de cegueira e até de surdez.

O gato é um carnívoro nato, o que significa que a carne de outros animais é sua principal fonte de nutrientes. Assim, além de precisarem de uma ingestão bastante elevada de proteína animal com relação às necessidades de outros mamíferos, o gato depende majoritariamente da carne para extrair nutrientes fundamentais para o seu bem estar, como a taurina, a vitamina A e a vitamina B12. 
As consequências de um consumo baixo de carne na dieta do gato podem ser severas. Por exemplo, quando eles ficam sem vitamina A, os gatos podem ficar surdos ou desenvolver problemas na pele, nos ossos, no sistema intestinal e reprodutivo. Similarmente, gatos com níveis baixos de taurina podem ficar cegos. O gato é tão dependente de proteína animal que quando ele não tem uma quantidade suficiente em sua alimentação, os próprios músculos e órgãos do animal são consumidos para que haja o suprimento tais nutrientes.
Por sempre conseguirem as vitaminas e gorduras necessárias através de suas presas, a evolução não favoreceu a proliferação de gatos que tivessem desenvolvido uma habilidade de produzir tais nutrientes. Similarmente, o sistema digestivo do gato é extremamente adaptado para digerir carnes. Aliás, o trato digestivo do gato (relativo ao seu tamanho) é muito mais curto do que o de outros animais por não precisar fermentar e processar a celulose de plantas, tal qual os herbívoros.

Ao alimentar o gato com rações ricas em carboidrato e com níveis baixos de proteína animal, o dono prejudica a nutrição dos gatos. De modo geral, a alimentação do gato deve replicar a sua dieta ancestral, contendo prioritariamente carne fresca de animais.
Por sinal, tal qual acontece com os grande felinos, os gatos selvagens geralmente pouco bebem água fresca, adquirindo grande parte dos líquidos necessários para sua hidratação na carne e sangue de suas presas. No caso dos gatos domésticos, sobretudo se você o alimenta com rações secas, é muito importante que você sempre ofereça água fresca para o seu animal. 
O que a ciência revela sobre a nutrição felina?

Para entender melhor como gatos consomem a sua comida, o Jornal de Biologia Experimental conduziu uma experiência que mostrou que gatos adultos tem um teto diário para consumo de carboidratos, mesmo quando falta proteína em suas dietas. De acordo com os autores do estudo, “O teto de carboidrato explica muito dos padrões de alimentação vistos tanto em experiências de dieta com alimentos processados secos quanto com alimentos úmidos e sugere que os gatos somente podem digerir o carboidrato ingerido até um certo ponto.”
Na prática, isso significa que o gato, mesmo não consumindo toda proteína suficiente, deixa de comer o restante de sua ração por conta dos altos níveis de carboidratos. O estudo revela ainda que, quando dada a opção, o gato prefere comidas que são biologicamente adequadas para ele, isto é, ricas em proteínas, à comidas processadas, como ração, que geralmente são ricas em carboidratos ou em proteínas de origem vegetal, como a soja.
A alimentação do gato deveria acompanhar as necessidades biológicas dele, consistindo prioritariamente de proteína e gorduras. Porém várias das rações para gatos contém uma grande proporção de carboidratos em relação ao seu teor de proteína de origem animal. Logo, não é por acaso que diversos gatos, apesar de alimentados em casa, caçam pequenos animais para suprirem suas necessidades alimentares. Afinal, quando o gato não ingere os nutrientes necessários da sua comida, ele pega esses nutrientes de seus próprios músculos e órgãos!
Com isso em mente, é importante que todo dono reveja a alimentação do seu animal de estimação para garantir que a mesma está em linha com a dieta ancestral do gato. Isso não significa que você precisa abdicar da dieta com ração para o seu gato, é apenas um alerta para que você opte por uma ração com maiores teores de proteína animal em detrimento aos carboidratos. Existem diversas rações de boa qualidade disponível no mercado e elas podem te ajudar muito a oferecer uma nutrição completa e adequada para o seu animal. Ao mesmo tempo, nada impede que, caso você tenha um suporte veterinário, a alimentação natural complemente a dieta do seu animal.
Aliás, a alimentação natural trás riscos se não for feita adequadamente. Caso você não entenda muito sobre o assunto, consulte um veterinário, pois proporcionar uma alimentação completa e balanceada para o seu gatinho não consiste em comprar um bife no açougue e pronto. A nutrição do seu gatinho é mais complexa do que isso e, por isso, recomendamos que você não tente fazer o cardápio do seu gato sozinho. Lembre-se também que cada gato é diferente do outro e que, por isso, as necessidades alimentares de um gato podem ser diferentes das de outros. Consulte sempre um médico veterinário de sua confiança.
Por 

quarta-feira

Obesidade felina exige tratamento especializado


Gatos, assim como os humanos, também podem sofrer com o excesso de peso. E por mais que um felino rechonchudo à la Garfield pareça uma gracinha para muita gente, é importante os proprietários ficarem alertas se observarem que o animal está engordando. A obesidade é uma doença e precisa de tratamento.

“Um sinal claro de que o gato está com sobrepeso é quando se torna difícil sentir suas costelas, sua cintura não é facilmente identificável, seu abdome é distendido e está presente uma bolsa de gordura abdominal”, orienta a médica veterinária da PremieR pet, Keila Regina de Godoy.

Segundo ela, considera-se sobrepeso quando o animal registra de 10% a 15% acima do peso ideal. Entre 15% e 30% acima do peso, considera-se um quadro de obesidade, enquanto acima dos 30% já é obesidade grave.

Na maioria dos casos, a obesidade do bichano é consequência do manejo alimentar inadequado. Por desinformação ou descuido, as pessoas acabam oferecendo uma superalimentação e o pet vai ganhando peso. Isso é particularmente prejudicial aos animais castrados, que possuem maior propensão ao sedentarismo e ao acúmulo de gordura corporal. Mas é algo que pode ser evitado com o uso de um alimento específico para gatos castrados em quantidades corretas.



O Que Fazer

Em situações de sobrepeso, é necessário introduzir uma dieta adequada de baixas calorias (o mercado oferece alimentos de alta qualidade para este fim e o médico veterinário pode recomendar), além de reduzir os petiscos e aumentar a atividade física. Essas medidas vão permitir que o felino volte ao peso ideal e mantenha sua saúde e qualidade de vida.

Já quando a obesidade está instalada, é importante contar não somente com a orientação, mas também com o acompanhamento do médico veterinário. “A obesidade por si só é uma doença e predispõe o gato a outros problemas de saúde, agravando quadros cardíacos, respiratórios e ortopédicos. Além disso o gato perde agilidade para brincar e para realizar sua higiene. Tudo isso compromete sua qualidade de vida e até sua longevidade, tornando imprescindível o tratamento especializado”, ressalta Keila.


E o tratamento da obesidade tem como ponto central a questão alimentar. O mercado já oferece produtos de nutrição clínica para gatos obesos e o médico veterinário é a única pessoa habilitada que pode orientar a conduta em cada etapa do tratamento. “É preciso garantir um emagrecimento efetivo e saudável, de modo a promover uma perda de peso gradativa, mantendo a massa magra e sem passar fome”. Estimular o gato a brincar e se exercitar também é fundamental”, esclarece Keila.


Após o processo de perda de peso é importante não descuidar. Existe uma fase de manutenção que faz parte do tratamento e ajuda a evitar o “efeito ioiô”. Em alguns casos, os gatos precisam receber alimentos light permanentemente, como prevenção. Mas essa orientação também cabe ao médico veterinário, pois pode variar em cada caso.



sexta-feira

Doenças Cardíacas dos Felinos


Assim como os cães, os gatos apresentam doenças cardíacas graves. Porém diferente dos cães, os gatos não costumam manifestar sinais clínicos que indiquem a presença de doenças. Normalmente, a descoberta da doença cardíaca nos gatos é tardia e com lesões irreversíveis.

Alguns sinais observados, geralmente quando a doença já está muito avançada, incluem dificuldade respiratória, aumento na freqüência respiratória, fraqueza, apatia, anorexia, paralisia ou paresia dos membros posteriores e morte súbita.

Em virtude da demora na apresentação dos sinais de doença, estas geralmente são descobertas pelo médico veterinário durante os exames de rotina. A ausculta de um sopro ou arritmia cardíaca em um gato é motivo para uma avaliação cardiocirculatória do paciente. Por isso, é muito importante que os felinos com até 8 anos de idade sejam levados ao veterinário pelo menos uma vez ao ano para check up, e aqueles maiores de 8 anos, duas vezes ao ano.

Alguns exames estão disponíveis para auxiliar na detecção dessas doenças, como eletrocardiograma (ECG), ecocardiografia e raio X. As doenças cardíacas não têm cura, porém, a partir do diagnóstico, é possível fazer o controle da doença e ajudar a prolongar a vida dos nossos gatos.

A alteração mais comuns é a cardiomiopatia hipertrófica, mas encontra-se também a cardiomiopatia dilatada e a restritiva. Todas causam problemas a médio e longo prazo.

A causa das doenças ainda não é conhecida, porém a substituição nos últimos anos de comida caseira por ração industrializada, fez com que houvesse diminuição nas doenças cardíacas decorrentes da deficiência de taurina, pois nos alimentos comerciais há a suplementação desse aminoácido. As doenças cardíacas também podem estar relacionadas a quadros de hipertireoidismo e hipertensão.

Estar sempre atento às mudanças de comportamento, oferecer ração de qualidade e fazer exames de rotina são cuidados que permitem prolongar e melhorar a vida dos felinos, proporcionando que possam aproveitar da vida familiar por mais tempo em companhia do dono, de maneira saudável.

quarta-feira

Hábitos alimentares incorretos podem prejudicar animais domésticos


A gente sabe, você provavelmente já alimentou algum animal doméstico com pelo menos um item desta lista e nada aconteceu. Mas isso não quer dizer que estes alimentos façam bem. E não vale dizer que se rendeu aos olhos pidões. Nem tudo que seu animal doméstico cobiça faz bem para a saúde. Por isso, quando o assunto é evitar problemas com a balança, não é só na sua dieta que você deve estar de olho – a alimentação dos bichinhos também precisa de atenção. Para ajudar você a cuidar dos seus amigos peludos, listamos alguns alimentos que podem prejudicar a saúde de cães e gatos:
Doces

Quem pensa que está fazendo um agrado ao bichinho ao lhe dar um doce nem imagina o mal que pode estar causando à saúde do animal. Os pequenos companheiros também podem ter graves problemas com a balança se abusarem de doces. Além de levar à obesidade, alimentos ricos em açúcar podem provocar cáries, tártaro e diabetes mellitus nos animais. 
O assunto fica ainda mais sério quando o doce é feito de cacau. “O chocolate é tóxico para os animais, pois possui uma substância chamada teobromina, um alcalóide que os cães e os gatos não conseguem metabolizar e por isso se acumula no organismo atingindo rapidamente concentrações tóxicas”, explica a médica veterinária Manuela Fischer. 
Estudos indicam que para causar um quadro grave de intoxicação são necessárias entre 100 e150 gramas de chocolate por quilo do animal – o que significa que, para sofrer intoxicação, um cão yorkshire de 3kg precisaria comer três barrinhas. Mas um pedacinho só também não é inofensivo: a metade de um “quadradinho” já seria o suficiente para causar taquicardia, excitação, espasmos musculares, vômitos e diarreia.
 Restos de comida:
Se o animal é do tipo que ronda a mesa na hora das refeições e faz cara de pidão para ganhar os restinhos que sobram no prato, saiba que o melhor a se fazer é resistir aos charmes do peludo. Estes “lanchinhos” não só devem ser evitados, como não devem substituir a refeição principal. 
As consequências de uma alimentação desbalanceada podem ser sérias: em logo prazo, a dieta desregrada pode causar desnutrição, anemia, deficiência de vitaminas e minerais, problemas de pele e pelagem, entre outros. Mas, caso você não queira alimentar o animal com rações já prontas, a comida caseira é sim uma opção. Neste caso, nada de restos: recomenda-se que seja procurada a orientação de um veterinário, que ajudará a montar o “cardápio” ideal. 
Para preparar estas refeições é preciso tempo, precisão (uma balança deve ser usada para determinar a proporção ideal de alimentos) e dedicação – dá mais trabalho, mas o seu amiguinho agradece.
Suplementos alimentares e excesso de comida
Ao contrário do que se pode imaginar, cães de raças grandes não precisam de suplementação de vitaminas e minerais para crescerem fortes. Animais que consomem alimentos de qualidade já possuem todos os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento e o excesso de minerais só prejudica a saúde do animal em longo prazo. 
Outro erro comum quando se trata de filhotes de cães pesos-pesados é a superalimentação: exagerar nas porções não só não colabora para o desenvolvimento do animal, como também pode acarretar problemas irreversíveis. “Ao contrário do que se pensa, esses filhotes devem ter a alimentação extremamente controlada para que o crescimento e o desenvolvimento sejam lentos o suficiente para evitar prejuízos às articulações. Bem alimentado é diferente de superalimentado. 
Na primeira opção, os animais atingirão o crescimento máximo e terão saúde, já na segunda, eles também atingirão o crescimento máximo mas terão grandes chances de desenvolver problemas articulares graves, sem cura”, explica Fischer.

 Dica
Para evitar que o animal exagere na comida o ideal é seguir a indicação nos rótulos das rações, que orientam sobre a quantidade aproximada que deve ser dada ao bichinho – lembrando também que essa porção deve ser dividida em pelo menos duas refeições diárias. Para escolher a melhor ração ou o alimento mais indicado para o seu bichinho o ideal é consultar um veterinário. 
Apesar de apresentarem, em geral, necessidades nutricionais semelhantes, há bichinhos que fogem à regra e precisam de uma alimentação diferenciada. Além disso, idade, nível de atividades físicas e predisposição a doenças influenciam na escolha do melhor alimento.

quinta-feira

Alimentação dos Gatos_


Para os gatos domésticos, uma dieta bem equilibrada é básica para o seu desenvolvimento e crescimento. As necessidades nutritivas variarão segundo a idade e condições dos animais.

Nos meses seguintes após desmamar, ao mês e meio de vida, são de muita importância para a saúde do gatinho.


De resto, a etapa de amamentar é fundamental para um bom comportamento do gato que será mais dócil e carinhoso do que os gatos alimentados a biberão. Se a mãe não pode dar-lhe leite, devemos comprar leite em lojas especializadas, que seja o mais parecido com o da mãe, nunca dar-lhe leite de vaca.


Por norma geral, não devem alimentar-se com as sobras da comida que fazemos para nós porque não terão as vitaminas nem os aminoácidos necessários para a sua dieta. Devido ao seu desenvolvido sentido de olfacto, os odores têm um papel fundamental na sua alimentação.


A consistência da comida também é relevante para estes animais, que deverá ser fundamentalmente seca. Para dar-lhes algum medicamento, recomenda-se comida mais leve. A cada dia que passa existem alimentos mais específicos, elaborados por especialistas, tendo em conta muitos factores como a idade, a fisionomia, o momento de vida do gato, etc.


Com respeito às comidas de lata, não devemos despreocupar-nos pois nem todas contêm os mesmos ingredientes que estão na composição. Há que ter em conta que os gatos são animais carnívoros e a ideia de só gostarem de peixe e não de carne não tem nenhum fundamento.


Tal como nas pessoas, as vitaminas são essenciais para uma boa dieta destes felinos. Contêm muitos alimentos mas, para os gatos em especial, as que estão presentes em alimentos de origem animal são melhores pois absorvem mais facilmente. A vitamina A, presente no fígado é boa para a pele e para a visão. A vitamina B ajuda na assimilação das proteínas, etc. De qualquer forma, deves sempre consultar especialistas para administrarem vitaminas artificialmente.


As calorias que um gato gasta vai depender do seu peso e da sua idade principalmente. As etiquetas dos produtos podem-nos dar informações relevantes neste aspecto. Quanto a doces, não lhes podemos dar nada com açúcar nem chocolate. Existem produtos em lojas de animais criados para este fim. Em resumo, dizemos que os alimentos de origem animal que os gatos podem comer são basicamente peixe e carne.

O peixe tem de ser cozido antes de ser dado ao nosso gato. Menos importante para a alimentação dele está o arroz, leite, verduras e derivados lácteos. As salsichas cozidas são muito apreciadas pelos gatos, mas devemos evitar as curadas.




_ALIMENTAÇÃO PARA IDOSOS_


Os gatos entram no último terço de sua vida quando atingem 10 anos, e para que esta fase da vida decorra do melhor modo possível, é necessário fornecer-lhes uma alimentação que respeite as modificações fisiológicas da idade.


MANTER O PESO IDEAL


Devido a problemas dentários, diminuição do olfato e do paladar, observa-se pouco apetite nos gatos idosos. A assimilação dos alimentos dos gatos idosos também é menor do que em gatos jovens, demonstrando desta forma uma performance digestiva em baixa.

Assim sendo, um gato idoso possui freqüentemente dificuldades em manter seu peso.

Para que o alimento possa ser bem consumido, deve ser fabricado com ingredientes e aromas especialmente atrativos para o gato, e os croquetes não devem ser muito duros, para evitar dores durante a mastigação.

Para mantermos o peso ideal do gato idoso, devemos fornecer um alimento altamente energético e muito digestível.

Ação contra os radicais livres e estímulo das defesas do organismo:

O enriquecimento em ácidos graxos essenciais (ômega 3 & 6), ajudam a manter a pelagem brilhante e flexível, visto que a pelagem dos animais idosos tende a ficar mais grossa.

Como no ser humano, conforme o envelhecimento do organismo felino, ocorre um aumento na produção de radicais livres, responsáveis pela destruição acelerada das células. Contudo, devemos estimular as defesas do organismo através da nutrição, aumentando o fornecimento de vitamina E e adicionando a vitamina C (pois estas vitaminas auxiliam o organismo a lutar melhor contra os radicais livres).

O gato é um grande consumidor de proteínas e diminuir drasticamente o fornecimento protéico durante o envelhecimento é prejudicial à sua saúde, podendo também diminuir suas defesas imunitárias.


PREVENÇÃO DOS PROBLEMAS URINÁRIOS


Muitos dizem que restringindo a quantidade de proteína na alimentação do gato idoso, previne-se problemas renais.

Esta idéia é falsa!

A restrição protéica não apresenta nenhum interesse na prevenção dos processos de envelhecimento renal.

Se a restrição protéica é desaconselhável até ser constatada clinicamente uma insuficiência renal, uma restrição precoce de fósforo é, ao contrário, indicada para tentar diminuir a evolução de uma doença renal.

O produto para gatos idosos não deve promover uma acidificação muito intensa da urina.

O pH do alimento para gato idoso deve ser próximo do neutro (6,5-7) para prevenir a formação do cálculo de oxalato (renal), que são muito mais comuns em gatos idosos. Nos gatos jovens os cálculos de estruvita são mais comuns (bexiga e uretra), por isso acidificam-se os produtos para gatos nesta fase de vida.

Ao contrário dos cálculos de estruvita, os cálculos de oxalato se formam em meio ácido portanto não deve ser fornecido alimento de gato jovem (que possui pH acidificado) para um gato idoso.


TRÂNSITO INTESTINAL


O alimento para gato idoso deve possuir um ligeiro aumento do nível de fibras para prevenir o eventual risco de constipação e fecalomas, pois devido a diminuição da atividade física, ocorre uma diminuição do trânsito intestinal.

Autoria
Dra Carolina GALLI
Médica Veterinária

sexta-feira

Os gatos e o leite


Uma das dúvidas mais frequentes que os donos dos gatos têm, sobretudo os novatos, é se devem dar leite aos seus gatos. A ideia de que os gatos bebem leite vem de uma crença popular que se espalhou facilmente devido aos filmes, desenhos e mesmo contos, em que os gatos bebem sempre leite. Mas a realidade está muito longe da ficção.

Na verdade o leite de vaca é muito mau para a saúde dos gatos devido à lactose do mesmo. Os gatos não dispõem das enzimas necessárias para decompor e digeri-la. Esta fermenta no colon e provocará problemas digestivos nas nossas mascotes.


A enzima que permite aos nossos gatos digerir a lactose chama-se láctase. Com a idade, a taxa de láctase das nossas mascotes diminui de forma significativa. Assim já podemos imaginar que, conforme os nossos gatos crescem, mais difícil vai ser para eles digerir o leite.

Só há uma etapa na vida dos gatos em que precisam de ingerir leite: durante a lactação. Mas o leite que precisam neste momento é apenas o da mãe. Depois dessa etapa, o gato pode crescer perfeitamente bebendo apenas água.


Podes pensar que os gatos precisam do leite para extrair cálcio, mas estes recebem-no da sua alimentação quotidiana, sempre e quando esta seja equilibrada.

Se quiseres dar leite ao gato, podes optar por comprar os especiais que são vendidos nas lojas especializadas para gatos, que são leites que contém menos lactose. Mas o leite nunca deve substituir a ingestão de água.



O leite é um alimento, não é uma bebida. Desta forma, se decidirmos dar leite a nossa mascote, deveremos reduzir a parte do alimento que esta a receber do leite. Ou podes utilizar em pequenas quantidades e dar-lhe como premio, como se fosse uma guloseima.

Diluir o leite em água ou optar por leite meio gordo ou magro não diminui a taxa de lactose. Pelo contrário, os produtos lácteos fermentados como iogurtes naturais e o queijo fresco são mais bem tolerados pelos gatos, porque estes produtos incluem bactérias beneficiosas que diminuem a presença de lactose neles.